Veneza guarda uma das maiores pinturas a óleo do mundo
Situada ao norte do movimentado Campo Santa Margherita, no distrito de Dorsoduro, está a Igreja de São Pantaleão , que abriga uma valiosa atração de Veneza. Quem a vê de longe, não imagina que, por trás de sua pouco rebuscada fachada de tijolos, há um grande tesouro: uma das mais impressionantes pinturas a óleo sobre tela do mundo, considerada por alguns estudiosos a maior do gênero.
A obra O Martírio e a Apoteose de São Pantaleão , de Giovanni Antonio Fumiani, foi feita entre os anos de 1680 e 1704. Com traços característicos do barroco, a tela se estende por todo o teto da igreja e mede cerca de 443 metros quadrados.
A Igreja de São Pantaleão
A construção da Igreja de São Pantaleão começou em meados do século 17 e nunca foi finalizada. Caracterizado por uma fachada inacabada, com tijolos avermelhados, o templo celebra o mártir São Pantaleão, um médico cristão, que viveu entre os séculos três e quatro d. C.
A data exata de sua fundação é incerta. Entretanto, sabe-se que esse edifício religioso já existia em 1161, quando o Papa Alexandre III o mencionou pela primeira vez. Sua aparência original também é desconhecida, visto que ele foi reconstruído em 1222. O registro mais antigo que se tem da sua fachada é um mapa ilustrado pelo pintor italiano Jacopo de Barbari, em 1500.
Entre os anos de 1668 e 1686, a Igreja de São Pantaleão passou por mais uma reconstrução, desta vez pelas mãos do arquiteto trevisano Francesco Comin, responsável por atribuir-lhe a estética barroca. Ele também rotacionou a fachada principal do prédio, substituindo a vista do Rio de São Pantaleão pela vista do campo. Essa nova estrutura, que deveria ser recoberta por mármore, nunca foi finalizada.
Fachada simples e inacabada engana sobre belezas no interior do templo Michael Wittwer/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons
O Martírio e a Apoteose de São Pantaleão
Ao vislumbrar a Igreja de São Pantaleão pelo lado de fora, é difícil imaginar as belezas escondidas em seu interior. Além de decorações policromadas, estátuas em mármore e seis charmosas capelas laterais, o templo abriga pelo menos 80 obras renomadas, como Madona com o Menino de Paolo Veneziano, a Coroação da Virgem de Vivarini e d’Alemagna, e Deposição de Cristo de Padovanino.
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A estrela do local, entretanto, é o seu teto. Basta olhar para cima para contemplar a gigantesca O martírio e a glória de São Pantaleão , que é considerada a obra-prima de Fumiani.
O trabalho levou cerca de 24 anos para ser finalizado. Com perspectivas arquitetônicas ilusionistas e dramáticas, a obra mede 61,2m por 46,0m, totalizando 443 metros quadrados, e é composta por 40 telas costuradas.
Há uma lenda popular que sugere que o artista teria sido levado à morte ao cair de um andaime durante a realização da pintura. Essa trágica história não é verdadeira, visto que ele faleceu em 1710, seis anos após o término da obra.
Serviço
Onde?Sestiere Dorsoduro, 3703. São cerca de vinte minutos de caminhada partindo da Piazza San Marco, a principal de Veneza .
Quando? De segunda a quinta-feira, das 10h às 12h30 e das 15h30 às 18h. Aos sábados, das 10h às 12h30 e das 15h30 às 19h. Aos domingos, das 9h às 12h30 e das 15h30 às 18h. Os horários podem variar quando há celebrações religiosas. Mais informações pelo site .
Quanto? A entrada é gratuita. À noite, paga-se € 1 para ativar um mecanismo que ilumina a pintura, deixando-a mais visível no escuro.
A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).
Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.
Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.
“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.
“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.
A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).
Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.
No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.
A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.
ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.
A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.
Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.
A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.
A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.
ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.
O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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