Tribunal de Justiça de MT

Movimentação na carreira: Órgão Especial aprova remoção de juízes

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso aprovou a remoção de três juízas e um juiz em sessão administrativa extraordinária realizada nesta quinta-feira (12 de setembro). 
 
A juíza Raissa da Silva Santos Amaral, titular da 2ª Vara Cível de Água Boa, foi removida para a 4ª Vara Criminal de Cáceres, pelo critério de antiguidade. 
 
A juíza Alethea Assunção Santos, titular da 2ª Vara Criminal de Cáceres, substituta na 5ª Vara Criminal de Cuiabá e na 2ª Vara Criminal de Várzea Grande, foi removida para o Gabinete 7 do Núcleo de Afastamento e Substituição (NAS) da Comarca de Cuiabá, pelo critério de merecimento. 
 
A juíza Myrian Pavan Schenkel, da 3ª Vara de Primavera do Leste, foi removida para o Gabinete 6 do Núcleo de Afastamento e Substituição (NAS) da Comarca de Cuiabá, pelo critério de merecimento. 
 
O juiz Márcio Aparecido Guedes, titular da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá e convocado para o 2º grau, foi removido para a 1ª Vara Cível de Cuiabá (Recuperação Judicial) pelo critério de antiguidade. 
 
Mylena Petrucelli 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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