A África é logo ali: conheça a Praia do Seixas, em João Pessoa
João Pessoapossui uma grande variedade de praias para escolher ( veja sete imperdíveis ), mas a Praia do Seixaspossui um diferencial: é a porção de terra no Brasil mais próxima da África. A área, que fica a 2.880 km da ilha de Unhocomo, parte da Guiné-Bissau, é a mais oriental das Américas – onde o dia nasce mais cedo do que em qualquer outro lugar do continente.
Como ocorre em outros lugares de João Pessoa , a água da Praia do Seixas é calma, morna e rasa. A faixa de areia é animada, requentada por moradores que curtem forró nas caixas de som.
Nas proximidades, ainda se encontram o Farol do Cabo Branco e a Estação Cabo Branco (ambas ao lado da praia), importantes espaços que marcam essa localização e a tornam ainda mais popular.
E, para completar, a mais de meio quilômetro da costa há um bonito conjunto de piscinas naturais , acessível por meio de passeios de barco que geralmente saem da Praia de Tambaú .
Farol de Cabo Branco
Inaugurado em 1972, o farol foi projetado pelo arquiteto Pedro Abraão Dieb, que optou por uma estrutura em formato triangular, simbolizando uma planta de sisal, que era comum na região. De lá, é possível contemplar a vastidão do Oceano Atlântico, além de admirar uma vista panorâmica que inclui parte do litoral paraibano.
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Essa construção é singular, pois, ao contrário da maioria dos faróis, não possui uma torre elevada, mas uma base larga e robusta, com cerca de 18 metros de altura, situada a aproximadamente 40 metros acima do nível do mar.
Próximo ao farol está a Ponta do Seixas , que marca o ponto mais oriental do continente, e o Centro de Convenções de João Pessoa, projetado para harmonizar com a paisagem natural.
Farol do Cabo Branco diante da imensidão do mar Matheus Jampa da Silva/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons
Estação Cabo Branco
A Estação Cabo Brancotambém é um dos principais pontos culturais e turísticos de João Pessoa . Projetado por Oscar Niemeyer, o local foi inaugurado em 2008 com o objetivo de integrar ciência, cultura e artes na capital paraibana.
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A estrutura do espaço, rodeado por amplas áreas verdes, impressiona pela sua arquitetura futurista e arrojada. Com linhas curvas, o complexo é composto por vários edifícios, incluindo uma torre de observação, um anfiteatro, uma rampa espiral que conduz aos diferentes níveis e salas expositivas.
A estação, dedicada à disseminação do conhecimento científico e à valorização da cultura local e internacional, também abriga uma programação diversificada que inclui exposições de arte, apresentações, palestras e oficinas. E, além das atividades internas, o complexo oferece uma vista especial para o litoral de João Pessoa , sendo um ótimo lugar para apreciar o nascer do sol.
Prédio projetado por Niemeyer se destaca perto da Praia do Seixas Secretaria de Turismo – João Pessoa/Divulgação
Piscinas Naturais do Seixas
Para quem curte fazer snorkel, as Piscinas Naturais do Seixas permite a visualização da natureza marinha, como algas e peixes. Não raramente, os visitantes também tem a oportunidade de desfrutar da companhia de botos, que surgem de tempos em tempos na região.
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O mais comum é chegar às piscinas naturais fazendo passeios de barco. As embarcações normalmente saem da Praia de Tambaú , um pouco mais ao norte, e levam até as piscinas, que ficam a mais de meio quilômetro da costa.
O Ministério do Turismo deu um passo estratégico na modernização do setor ao tornar obrigatório o preenchimento dos campos de raça, etnia e gênero no perfil dos profissionais e empresas registrados no Cadastur, sistema oficial que garante acesso a programas, incentivos e políticas públicas. Para detalhar a medida, o ministério promoverá, no dia 30 de junho, um webinar para orientar afroempreendedores sobre a formalização e novas oportunidades.
Mais do que uma simples atualização cadastral, essa mudança foi pensada para dar visibilidade à rica pluralidade de pessoas que movimentam o setor de viagens e hospitalidade no Brasil. A partir desse novo banco de dados, será possível identificar os principais desafios para fazer o setor crescer, orientando o desenvolvimento de projetos, ações de capacitação e iniciativas voltadas à redução das desigualdades no mercado de trabalho turístico.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, disse que, ao tornar obrigatório o registro de raça, etnia e gênero no Cadastur, o Governo do Brasil dá um passo histórico rumo a um turismo mais justo, diverso e inclusivo. “Esse mapeamento vai orientar nossas políticas públicas, reduzir desigualdades e capacitar quem realmente faz o setor pulsar. Além disso, ao formalizar e valorizar o turismo de base comunitária e afrocentrada, elevamos a competitividade do Brasil no cenário internacional. Estamos transformando a rica pluralidade da nossa gente em motor de desenvolvimento, emprego e renda para todo o país”, afirmou.
A formalização por meio do Cadastur é um importante instrumento para ampliar oportunidades e fortalecer a atuação dos profissionais e empreendimentos do turismo. Com o registro, guias de turismo, agências de viagens, meios de hospedagem e organizadores de eventos passam a ter acesso a políticas públicas voltadas ao setor, incluindo linhas de crédito e programas de qualificação profissional.
Microempreendedores e empresários turísticos cadastrados no Cadastur podem, por exemplo, acessar recursos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que disponibiliza, só em 2026, mais de R$ 1 bilhão para financiamentos com condições facilitadas.
A atividade turística baseada na valorização da cultura negra e da ancestralidade tem demonstrado um enorme potencial de geração de emprego e renda em quilombos e territórios tradicionais de todo o país. Ao mapear e formalizar esses negócios, o Brasil eleva o nível de competitividade de seus produtos em todo o cenário turístico, onde viajantes buscam, cada vez mais, experiências autênticas, sustentáveis e socialmente responsáveis.
Webinar
Como desdobramento dessa iniciativa, o Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Brasileira de Afroturismo (Abrafo), promoverá, no dia 30 de junho, das 14h30 às 17h, o webinar “Rotas Negras em Ação: Cadastur, Formalização e Oportunidades para Afroempreendedores do Turismo”.
O encontro virtual servirá como plataforma de diálogo direto entre os empreendedores e o poder público, detalhando como o registro formal pode se traduzir em fomento e na consolidação de rotas turísticas integradas.
O Ministério do Turismo lançou, durante o Salão do Turismo 2026, a 13ª edição do Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo (BIMT), dedicado ao afroturismo.
A publicação, elaborada a partir de um esforço colaborativo, que envolveu o Ministério da Igualdade Racial, a Embratur e diversos atores do afroturismo, apresenta um retrato abrangente do setor, destacando o protagonismo da cultura afro-brasileira e das experiências que conectam história, identidade e desenvolvimento econômico.
O documento mapeia 101 experiências e 32 eventos em todo o Brasil, consolidando especialmente as regiões Sudeste e Nordeste como polos do turismo afrocentrado.
Além disso, em 2025 foi lançado o Guia do Afroturismo no Brasil, que apontou 44 experiências e serviços turísticos protagonizados por pessoas negras. Elaborado em parceria com a UNESCO, o conteúdo é fruto de um levantamento nacional, que ouviu afroempreendedores e comunidades tradicionais.
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