Mato Grosso

Seplag conta com o trabalho de cerca de 50 recuperandos do Sistema Penitenciário

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) deu oportunidade para que cerca de 50 recuperandos do Sistema Penitenciário trabalhassem para a pasta como forma de contribuir com a política de ressocialização.

Desde 2020, a Seplag tem um termo de cooperação com a Fundação Nova Chance (Funac), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que busca à reinserção social de pessoas que foram ou estão parcialmente privadas de liberdade.

Os recuperandos desempenham funções de serviços gerais, como manutenção, limpeza e jardinagem no Centro Político Administrativo (CPA), além daqueles que atuam também como auxiliares administrativos.

O secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, destacou que essa parceria com a Funac se configura numa oportunidade de recomeços e que todos os envolvidos ganham. “São homens e mulheres que contribuem com o funcionamento da Seplag e que tiveram a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho, assegurando uma renda e a sua reintegração à sociedade”, pontuou.

Com uma jornada de trabalho de 8 horas diárias, os recuperandos recebem um salário mínimo, vale-transporte e vale-refeição. Uma forma de valorizar e incentivar o trabalhador é a possibilidade de aumentar os seus rendimentos em até 50%, no decorrer do período da contratação, mediante apresentação de requisitos específicos, tais como certificação profissional e capacitações na área em que esteja atuando, sempre acompanhado de declaração de desempenho laboral que ateste a pontualidade, assiduidade, comprometimento e produtividade.

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O recuperando também recebe a remição de pena, prevista no artigo 126 da Lei de Execução Penal (LEP), em que a cada três dias de trabalho é descontado um dia da pena a ser cumprida.

A Funac supervisiona o processo de ressocialização. De acordo com o presidente da fundação, Winkler de Freitas Teles, as oportunidades no mercado de trabalho para esses cidadãos, após a prisão, ficam bastante limitadas. “As parcerias com órgãos públicos, a exemplo da Seplag, garantem a oportunidade da pessoa retomar as atividades, conseguir o sustento para si e sua família, e ter uma carreira profissional”, explica o presidente.

Oportunidade de recomeços

“Eu quero ser administradora”, cravou a colaborada Janaina Miranda da Silva, 30 anos. Ela é categórica ao projetar seu futuro profissional. Há dois anos, ela auxilia nas atividades administrativas da Coordenadoria Arquivista da Seplag. “Por aqui, eu comecei também a cursar faculdade de Administração”, pontuou a auxiliar administrativa, explicando que tem muitos projetos em andamento.

Como Janaina, a colaborada Hellen Priscila Carvalho Nascimento, de 35 anos, também auxilia nas tarefas administrativas da Coordenadoria Arquivista da Seplag e é também acadêmica de Administração. “É daqui que sai o sustento da minha família e como eu pago minha faculdade”, afirma a auxiliar administrativa, que é casada e tem três filhos.

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Elas afirmam ainda que têm realizado constantemente cursos ofertados pela Escola de Governo de Mato Grosso. “Aqui, todo mundo tem pasta de certificados”, enfatiza Janaina, orgulhando-se do seu novo percurso. “O que gostei é que somos muito incentivadas a fazer cursos. O que tiver, que der para fazer, a gente faz”, complementa Hellen Priscila, ressaltando a importância dessas capacitações também para a remição da pena.

Mecanismos públicos

Nos últimos anos, além das contratações, a Seplag tem desenvolvido uma série de estratégias e recursos que colaboram para o avanço da ressocialização das pessoas que foram privadas de liberdade. Em 2022, por exemplo, foi publicada a Instrução Normativa Conjunta nº 02/2022. É a partir dela que se tornou possível valorizar o trabalho dos recuperandos, com regras claras, incentivando a capacitação e o comprometimento com o trabalho.

Sistema de Emprego do Recuperando (Siner)

Já em 2023, a Seplag, por meio da Secretaria Adjunta de Administração Sistêmica/Superintendência de Tecnologia da Informação, desenvolveu o Sistema de Emprego do Recuperando (Siner), que pode ser acessado aqui. O Siner está disponível aos órgãos do Poder Executivo e às empresas privadas ou entidades interessadas em contratar recuperandos do Sistema Prisional de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 104 mandados contra facção criminosa envolvida com tráfico e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde

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​​A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.

Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.

O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.

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Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.

Lavagem de dinheiro

As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.

Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.

Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.

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“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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