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5 parques nacionais para conhecer no Brasil

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5 parques nacionais para conhecer no Brasil
Maurício Brum

5 parques nacionais para conhecer no Brasil

A biodiversidade brasileira é uma das maiores riquezas do país e não é à toa que, em 2023, os parques nacionais tenham batido recordes: foram 11,8 milhões de visitantes. O país registra 74 parques nacionais e 569 parques naturais. Para conhecer mais desses pedaços preservados do Brasil, vale conferir essas 5 opções com atrações bem variadas.

1. Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA)

Reconhecida em julho de 2024 como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, a Unidade de Conservação está situada em uma zona de transição entre os biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia foi criada em 1981 e é administrada pelo ICMBio.

O parque tem um total de 155 mil hectares de vastas dunas, lagoas e rios desenhados ao longo de milhares de anos pela natureza. A dunas cercadas por lagoas de água doce compõem cerca de 57% da área do parque, que abriga mais de 100 espécies de plantas e aves, bem como quatro espécies de animais ameaçados de extinção: a ave guará, a lontra-neotropical, o gato-do-mato e o peixe-boi-marinho.

Por lá, as praias da Ponta do Mangue, Vassouras e Barra do Tatu são algumas das mais visitadas. Na vila de pescadores de Mandacaru a maior atração é um farol de 54 metros de altura com vista para a bela paisagem.

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De maio a setembro, as lagoas estão mais cheias por conta da estação chuvosa Seiji Seiji/Unsplash

O Parque é acessível por duas cidades: Barreirinhas, a leste, e Santo Amaro do Maranhão, a oeste. Chega-se a Barreirinhas por via terrestre a partir de São Luís com uma viagem de 3 horas de carro. Ônibus partem diariamente do terminal de São Luís.

O melhor período para visitar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses vai de maio a setembro, quando as lagoas estão cheias durante a estação chuvosa. Conforme o período avança, as lagoas vão secando e, em novembro, ficam com o nível de água bem baixo.

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Mesmo assim, o parque está aberto para visitação durante todo o ano. Não há cobrança de ingresso, apenas as agências e operadores de turismo cobram valores de acordo com os seus serviços. Os passeios ao parque devem sempre ser feitos com guias locais e veículos 4×4 oferecidos pelas agências, pois não é permitida a entrada de outros veículos na área protegida.

Veja um guia de Barreirinhas

Veja um guia de Santo Amaro do Maranhão

2. Parque Nacional Serra da Capivara (PI)

Situado em São Raimundo Nonato, no Piauí, o Parque Nacional da Serra da Capivara foi criado em 1979 em uma região do semiárido nordestino. Desde 2005, um corredor ecológico conecta o Parque Nacional Serra da Capivara e a Serra das Confusões numa área com 414 mil hectares. O corredor abrange nove municípios onde se preserva a inestimável fauna da Caatinga, com tatus, tamanduás, jaguatiricas e macacos, bem como formações geológicas de milhares de anos e a maior concentração de sítios arqueológicos das Américas.

O grande atrativo do Parque Nacional da Serra da Capivara são justamente os sítios históricos e arqueológicos da região. Na região da Serra Branca, pode ser visitada a Trilha dos Maniçobeiros para conhecer os sítios históricos com as casas dos povoados que viviam da coleta da maniçoba até meados do século 20.

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Além das belezas naturais, Serra da Capivara se destaca pelos achados arqueológicos ICMBio/Divulgação

Já os sítios arqueológicos estão espalhados por vários circuitos, com pelo menos 1.354 cadastrados e 204 preparados para visitação turística, estruturados com escadas e passarelas. Destes, pelo menos 17 também são acessíveis a cadeirantes. Nos sítios se veem pinturas rupestres sobre paredes rochosas e cerâmicas milenares, motivo pelo qual o parque foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1991.

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Para quem vai ao parque em busca da arqueologia, uma visita indispensável é ao Museu do Homem Americano , instituição que reúne um acervo de esqueletos, cerâmicas e outros artefatos coletados nas escavações na região.

O clima fica mais ameno para visitação entre janeiro e julho, embora se possa visitar o Parque em qualquer época do ano. Pela variedade de sítios e circuitos, os visitantes devem escolher os passeios de acordo com o tempo disponível e o grau de dificuldade envolvido. Não há cobrança de ingresso de acesso, mas é obrigatório fazer a visita com guias e condutores locais cadastrados junto ao Parque.

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3. Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO)

Declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, em 2001, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi criado em 1961 e protege uma área de aproximadamente 240 mil hectares de Cerrado. O Parque está localizado no nordeste de Goiás, entre os Municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João d’Aliança.

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Sua paisagem extraordinária com montanhas e nascentes é recheada pela flora local e várias espécies de animais representativos da fauna brasileira como o lobo guará, o tamanduá bandeira, araras, papagaios e periquitos. O Parque também conta com uma série de atrativos para os visitantes como trilhas, escaladas, canionismo, locais de banho de rio e cachoeira e bases para acampamento. Algumas das trilhas percorrem áreas de antigos garimpos de cristal de quartzo, cursos d’água, mirantes, e desembocam em destinos como a Cachoeira do Garimpão ou o Rio Preto para um refrescante banho na água doce.

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Chapada dos Veadeiros vem sofrendo com incêndios que limitam acesso na estação seca J. Balla Photography/Unsplash

Antes de planejar uma visita, é bom ficar atento às condições climáticas: a estação seca vai de maio a outubro e pode levar a condições extremas. Em 2024, o parque teve áreas interditadas em função dos incêndios descontrolados .

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está aberto diariamente. A entrada à pé pelas trilhas ocorre das 8h às 12h, enquanto o acesso com transporte interno é das 9h às 16h. A saída deve acontecer até às 18h, com exceção aos visitantes do acampamento. Os ingressos custam R$ 45 para o público em geral e R$ 22,50 para os visitantes com direito à meia entrada. Moradores das áreas ao redor do parque pagam R$ 4.

Leia tudo sobre a Chapada dos Veadeiros

4. Parque Nacional da Tijuca (RJ)

Dono do título de parque mais visitado do país desde 2008, o Parque Nacional da Tijuca (PNT) bate recorde de frequentadores ano a ano: em 2023, foram quase 4,5 milhões de pessoas, 1 milhão a mais que no ano anterior.

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Além da beleza natural do próprio parque, o PNT faz tanto sucesso por estar intimamente conectado à vida do Rio de Janeiro: além de ser uma opção fácil para os moradores e visitantes da cidade, o parque 100% localizado no município carioca oferece pontos de observação deslumbrantes para a Cidade Maravilhosa, com mirantes famosos como a Vista Chinesa .

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O Cristo, o Pão de Açúcar, a Lagoa Rodrigo de Freitas, a Zona Sul: fala sério Rafael Defavari/Wikimedia Commons

Outra explicação para o alto número de visitantes é que o Parque Nacional da Tijuca abrange áreas como a Serra da Carioca, onde está o morro do Corcovado com o Cristo Redentor, o líder absoluto em visitantes. O PNT também abrange áreas como o Parque Lage , que, além de conservar um espaço de Mata Atlântica preservado, também inclui prédios históricos, como antigos palacetes.

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Mesmo longe dos marcos mais turísticos da cidade, há opções de sobra para curtir o lugar. Nos últimos anos, o PNT se tornou um queridinho dos ciclistas, tornando o parque uma boa opção para quem quer um passeio saudável escapando à rotina da cidade – quase metade dos visitantes acessam os principais mirantes de bike, segundo dados divulgados pelo parque.

O parque tem acesso gratuito e abre diariamente das 8h às 17h. Atrações específicas, como a visita ao Cristo, têm bilheteria à parte e valores que variam conforme o tipo de transporte.

Mais informações .

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5. Parque Nacional do Iguaçu

O Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 1939 por meio de um decreto do então presidente Getúlio Vargas. Em 1986, recebeu o título da UNESCO de Patrimônio Mundial Natural e, em 2011, sua atração mais famosa – as Cataratas do Iguaçu – foi declarada uma Maravilha Mundial da Natureza.

Apesar da fama das Cataratas, o Parque está espalhado por uma região no oeste do Paraná que compreende pelo menos 14 municípios. Destes, se destacam Foz do Iguaçu , Céu Azul, São Miguel do Iguaçu e Serranópolis do Iguaçu, onde se situam as principais atrações do Parque.

A área de preservação é dividida em quatro polos diferentes: o Polo Cataratas, Polo Rio Azul, Polo Silva Jardim e o Polo Ilhas do Iguaçu. No primeiro, as atrações de maior interesse estão ligadas à queda das águas, como o passeio de barco pelas corredeiras do Rio Iguaçu. Já no Polo Rio Azul, são pelo menos cinco trilhas por dentro da vegetação nativa e com diferentes níveis de dificuldade, como a Trilha da Cachoeira do Manoel Gomes, com 8km, e a Trilha da Cachoeira do Rio Azul, com 18km.

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Parque Nacional do Iguaçu é a atração que mais dá fama à região Christhian Gruhn/Unsplash

No Polo Silva Jardim os visitantes podem desfrutar da Trilha da Onça, um trajeto com 9km de extensão indicada para caminhadas e ciclismo, e a Rota Caminho do Iguaçu, uma ciclovia que acompanha o traçado da BR 277 margeando os limites do Parque por 200 km de extensão. No Polo Ilhas do Iguaçu o atrativo são as águas do Rio Iguaçu, rodeadas pelas belezas naturais que compõem o Parque Nacional do Iguaçu.

Os ingressos para visitar as Cataratas do Iguaçu são vendidos on-line com diferentes modalidades de preços e serviços.

Quer conhecer mais parques? O Brasil conta com mais de 70 opções espalhadas pelo mapa. Vale conferir o site do ICMBio para descobrir outras alternativas para vivenciar ainda mais da natureza preservada ao redor do país.

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Fonte: Turismo

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Turismo

Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

Publicado

A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

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“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

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A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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