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Parque Nacional de Brasília tem piscinas de água mineral

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Parque Nacional de Brasília tem piscinas de água mineral
Maurício Brum

Parque Nacional de Brasília tem piscinas de água mineral

Situado a 10 km do centro da capital federal, o Parque Nacional de Brasília é o destino ideal para se conectar com a natureza nos arrabaldes da cidade planejada. Os banhos em piscinas de água mineral, os piqueniques, as trilhas e o contato direto com espécies nativas são alguns de seus principais atrativos.

Além de um destino de turismo ecológico, o espaço é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, onde são realizadas pesquisas científicas e atividades de educação ambiental.

As águas de Brasília

Inaugurado em 1961, o Parque Nacional de Brasília foi criado a partir da necessidade de preservar os rios que fornecem água potável à capital. Hoje, as estrelas do passeio são as suas duas piscinas de água mineral corrente.

Os afloramentos do lençol freático e as minas d’água, que remontam à construção de Brasília, originaram a mais antiga da dupla: a Piscina Pedreira. A grande demanda por mais um espaço recreativo, fez com que, em seguida, fosse construída a Piscina Areal.

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Represa Santa Maria é outro ponto famoso do parque Spacix/CC-BY-SA-4.0/Wikimedia Commons

Ambas as atrações, contudo, precisaram ser interditadas no mês de setembro de 2024 por conta de um incêndio na parte leste do parque. A Pedreira já está aberta de terça a domingo, das 7h às 16h. No entanto, a Areal ainda não tem previsão para a reabertura.

Outro destaque em termos de águas é a represa de Santa Maria, corpo hídrico responsável por cerca de 25% do abastecimento do Distrito Federal.

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Mergulhe na natureza

Gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o espaço brilha pela riqueza de sua fauna e flora. Nos seus 42,3 mil hectares de Cerrado e Planalto Central, podem ser encontradas espécies raras e ameaçadas de extinção, como o lobo-guará, o tatu-canastra, tamanduá-bandeira e a jaguatirica.

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Para conhecer tudo isso de perto, o parque dispõe de duas trilhas. A Trilha da Capivara é a opção mais leve. Ideal para caminhadas e passeios com crianças, ela tem duração de cerca de 20 minutos.

A Cristal Água , por outro lado, pode ser feita tanto a pé quanto de bicicleta, e conta com percursos de 5 km, 10 km, ou 15 km. Os trajetos podem ser feitos em até 1h30min sobre duas rodas. Para quem opta pela caminhada, a duração pode chegar até 3h40min.

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Outra possibilidade é visitar a Ilha da Meditação. Esse espaço próprio para relaxar e contemplar a paisagem fica ao lado de uma charmosa lagoa.

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Macaquinhos do parque são famosos por furtar comida dos visitantes que percorrem as trilhas Sanny Sousa Santos/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

Mas, atenção: em qualquer momento, você pode ser surpreendido pelos famosos moradores do parque. Os macacos-prego são conhecidos por pegar comida e, até mesmo, itens pessoais da bolsa dos visitantes. Os quatis também são comuns na região. Vale destacar que, embora os “furtos” promovidos pelos bichinhos sejam recorrentes, você não deve incentivar o hábito oferecendo comida – nenhum dos animais devem ser alimentados pelos turistas.

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Organize a sua visita ao Parque Nacional de Brasília

O Parque Nacional de Brasília abre diariamente, com entrada permitida das 6h às 16h. O acesso é pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento – Via EPIA. Os ingressos custam R$ 18,00 e podem ser adquiridos na bilheteria no local. Crianças com menos de 12 anos e idosos não pagam.

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Quanto à permanência, o visitante pode aproveitar o passeio até às 17h. Por isso, é importante considerar os horários de funcionamento das trilhas na hora de planejar.

A Trilha da Capivara pode ser visitada até às 16h. Já a Cristal Água, pode ser acessada até às 15h30min, para quem parte da Piscina Pedreira, e até às 15h, para quem parte da Piscina Areal. Há estacionamentos próximos aos dois locais.

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Dentro do parque, não há opções de alimentação. Portanto, é importante levar os seus lanches na mochila. O chapéu e o protetor solar são outros itens que não podem faltar. Mais informações podem ser conferidas no site do governo federal .

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Fonte: Turismo

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Transcarioca: saiba mais sobre a 1ª trilha de longo curso do Brasil, que une a Mata Atlântica aos cartões-postais do RJ

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Quem se aventura pela Mata Atlântica na cidade do Rio de Janeiro logo se depara com charmosas setas amarelas pintadas pelo caminho. Dentro do contorno de uma pegada de bota, um detalhe simpático chama a atenção: o Cristo Redentor, de braços abertos, carrega uma mochila nas costas. Essa sinalização icônica guia os passos de quem desbrava o Parque Nacional da Tijuca, por onde passa a Trilha Transcarioca – a primeira trilha de longo curso estabelecida no Brasil.

Ela cruza a capital fluminense em um percurso de aproximadamente 180 quilômetros, interligando a Barra de Guaratiba, na Zona Oeste, ao Morro da Urca, na Zona Sul — bem aos pés do Pão de Açúcar.

Para quem busca aliar ecoturismo, história e paisagens urbanas, a rota surge como um dos itinerários mais completos do país, revelando mirantes pouco conhecidos, ruínas históricas e a rica biodiversidade nativa.

Inspiração

Idealizada originalmente em 2000, a iniciativa foi inspirada em modelos internacionais como a Appalachian Trail, nos Estados Unidos, e a Te Araroa Trail, na Nova Zelândia. Mais do que um atrativo turístico, ela funciona como um verdadeiro corredor ecológico que ‘costura’ a Cidade Maravilhosa.

Essa imensa linha verde conecta nove unidades de conservação de proteção. O visitante atravessa o Parque Natural Municipal de Grumari, o Parque Estadual da Pedra Branca, o Parque Nacional da Tijuca e os parques naturais municipais da Cidade, da Catacumba, Fonte da Saudade, José Guilherme Merquior e da Paisagem Carioca, chegando ao Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca.

Além disso, o trajeto também se conecta a outras áreas protegidas e culturais, como o Sítio Burle Marx, o Parque Estadual da Chacrinha, o Museu do Açude e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

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Versatilidade

Uma das grandes vantagens da Trilha Transcarioca é a sua versatilidade. Ela não precisa ser feita de uma só vez, podendo ser percorrida tanto na sua integralidade quanto em seções independentes, de acordo com o interesse, o preparo físico e a disponibilidade de tempo de cada usuário.

O trajeto total é dividido em 25 trechos, que variam em distância, tempo de caminhada e nível de dificuldade.

Trechos

Quem começa a jornada em Barra de Guaratiba encontra trechos de nível moderado a difícil, passando por praias desertas como as do Meio e do Inferno, além da famosa Pedra do Telégrafo.

Avançando pelo Maciço da Pedra Branca, o aventureiro é recompensado com cachoeiras, calçamentos coloniais e o acesso ao Pico da Pedra Branca, o ponto mais alto da cidade.

Ao entrar no Parque Nacional da Tijuca, a trilha ganha contornos históricos e florestais densos. Os trechos levam a atrativos clássicos como a Cascatinha Taunay, o Bico do Papagaio e a Mesa do Imperador. É nessa região que o trilheiro encontra o percurso mais rápido de toda a rota, ligando a Mesa do Imperador à Vista Chinesa em cerca de 40 minutos.

Logo em seguida, os caminhos passam pelas Paineiras e oferecem o esperado acesso ao Corcovado, permitindo ver de perto o Cristo Redentor com sua vista panorâmica da Zona Sul.

A reta final da Transcarioca abraça o cenário urbano, com trechos de curta duração. A rota desce pelo Parque Lage, contorna a Lagoa Rodrigo de Freitas através do Parque da Catacumba e segue em direção a Copacabana e Botafogo. O encerramento do circuito acontece na famosa Praia Vermelha, onde o último trecho sobe até o Morro da Urca, proporcionando um visual inesquecível da Baía de Guanabara.

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Sustentabilidade e educação ambiental

Além de se consolidar como um produto turístico de destaque para o Brasil, a Trilha Transcarioca desempenha um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico sustentável, estimulando a geração de emprego e renda no entorno das unidades de conservação. O fluxo de viajantes fomenta o comércio local, o guiamento de turismo e o ecoturismo consciente em áreas que antes eram pouco visitadas.

O manejo constante e a existência da trilha funcionam também como uma ferramenta viva de educação ambiental. Ao caminhar pelos trajetos, os visitantes aprendem na prática sobre a importância de proteger ecossistemas da Mata Atlântica, que incluem áreas de restinga, manguezal, praias, costões rochosos e florestas de altitude.

Essa experiência transforma o turismo em um ato de preservação, garantindo que o patrimônio natural do Rio de Janeiro continue protegido para as próximas gerações.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UCs). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejadas. Cada rota é identificada por uma logomarca em formato de pegada nas cores preta e amarela e pode personalizar sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas. Porém, não se resume apenas a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como por exemplo, cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outros atrativos.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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