Que Berlim é uma das capitais europeias culturalmente mais vibrantes, não há qualquer dúvida. Mas a abundância de opções também pode acabar assustando quem vai à cidade pela primeira vez: afinal, com tanta história, uma ilha dedicada apenas a museus e um passado impressionante que incluiu até mesmo a divisão da capital pelo infame muro derrubado em 1989… por onde começar?
Além de escolher bem a data (evite os meses mais frios, que por lá ocorrem entre novembro e março e podem chegar às temperaturas negativas), vale concentrar seus passeios em áreas caminháveis, já que muitas das atrações famosas estão a distâncias relativamente curtas entre si.
Confira a seguir cinco pontos da cidade que não podem faltar em um roteiro para começar a mergulhar no que Berlim tem a oferecer.
1. O coração do Mitte
Embora “Mitte” se refira a todo o centro expandido da cidade, aqui vale uma atenção especial ao que você pode encontrar no centrão mesmo, onde se localizam os principais cartões-portais da cidade – os arredores do Portão de Brandemburgo , um “arco do triunfo” erguido no final do século 19.
Com sua icônica cúpula de vidro concluída em 1999, Reichstag marca o encontro do passado com o presente da Alemanha reunificada Angelo Abear/Unsplash
Dali, é possível conhecer a pé outros pontos famosos de Berlim, como os prédios governamentais do Reichstag – a sede do Parlamento, que mescla a arquitetura original do século 19 com o moderno domo de vidro inaugurado em 1999, que se tornou o símbolo do governo da Alemanha reunificada – e do Bundeskanzleramt , a sede da chancelaria federal.
Seguindo pela avenida Ebertstraße, que margeia os principais pontos de interesse do centro, também é possível chegar em poucos minutos de caminhada ao Memorial aos Judeus Mortos na Europa (também conhecido como Memorial do Holocausto) e à Potsdamer Platz , onde fica o gigantesco complexo comercial e de escritórios The Center Potsdamer Platz, antes chamado Sony Center.
Memorial do Holocausto é composto por 2.711 blocos de concreto Giulia Gasperini/Unsplash
Outro ponto que vale umas horinhas nessa parte da cidade é o Tiergarten , o famoso parque de mais de 200 hectares localizado em pleno Mitte.
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2. Ilha dos Museus
Tecnicamente, a Ilha dos Museus também faz parte do Mitte, mas merece ser tratada como uma atração em si mesma. Ladeada pelo rio Spree, que corta a cidade, a Museumsinsel é – como o nome sugere também em alemão – uma das principais centrais culturais de Berlim, considerada um Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1999.
Ali estão prédios como o Humboldt Forum, inaugurado em 2020, dedicado a obras de arte de fora da Europa, a Berliner Dom, a maior catedral protestante da Alemanha (que também guarda os restos mortais da dinastia Hohenzollern, que governou o país até o fim da Primeira Guerra Mundial), e o Bode Museum , com foco em escultura, numismática e arte bizantina.
Pergamon ficará fechado por mais de uma década, mas não é a única atração da Ilha dos Museus Szilas/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons
Outras galerias de arte e museus históricos também funcionam na ilha, cuja maior atuação sempre foi o Museu Pergamon, com uma imponente coleção de achados arqueológicos. No entanto, quem vai a Berlim querendo conhecê-lo vai se frustrar por algum tempo: o Pergamon foi fechado em 2023 para reformas que devem se estender por mais de uma década – a previsão mais otimista é de reabertura total apenas em 2037, embora uma das alas do Pergamon possa ser reinaugurada em 2027, se o cronograma (que já foi adiado várias vezes) seguir a previsão atual.
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3. Scheunenviertel
Uma das vizinhanças mais pitorescas e cheias de história da cidade, o Scheunenviertel era um bairro operário habitado majoritariamente por judeus antes da ascensão do nazismo. A cultura permanece: ali, hoje, além de várias referências ao destino sombrio daqueles que viviam na região até os anos 1930, em memoriais e monumentos, permanecem espaços gastronômicos com cardápio kosher e também pode ser encontrada a Neue Synagoge , a Nova Sinagoga de Berlim.
Gente descolada em Scheunenviertel Ana Claudia Crispim/Viagem e Turismo
Convertido em um bairro para a fauna hipster, o Scheunenviertel tem várias galerias de arte, cafés, livrarias, teatro e outros pontos de interesse para passar um dia batendo perna. Um dos destinos imperdíveis da região é o Hackesche Höfe , uma série de pátios entre edifícios históricos com diversas opções gastronômicas.
4. O Muro
Nem parece, mas o Muro de Berlim já está há mais tempo derrubado do que ficou em pé. Ainda assim, o marco que dividiu a cidade entre 1961 a 1989 continua sendo uma presença indelével no imaginário alemão. Pudera: além de marcar a vergonha de uma nação separada em plena capital, a estrutura reforçada também virou a personificação da própria Cortina de Ferro durante a Guerra Fria.
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O Memorial do Muro: grande parte do muro foi derrubada entre 1989 e 1994, mas trechos preservados viraram instalações artísticas Ben Kupke/Unsplash
O grosso do Muro foi derrubado após a reunificação, com longos trechos e as estruturas bélicas da estrutura sendo removidas até 1994. Mas ainda há fragmentos preservados, no lugar original ou transportados para outras partes da cidade: um pedaço, por exemplo, fica no ex-Sony Center, citado mais acima. Locais para conhecer mais sobre esse velho (e nada querido) marco berlinense incluem o Memorial do Muro , na rua Bernauerstraße, e o Wall Museum , na Mühlenstraße – ao lado de um trecho preservado do muro à beira do Spree, o espaço se dedica a contar mais sobre como a vida foi afetada pela fratura da cidade e do país.
Normalmente, um bom passeio por uma grande capital do mundo inclui uma parada em uma torre ou arranha-céu para apreciar sua imensidão de cima. Na capital alemã, a forma de fazer isso é visitando a Berliner Fernsehturm , a “Torre de TV” da cidade. Inaugurada em 1969 pelo governo da Alemanha Oriental, a estrutura tem ao todo 368 metros, mas o observatório fica no meio do caminho, a 203 metros de altura.
Vista a partir do Tiergarten, torre de 368 metros de altura domina a skyline de Berlim Adam Vradenburg/Unsplash
Além do mirante 360 graus, a torre conta com um bar e um restaurante giratório. Também parte do Mitte, ela fica a 2,5 km de caminhada do Portão de Brandemburgo, num trajeto que passa pela Ilha dos Museus. É possível comprar ingressos no local ou pelo site , com desconto. A entrada básica para o observatório custa € 22,50 pela internet. Há outros pacotes, mais caros, que incluem uma experiência em realidade virtual e um drink no bar da torre.
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Em 22 de abril, o Brasil celebra o Dia do Agente de Viagens, profissionais fundamentais para o desenvolvimento do turismo nacional. Responsáveis por planejar, orientar e viabilizar experiências turísticas, esses especialistas conectam destinos, serviços e pessoas, garantindo mais segurança, praticidade e qualidade.
E a formalização é essencial para tornar o exercício da atividade ainda mais seguro. Por isso, o Ministério do Turismo possui o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). O registro, obrigatório para o funcionamento regular de agências de viagens, e representa um importante instrumento de organização, qualificação e fortalecimento do setor, como explica a coordenadora de Apoio à Formalização dos Prestadores de Serviços Turísticos da pasta, Ângela Cascão.
“A formalização é um passo fundamental para o fortalecimento do turismo brasileiro. Ao se cadastrar no Cadastur, o agente de viagens não apenas regulariza sua atividade, mas também amplia suas oportunidades de crescimento, acessa políticas públicas e transmite mais confiança ao turista. Ganha o profissional, ganha o viajante e ganha o Brasil”, afirma Ângela.
Gratuito e totalmente online, o Cadastur reúne prestadores de serviços turísticos de todo o país, como agências de viagens, transportadoras turísticas, organizadores de eventos, parques temáticos, acampamentos e guias de turismo. Ao se cadastrar, os profissionais formalizam sua atuação e passam a contar com uma série de benefícios e oportunidades oferecidos pelo Governo do Brasil.
Uma das vantagens do registro é a possibilidade de o turista poder identificar empresas confiáveis, seguras e comprometidas com as normas do setor. Além disso, os inscritos no sistema podem participar de programas e projetos do Ministério do Turismo, ampliando sua visibilidade e competitividade no mercado.
Outro destaque é o acesso a linhas de crédito especiais, a exemplo das oferecidas pelo Fundo Geral do Turismo (Novo Fungetur), que contribuem para a expansão e a modernização dos negócios turísticos em todo o país.
E PARA O TURISTA? – Para o turista, o Cadastur também funciona como uma importante ferramenta de consulta. Por meio da plataforma, é possível verificar quais empresas e profissionais estão devidamente regularizados, garantindo mais tranquilidade na hora de planejar uma viagem.
Consulte AQUI se o serviço que você está contratando está regular no Cadastur.
Carlos José de Aguiar Junior, agente de viagens e proprietário de uma empresa do ramo, reforça a importância do cadastro. “O consumidor, o turista que contrata um serviço com alguém regularizado, que atua de forma legal, tem muito mais segurança e pode ter mais garantias de uma viagem bem planejada e sem contratempos com golpes”, alerta.
VIDEOCAST – Em celebração ao Dia do Agente de Viagens, o Ministério do Turismo lança um novo episódio do videocast “Turistando”. Com um bate-papo leve e descontraído, o programa homenageia esses profissionais essenciais ao desenvolvimento do turismo no Brasil.
Participam da conversa a coordenadora de Apoio à Formalização dos Prestadores de Serviços Turísticos do órgão, Ângela Cascão, e o agente de viagens e empresário Carlos José de Aguiar Junior. Ao longo do episódio, eles compartilham experiências da rotina no setor, destacam o papel estratégico do agente de viagens e ressaltam a importância da formalização por meio do Cadastur.
A conversa já está disponível no Spotify e no YouTube do Ministério do Turismo. Não perca!
Por Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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