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Brasil bate recorde nas exportações de açúcar em 2024

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Entre janeiro e outubro de 2024, o Brasil exportou 31,68 milhões de toneladas de açúcar, gerando uma impressionante receita de US$ 15,45 bilhões. Esse volume já supera o total exportado em todo o ano de 2023, que foi de 31,28 milhões de toneladas, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Com isso, o país não apenas alcançou, mas ultrapassou o recorde histórico de comercialização da commodity.

A expectativa é que, ao final do ano, o Brasil encerre 2024 com aproximadamente 40 milhões de toneladas de açúcar embarcadas. Esse crescimento expressivo é impulsionado por uma projeção otimista da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima que o país deve moer cerca de 654 milhões de toneladas de cana-de-açúcar este ano, um aumento de 20% em relação ao ano anterior.

Um dos fatores que têm contribuído para esse cenário favorável é a situação climática na Índia, tradicionalmente um dos maiores produtores e exportadores de açúcar do mundo. Problemas climáticos por lá abriram espaço para que o açúcar brasileiro conquistasse novos mercados internacionais, aproveitando a oportunidade para fortalecer sua presença no comércio global.

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Esse cenário não só beneficia os exportadores brasileiros, mas também reflete a resiliência do setor sucroalcooleiro em se adaptar às dinâmicas do mercado global. Com um horizonte promissor e a possibilidade de novos recordes, o Brasil se posiciona como um protagonista nas exportações de açúcar, consolidando sua importância no cenário agrícola mundial.

Fonte: Pensar Agro

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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