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Corregedoria capacita 55 conciliadores em técnicas de autocomposição

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Cinquenta e cinco conciliadores do Poder Judiciário de Mato Grosso estão participando, nesta semana, da capacitação intitulada “Técnicas de Autocomposição de Conflitos para Conciliadores.” Promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) e com o apoio da Escola dos Servidores, a capacitação é realizada on-line, através da plataforma Microsoft Teams. O treinamento iniciou na segunda-feira e prossegue até sexta-feira (12 a 16/08), das 8h às 12h, visando aprimorar os serviços judiciários oferecidos à sociedade.
 
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, realizou a abertura da capacitação, destacando a importância do aprimoramento contínuo das habilidades dos conciliadores, sempre com o compromisso de oferecer uma justiça mais acessível e eficiente. “Os conciliadores são essenciais para a resolução consensual de conflitos no Judiciário e para atender às necessidades dos jurisdicionados. A Corregedoria está sempre à disposição para superar com os senhores todos os desafios para alcançarmos as metas estabelecidas. Desejo a todos um excelente curso”, afirmou o desembargador.
 
A juíza auxiliar da Corregedoria, Cristiane Padim, enfatizou que sempre há espaço para melhorias e que cada um pode contribuir para o avanço do Judiciário mato-grossense. “Somos todos parte do sistema de Justiça e estamos aqui para construir o melhor caminho. No passado, a audiência de conciliação era vista como uma mera formalidade para a continuidade do processo, mas hoje é diferente. A conciliação é uma oportunidade para que as partes possam dialogar no processo comum. Espero que esta capacitação ofereça novas ferramentas para alcançarmos esse objetivo”, destacou a juíza.
 
Karine Márcia Lozich Dias, diretora do Daje, salientou que, dos 254 conciliadores credenciados no Poder Judiciário de Mato Grosso, 120 já participaram dessa capacitação. “Com este treinamento, estamos levando conhecimento a mais 55 conciliadores. Além de aprimorar nossos serviços, este projeto atende à Resolução n.192/CNJ, de maio de 2014, que estabelece a Política Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Servidores do Poder Judiciário. Agradeço a todos pela participação, ao corregedor e à juíza Cristiane Padim pela abertura do evento, ao palestrante Ubiracy, e desejo que todos aproveitem ao máximo esta semana de estudos”, concluiu a diretora.

Sobre a capacitação – O treinamento tem carga horária de 20 horas e é ministrado por Ubiracy Nogueira Felix, mediador do Nupemec, conhecido popularmente como Bira. A capacitação é dividida em duas etapas: a teórica, que aborda as diretrizes curriculares estabelecidas na Resolução n°125/2010 do CNJ e nas Leis 13.105/2015, 13.140/2015, 9.099/1995 e 10.259/2001; e a prática, que consiste na realização de uma audiência de conciliação simulada.
 
“Durante esta semana, abordaremos temas como a Teoria do Conflito, da Comunicação, da Negociação, o Terceiro Facilitador e o passo a passo para a conciliação. Ao final, realizaremos uma simulação. A participação de todos é fundamental, pois somente com a troca de experiências conseguiremos uma maior compreensão das técnicas e alcançaremos nosso objetivo de aprimorar o serviço judiciário”, ressaltou o instrutor.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Foto 1: print da tela do computador, destacando a diretora do Daje, Karine Dias, à sua direita, a juíza auxiliar Cristiane Padim, abaixo o corregedor, desembargador Juvenal Pereira, e ao lado demais participantes.
 
Larissa Klein
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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