Tribunal de Justiça de MT

Desembargador Paulo da Cunha recebe troféu Amigo da Adoção  

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Uma homenagem surpresa marcou a despedida do desembargador Paulo da Cunha da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-MT), na manhã desta terça-feira (06/08), na sala de reunião da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT). Com a presença do corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva e membros e equipe da Ceja a celebração emocionou o homenageado que agradeceu a mobilização e o gesto de carinho de amigos e colegas de profissão.
 
“Estou muito surpreso em viver este momento, vim para uma reunião de rotina da Ceja e estou sendo agraciado com essa linda homenagem. Quero agradecer ao corregedor, desembargador Juvenal Pereira, à desembargadora Antônia Gonçalves, ao procurador Paulo Prado e demais membros da equipe da Ceja pelos anos de trabalho em prol das crianças e adolescentes de Mato Grosso”, agradeceu Paulo da Cunha.
 
Ele foi celebrado pelos 49 anos de exercício de Direito, sendo 22 de magistratura e seis como membro da Comissão Estadual Judiciária de Adoção. Ele também recebeu, das mãos do corregedor, o título de membro honorário da Ceja-MT e das mãos do procurador de Justiça, Paulo Roberto Jorge do Prado o selo “Amigo da Adoção” e da desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves o troféu “Amigo da Adoção”. Um vídeo com alguns trabalhos realizados na Ceja também foi apresentado.
 
O corregedor ressaltou a conduta exemplar do colega e exaltou o exemplo de pessoa e magistrado que Paulo da Cunha representa. “Presto meus cumprimentos não só ao profissional, mas também ao homem. O admirado legado deixado por vossa excelência é emoldurado pelas lições de equilíbrio, simplicidade, conquistando a admiração de seus pares, juízes, servidores, operadores do direito e jurisdicionados”.
 
O procurador Paulo Prado fez questão de tornar pública sua admiração ao homenageado e lhe desejar saúde, paz e resiliência nesta nova fase da vida. “Hoje celebramos a trajetória construída pelo desembargador, um homem de bem, honrado a quem aprendi a admirar. O senhor construiu um grande legado por onde passou e com certeza deixará saudades”, afirmou.
 
Para a desembargadora Antônia Siqueira a personalidade equilibrada e comprometimento de Paulo da Cunha são duas grandes competências. “Não poderia deixar de participar deste momento, o desembargador Paulo da Cunha estava lá quando tomei posse e agora estou presente neste momento de despedida dele. É com grande alegria que celebramos esse encerramento de ciclo, sei que ele irá fazer falta, mas estará sempre em nossos corações”, pontuou.
 
A juíza auxiliar da CGJ-TJMT, Christiane da Costa Marques Neves, aproveitou a oportunidade para agradecer o convívio e o apoio em prol das crianças e adolescentes mato-grossenses. Além disso, ela destacou o currículo do homenageado, apresentou um retrospecto da trajetória profissional do desembargador, desde o seu trabalho como advogado em Cáceres, atuação no MPE, acesso à magistratura pelo Quinto constitucional, até sua aposentadoria. “A sua presença sempre nos fortaleceu e é com muita alegria que celebramos esses quase 50 anos de carreira. Nesses últimos anos pude contar com a sua parceria e ensinamentos e não poderíamos deixar de prestar esta homenagem”, declarou com lágrimas nos olhos.
 
Emocionada, a secretária geral da Ceja, Elaine Zorgetti Pereira, complementou que foi uma honra trabalhar nesses últimos seis anos com o desembargador. “Falo em nome da equipe da Ceja e agradeço pela grande contribuição dada às crianças e adolescentes, assim como a causa da adoção. Ficamos tristes pelo momento de despedida, mas desejamos toda sorte e sucesso nessa nova fase da vida”, desejou.
 
Ao final das homenagens, o desembargador falou da emoção com que encerra sua atuação no Tribunal de Justiça e na Ceja. “É com muita satisfação que me preparo para aposentar. Trabalhar na Ceja me proporcionou um sentimento de realização e alegria imensa, que não tem como mensurar. Apesar da tristeza fico com a sensação de dever cumprido”, refletiu Paulo da Cunha.
 
“Eduardo Galeno dizia que: A utopia está lá no horizonte, quando me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho 10 passos e o horizonte corre 10 passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar. Essa é a mensagem que quero deixar para vocês na Ceja, assim como a utopia o trabalho na Ceja é incansável, muito importante e extremamente necessário para garantir o direito das nossas crianças e adolescentes”, refletiu o homenageado.
 
Também prestigiaram a cerimônia a juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos, que realizou a entrega de um singelo presente enviado pelas crianças das Casas Lares da capital, o juiz da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, a promotora de Justiça da 14ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Infância e Juventude, Ana Luiza Barbosa da Cunha e a equipe de servidores da Ceja/MT.
 
Biografia – Nascido no dia 31 de agosto de 1949, em Mendonça, São Paulo, Paulo da Cunha vem de família humilde e foi o primeiro dela a concluir curso superior. O desembargador formou-se em Direito em 1974 pelas Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo (FMU) e seguiu, em 1975, para a cidade de Cáceres, no interior de Mato Grosso, para advogar. Em 1979, prestou concurso para o Ministério Público, sendo empossado no ano de 1980 e nomeado como promotor de Justiça na Comarca de Barra do Bugres. E em 1990 ascendeu ao cargo de procurador de Justiça, por merecimento.
 
Com o falecimento do desembargador Ataide Monteiro da Silva, em 13 de fevereiro de 2002, Paulo da Cunha passou a integrar o Tribunal de Justiça como desembargador em vaga destinada ao MP pelo 5º Constitucional. No biênio 2009/2011, foi vice-presidente do TJMT e, em 2015/2016 tornou-se presidente da corte estadual. No próximo dia 30 de agosto, o desembargador se aposenta do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Nesta terça-feira (06), participou pela última vez como membro efetivo da Ceja.  
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Foto 1 – Foto colorida do homenageado e integrantes da Ceja. Todos estão em pé e posam para foto com as comendas entregues.  Inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 2 – Foto colorida. O desembargador Paulo da Cunha está sentado e à frente, na mesa, é possível ver o troféu “Amigo da Adoção”.  
 
Larissa Klein/ Fotos Adilson Cunha
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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