O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) lançou, nesta semana, um concurso de redação e desenho destinado aos alunos das escolas públicas do município de Campo Novo do Parecis (a 402 km de Cuiabá).
O objetivo do concurso é incentivar a educação ambiental e conscientizar sobre a importância da prevenção de queimadas – temas que deverão ser explorados nas produções dos estudantes.
A iniciativa é promovida pelo 6º Comando Regional de Bombeiros Militar (6º CRBM), por intermédio do 3º Núcleo Bombeiro Militar (3º NBM), em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Semec) do município. Até o momento, três escolas já confirmaram participação no concurso, que premiará os vencedores com uma bicicleta. Ao todo, serão quatro bicicletas entregues.
Segundo o comandante do 3º NBM, 1º tenente BM Valmir Estevão Rampim, o concurso não apenas incentiva a criatividade dos alunos, mas também os envolve ativamente em questões ambientais e promove um entendimento maior sobre a responsabilidade de cada um na prevenção das queimadas e na construção de um futuro mais sustentável.
“O concurso visa promover a conscientização desde a infância sobre os prejuízos e impactos negativos das queimadas, que afetam o meio ambiente, a economia e a saúde, especialmente das crianças e dos idosos”, destacou o tenente.
Podem se inscrever no concurso os estudantes do 3º e do 6º ano das escolas participantes. A modalidade desenho é voltada para os estudantes do 3º ano, enquanto a redação é destinada aos alunos do 6º ano. O prazo para o envio das produções vai de 16 de agosto até 2 de setembro. As redações e desenhos serão avaliadas pela Secretaria de Educação do município.
A previsão é de que o anúncio dos melhores trabalhos e a entrega das premiações aos vencedores ocorra em 09 de agosto.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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