Tribunal de Justiça de MT

Nosso Judiciário recepciona alunos de Direito da faculdade Educare

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Alunos do curso de Direito da Faculdade Educare de Cuiabá visitaram a sede da Justiça Estadual nessa terça (20). Nas visitas ao Poder Judiciário, os estudantes têm a oportunidade de assistir às sessões das Câmaras Recursais do TJMT e conhecer o prédio do Tribunal de Justiça. O passeio é sempre finalizado com um bate-papo com um magistrado no Espaço Memória, e com a distribuição dos glossários jurídicos. 
 
O magistrado escolhido para falar aos alunos foi o juiz da 14ª vara criminal de Cuiabá e juiz auxiliar da vice-presidente Gerardo Humberto Alves Silva Junior.
 
“Quando o acadêmico comparece à sede do Tribunal, ele vê a materialização daquilo que ele aprende nos livros”, contou o juiz. Ele falou aos alunos sobre sua experiência na magistratura e sua trajetória pessoal no Direito, além de relembrar seus momentos como professor ao alertar aos alunos sobre a qualidade de suas petições. “Redigir com simplicidade facilita o trabalho de todos”. 
 
Para Gerardo, o Nosso Judiciário desperta a vontade de seguir na carreira do Direito e Eiza Maria da Silva, advogada e professora de Introdução do Estudo ao Direito que acompanhou as turmas na visita, concorda: “O objetivo é despertar no aluno o interesse pelo jurídico, pelo conhecimento, é importante desconstruir a imagem do judiciário como um ambiente fechado”. 
 
A meta foi certeira, após a finalização da palestra do juiz, Adriano dos Santos, aluno do 6º semestre, contou sua experiência: “É muito motivador ver que os magistrados também são como nós e conquistaram seu espaço com muito estudo, levo dessa visita a perseverança em buscar sempre o conhecimento”. 
 
Nosso Judiciário – Desde 2015, o Projeto Nosso Judiciário recepciona acadêmicos de faculdades em visitas guiadas. O programa também faz visitas a escolas públicas e privadas de Cuiabá e Várzea Grande, com realização de palestras que mostram quais são os benefícios e obrigações de um cidadão. Representantes de estabelecimentos de ensino, público ou privado, podem solicitar a palestra ou agendar uma visita. Para isso, é preciso entrar em contato pelos números (65) 3617-3032/3516. 
 
Anna Giullia Nunes Magro (estagiária)  
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Projeto Hannah agiliza análises e muda rotina na Vice-Presidência do TJMT

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Além da tecnologia, o Projeto Hannah nasceu da rotina intensa e dos desafios reais enfrentados dentro da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A iniciativa, desenvolvida internamente, é resultado direto do trabalho de servidores e servidoras que vivenciam diariamente o fluxo processual.

Segundo o assessor da Vice-Presidência, João Pedro Guerra, um dos servidores responsáveis pelo desenvolvimento da ferramenta, a ideia surgiu em um contexto de aumento expressivo de demandas. “O cumprimento das metas nacionais exigia um ritmo de trabalho constante, o que sinalizou a necessidade de adotar medidas que auxiliassem o fluxo de produção do gabinete, sem comprometer a função decisória”, explica.

Rotina intensa e necessidade de inovação

Em 2025, o volume de processos remetidos à Vice-Presidência cresceu significativamente. Diante desse cenário, a equipe precisou buscar alternativas que garantissem eficiência do serviço prestado.

A solução foi desenvolver uma ferramenta própria, pensada para a realidade do TJMT. Com a implementação do Hannah, a rotina passou por mudanças importantes. A ferramenta realiza uma triagem inicial dos documentos processuais, separando automaticamente aqueles que são essenciais para a análise — como recursos, contrarrazões e acórdãos — daqueles que não impactam diretamente a decisão.

Para a gestora de gabinete da Vice-Presidência, Camila Alessandra Pinheiro Salles Takases, o Hannah trouxe mais organização à rotina de análise de recursos. Ela descreve a ferramenta como um mecanismo que “permite uma análise mais acurada e aprofundada em demanda judiciais de alta complexidade”.

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Sistema de precedentes

No que se refere a mudanças no dia a dia, a gestora destaca a base atualizada de julgados dos tribunais superiores. “Diante da afetação de novos temas pelo Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, a assessoria necessita estar sempre atualizada, o que demanda estudo diário dos entendimentos das cortes superiores. Por ter a sua base atualizada regularmente, a Hannah facilita na identificação de temas recentes e ainda desconhecidos pela assessoria, permitindo que a sistemática dos precedentes qualificados seja corretamente aplicada aos casos sob julgamento”, reforçou.

Mesmo com o apoio da inteligência artificial, o trabalho humano segue como peça central. Após a emissão do parecer pelo sistema, cabe ao assessor revisar, validar e, se necessário, ajustar o conteúdo antes da elaboração da minuta.

Produtividade e resultados concretos

Os impactos da ferramenta já podem ser medidos na prática. Dados internos apontam uma redução significativa no tempo médio de conclusão dos processos na Vice-Presidência ao longo de 2025, com correlação direta ao uso do Hannah.

O desenvolvimento do Hannah também foi marcado por desafios e aprendizado constante. O processo envolveu testes, ajustes e diálogo permanente entre a equipe técnica e os usuários finais.

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“O feedback dos servidores é positivo e há um alinhamento constante para correções e aprimoramento das funcionalidades”, explica João Pedro. Essa construção colaborativa tem sido essencial para garantir que a ferramenta atenda, de fato, às necessidades da rotina.

Propósito e reconhecimento

O Projeto Hannah integra a estratégia de inovação do TJMT e tem como objetivo aprimorar a prestação jurisdicional. A ferramenta utiliza um Mapa de Admissibilidade com 14 critérios sistematizados, criando uma sequência lógica de análise para verificar se os recursos atendem aos requisitos formais.

A iniciativa já ganhou destaque nacional e foi apresentada em evento promovido pelo STJ. Além disso, o modelo desenvolvido em Mato Grosso chamou a atenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que avalia a possibilidade de nacionalização da solução, permitindo que outros tribunais adotem a ferramenta.

Mais do que tecnologia, o Hannah representa uma mudança de cultura: uma solução construída por quem vive o dia a dia do Judiciário, com foco em eficiência, responsabilidade e valorização do trabalho humano.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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