Ministério Público MT

Projeto desperta ações que vão além da solução de conflitos

Publicado

Monitoramento por meio de câmeras, controle maior para acesso às unidades de ensino e a criação de núcleos de mediação escolar temporários para enfrentamento às situações mais críticas nas unidades de ensino de Mato Grosso foram algumas das ações realizadas a partir da implementação do projeto Mediação Escolar, realizado pelo Ministério Público Estadual e parceiros. Nesta quarta-feira (30), na última entrevista da campanha “Quando todo mundo ri, alguém chora. Bullying é Crime!”, o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior falou sobre o projeto e apresentou os resultados obtidos.

Segundo ele, mais de 150 escolas já foram atendidas com cursos de formação de mediação e solução de conflitos. Até o momento, cerca de 64 mil alunos foram atendidos e sensibilizados pelas equipes gestoras em todo o Estado. O promotor de Justiça enfatiza que as melhorias do ambiente escolar e da aprendizagem dos alunos são perceptíveis. “A solução desses conflitos acaba gerando melhoria da qualidade de ensino, o professor passar a ter um controle mais efetivo da sala de aula e automaticamente o aluno também consegue melhorar o aprendizado”, afirmou.

Leia mais:  Consignados: MP integra força-tarefa que apura possíveis irregularidades

De acordo com o promotor de Justiça, a solução dos conflitos abrange alunos e toda a comunidade escolar. Ele ressalta que o projeto começou a ser desenvolvido nas escolas com maiores índices de violência. Foram identificadas nessas unidades situações graves envolvendo tráfico de drogas, aliciamento de adolescentes para o crime organizado, abuso sexual, entre outros problemas. “O projeto tem proporcionado uma aproximação do MP com as escolas e esse diálogo tem viabilizado um apoio maior das instituições às unidades. Essa atuação preventiva tem permitido o acolhimento dos professores e alunos, garantindo índices melhores de resolutividade”, destacou o promotor de Justiça.

O objetivo do projeto é qualificar professores, coordenadores e diretores a usar técnicas de mediação para solucionar conflitos como indisciplina, violência e intolerância nas unidades de ensino. A iniciativa é uma parceria do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) com o Poder Judiciário e Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Assista aqui a entrevista na íntegra

Campanha – Durante todo o mês de outubro, como parte da campanha “Quando todo mundo ri, alguém chora. Bullying é Crime!”, foram realizadas várias entrevistas sobre a temática na Rádio CBN Cuiabá. Passaram pelo estúdio, seis entrevistados.

Leia mais:  MPMT aciona na Justiça responsável por despejar corante azul em cachoeira

A programação começou no dia 02 com entrevista com o promotor de Justiça Renne do Ó Souza sobre “O bullying, o cyberbullying, o cerco a essas práticas e suas implicações legais”; Na semana seguinte, no dia 09, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado falou sobre a importância da rede de proteção para prevenção ao bullying.

 No dia 16, a secretária adjunta de Gestão de Pessoas, Flávia Emanuelle de Souza Soares, e a coordenadora de Saúde e Segurança da Secretaria de Estado de Educação, Keilla Regina da Silva Nunes Costa, abordaram o tema “Como construir ambientes saudáveis e prevenir Bullying?”.

Na penúltima entrevista do mês, no dia 23, a psicóloga e psicoterapeuta familiar especialista na abordagem da Terapia Cognitiva Comportamental, Rafaelle Perin, falou sobre o papel da família na prevenção ao bullying.

Fonte: Ministério Público MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Ministério Público MT

Justiça determina adequações em Casa Lar a pedido do MPMT

Publicado

A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Comodoro (a 644 km de Cuiabá) obteve, nesta quarta-feira (29), duas decisões favoráveis na Justiça que determinam ao Município a adoção de medidas voltadas à adequação estrutural, logística e administrativa da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, unidade de acolhimento institucional de crianças e adolescentes. As decisões são resultado de duas Ações Civis Públicas ajuizadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), após inspeção realizada em março deste ano, que identificou diversas irregularidades capazes de comprometer o atendimento integral e a proteção dos acolhidos.
Entre os problemas constatados estão a falta de acessibilidade arquitetônica, a inadequação dos espaços físicos destinados ao atendimento técnico, a ausência de equipe técnica exclusiva, além da insuficiência de veículos para o transporte das crianças e adolescentes. Também foi verificado que o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno da instituição encontram-se desatualizados, em desacordo com as normas do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
As decisões judiciais determinam que o Município adote uma série de providências para sanar as irregularidades apontadas, entre elas apresentar, no prazo de 10 dias, um plano de adequação estrutural; iniciar as obras necessárias em até 30 dias; disponibilizar veículo adicional para atendimento da unidade em 15 dias; e comprovar periodicamente o cumprimento das medidas impostas.
Também foi determinado que o Município implante equipe técnica mínima exclusiva, composta por um assistente social e um psicólogo, no prazo de 10 dias; comprove o atendimento técnico contínuo e a elaboração dos Planos Individuais de Atendimento (PIA) em até 15 dias; adeque integralmente o quadro de pessoal, incluindo cuidadores e coordenação; atualize o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno no prazo de 60 dias; e implante programa de capacitação continuada dos profissionais em até 90 dias.
Em caso de descumprimento das determinações, a Justiça fixou multa diária de R$ 5 mil, limitada ao montante de R$ 100 mil, em cada uma das ações.
Nas ações, o MPMT destacou que a situação viola dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e compromete o princípio da prioridade absoluta assegurado às crianças e adolescentes pela Constituição Federal.
Segundo o promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho, cabe ao Município garantir condições adequadas de funcionamento da unidade. “Incumbe ao Município de Comodoro promover a adequação da estrutura física da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, em sentido amplo, assegurando condições de acessibilidade, organização adequada dos espaços e suporte estrutural compatível com as diretrizes normativas, de modo a garantir atendimento digno, integral e inclusivo às crianças e adolescentes acolhidos”, afirmou.
O promotor acrescentou ainda que “a deficiência estrutural da unidade de acolhimento institucional, especialmente no que se refere à ausência de equipe técnica suficiente e qualificada, configura violação a direitos fundamentais de natureza coletiva, atingindo grupo determinado de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, o que justifica a atuação do Ministério Público na defesa de interesses coletivos e individuais indisponíveis”.

Leia mais:  MPMT aciona na Justiça responsável por despejar corante azul em cachoeira

Fonte: Ministério Público MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana