Mato Grosso

Governo de MT lança operação integrada de fiscalização contra crimes ambientais e uso irregular do fogo

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O Governo de Mato Grosso lançou, nesta quarta-feira (09.10), a Operação Abafa Amazônia 2024, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT), por meio do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA). A cerimônia de abertura ocorreu na base da operação, localizada no município de Santa Carmem (a 500 km de Cuiabá).

A operação, que segue até o dia 20 de outubro, tem como objetivo combater práticas que causam danos ambientais, tais como o desmatamento e o uso irregular do fogo. Nesta primeira etapa, a operação terá como foco as fiscalizações nos municípios de Cláudia, Marcelândia, Santa Carmem e áreas adjacentes.

As ações da operação incluirão monitoramento e fiscalização em áreas com maior risco de incêndios, com o uso de tecnologia de geomonitoramento para identificar alvos prioritários, além de ações de conscientização, fiscalização e a responsabilização de infratores.

O comandante-geral do CBMMT, coronel Flávio Glêdson Vieira Bezerra, destacou que a ação é um passo importante para a preservação do meio ambiente e diminuição dos incêndios.

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“Essa operação é mais uma estratégia do Governo de Mato Grosso para a preservação e diminuição de focos de incêndios florestais. Através de fiscalizações e monitoramento, conseguimos identificar possíveis infratores, responsabilizando-os pelo ato criminoso e evitando o início de incêndios que podem causar danos irreparáveis”, afirmou o comandante-geral.

A operação conta com a colaboração da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Polícia Militar (PM), Polícia Judiciária Civil (PJC) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Conforme a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o plano anual de ação do Governo do Estado foi preparado com a percepção de que 2024 será um ano difícil do ponto de vista climático.

“O lançamento da operação marca mais uma importante fase desse planejamento, que visa a eficiência da resposta ao período mais crítico do ano, em relação aos incêndios florestais”, salientou a secretaria.

O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, ressaltou a importância do trabalho conjunto entre as secretarias no combate aos crimes ambientais.

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“As forças de segurança do Estado e a Sema não medem esforços para fiscalizar e coibir crimes ambientais, bem como incêndios florestais, especialmente durante o atual período de seca. Vamos agir de forma preventiva e repressiva para responsabilizar aqueles que cometem crimes contra o meio ambiente”, ressaltou o secretário.

A comandante do BEA, tenente-coronel Pryscilla Machado de Souza, explicou como funciona o planejamento da operação.

“Antes das operações de campo, realizamos uma análise de dados utilizando técnicas de geoprocessamento. Essa análise permite identificar as áreas com maior incidência de focos de calor, além de características que indicam o possível uso irregular do fogo, sendo possível mapear regiões críticas e orientar as equipes para a operação integrada”, pontuou.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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