Tribunal de Justiça de MT

Presidente do Tribunal de Justiça participa nesta segunda (13) da abertura do Projeto ELO em Barra

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, participou na manhã desta segunda-feira (13 de agosto) da cerimônia de abertura da programação do Projeto ELO, no Tribunal do Júri da Comarca de Barra do Garças. 
 
A líder do Judiciário iniciou o evento interagindo com o público formado por servidores, magistrados, integrantes do Sistema de Justiça e população dos polos de Barra do Garças e São Félix do Araguaia, reforçando o objetivo do projeto, de aproximar o Judiciário das pessoas. 
 
“Durante esta semana iremos agregar diversas atividades de integração, mas, principalmente, tomar conhecimento mais de perto das peculiaridades das comarcas, para que juntos possamos ajudar e contribuir. Vamos nos reunir para escutar, mas também para dizer como gostaríamos que fosse realizada essa atenção às pessoas.”
  
O coordenador do Projeto ELO e juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Joness Gattass Dias afirma que a intenção da administração do TJMT, ao realizar o projeto nos polos de Barra do Garças e São Félix do Araguaia, é de estar ainda mais perto dos servidores, magistrados e da comunidade local. “Por isso o nome Elo, pois temos a integração dos servidores e magistrados entre si e também com a administração do Tribunal, para que todos possam se sentir acolhidos, com a sensação de pertencimento ao Judiciário.” 
 
O magistrado também ressaltou a integração de forma externa. “Temos dentro do evento o Encontro Regional da Magistratura, para a área acadêmica, advogados e estudantes de Direito, além da reunião com a categoria, na Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Barra do Garças (OAB-MT). 
 
De acordo com o diretor do Foro da Comarcas de Barra do Garças, Michell Lotfi, é uma honra receber grande parte da administração do TJMT. “É um importante combustível para a nossa Comarca. Este projeto traz importantes práticas e renova o ânimo para que possamos continuar a oferecer um serviço de qualidade e excelência para a população, o que é o nosso dever.” 
 
Na parte da manhã, a programação também compreendeu a palestra sobre ‘A Importância do Cuidado com a Saúde Mental’, com o doutor em psiquiatria, Werley Silva Peres. O médico abordou assuntos como ansiedade, maturidade emocional, transtornos e doenças mentais e formas de prevenção, como fortalecimento de vínculos, prática de atividades físicas, boa alimentação e a busca de ajuda profissional quando necessário. 
 
Justiça Restaurativa – No período da tarde, a presidente do TJMT abriu a programação do evento falando sobre a o poder das práticas restaurativas e das ações desenvolvidas pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa em Mato Grosso (NugJur). 
 
“Quando vivenciei a experiência dos Círculos percebi que ali estava uma oportunidade de praticar uma forma muito potente de aglutinação. Essa sensação de estarmos todos juntos, no mesmo barco, onde todos têm voz e vez é fundamental e indispensável. Então, hoje, queremos falar ao coração e mente de cada um de vocês neste evento.” 
 
Na sequência, a assessora de relações institucionais do NugJur, Katiane Boschetti da Silveira, realizou a palestra ´Princípios e Valores da Justiça Restaurativa`. Para a assessora, a conversa com os presentes foi mais uma oportunidade de trabalhar o tema saúde mental no Projeto ELO. “A proposta é apresentar os Círculos como uma ferramenta de construção de paz e também de cuidado, transformação e humanização nos espaços de trabalho, que é onde passamos a maior parte das nossas vidas.”
 
Ao final da palestra, a presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, se reuniu com os servidores e servidoras das comarcas presentes, para ouvir as percepções e necessidades dos colaboradores do Judiciário. 
 
Estiveram também presentes no primeiro dia de programação do ELO, o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva; a diretora-geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), desembargadora Maria Helena Bezerra Ramos; os desembargadores do TJMT, José Zuquim Nogueira, Gilberto Giraldelli, Mário Roberto Kono de Oliveira, Rodrigo Roberto Curvo, Hélio Nishiyama; os juízes auxiliares da Presidência, Túlio Duailibi Alves Souza, Viviane Brito Rebello; a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça, Cristiane Padim da Silva; a juíza coordenadora do NUPEMEC, Helícia Vitti Lourenço; o juiz ouvidor-Geral do TJMT, Jorge Alexandre Martins Ferreira; a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula; a vice-diretora geral do TJMT, Claudenice Deijany F. De Costa e coordenadores do TJMT. 
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: presidente do TJMT está em pé, fala ao microfone para os participantes, eles estão sentados e olham para a desembargadora Clarice. Foto 2: juiz Jones Gatass concede entrevista para emissoras de televisão. Foto 3: médico Werley Silva Peres fala ao micrfone. Foto 4: a assessora de relações institucionais do NugJur, Katiane Boschetti da Silveira, está em pé e fala ao microfone. Os participantes estão sentados e aparecem de costas para a câmera.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Alair Ribeiro 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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