Morro de São Paulo: o que você precisa saber para visitar
Morro de São Paulo , na Bahia, tem se consagrado como um destino que reúne o melhor de dois mundos para quem quer curtir bem umas férias à beira-mar: o vilarejo localizado na ilha de Tinharé, parte do município de Cairu, tem tanto praias paradisíacas de águas calmas quanto noites agitadas nos bares da Segunda Praia.
Relativamente próximo de Salvador , ainda que a viagem demore mais do que a distância sugere porque é preciso pegar ônibus, balsas, lanchas ou catamarãs para chegar, Morro de São Paulo é um bom lugar para passar ao menos três ou quatro dias sem grandes preocupações. Dedique-se a mergulhar em águas cristalinas e curtir as belezas naturais do arquipélago – que, se você tiver tempo, pode incluir uma esticada à vizinha Boipeba.
As “praias numeradas” de Morro de São Paulo
Localizar-se em Morro de São Paulo é muito fácil, porque as praias próximas à área onde fica a infraestrutura turística são todas “numeradas”. A Primeira e a Segunda Praia são as mais centrais. Enquanto a Primeira tem vários restaurantes e pousadas ao redor, mas acaba sendo menos procurada pelos banhistas, a Segunda se caracteriza pelo grande número de bares – por isso, costuma ser a mais concorrida, de dia e de noite, por quem quer botar o pé na areia, ouvir uma música, petiscar e beber.
Aliás, na Segunda Praia os guarda-sóis são instalados pelos próprios bares, e é preciso consumir neles para poder aproveitar a sombra.
Além da boa estrutura de pousadas e restaurantes, a Primeira Praia é conhecida como término da tirolesa Márcio Filho – MTUR/Flickr
Já a Primeira Praia também é famosa por ser o o ponto final daquela que se anuncia como a maior tirolesa do Brasil: partindo do Morro do Farol, são 350 metros até “pousar” no mar. A descida custa R$ 80 e o local opera das 9h30 às 16h30. Saiba mais .
Em geral, as águas são tranquilas e com temperatura agradável em todos os cantos da ilha. O que vai mudar, mesmo, é a dificuldade de chegar a cada uma delas, o que também influencia na quantidade de pessoas que você vai encontrar na areia e no mar: com ruas estreitas e de paralelepípedos, Morro é um destino livre de carros.
Sem automóveis nem para o transporte de bagagens, pode ser necessário recorrer a um dos carregadores que oferecem ajuda logo na chegada, cobrando valores que podem chegar a R$ 50 dependendo do tamanho da sua mala. O serviço é pitoresco: quase todos levam as malas em carrinhos de mão!
Povoado da Gamboa, onde fica uma das praias “sem número”, é alternativa para quem busca boa infra, mas quer escapar à badalação da Primeira e Segunda praias Márcio Filho – MTUR/Flickr
Embora haja oferecimento de transporte motorizado – sobretudo, de moto – para alguns lugares mais distantes, como a Quarta Praia ou a Quinta Praia (para esta, há até passeios de jipe), o grosso dos deslocamentos é feito a pé. Se a sua ideia é escapar um pouco ao agito do “centrinho”, o negócio é procurar as praias com números mais altos, onde chega menos gente – ou a Gamboa, outra opção conhecida por suas opções gastronômicas, mas menos badalada que a Primeira e a Segunda praias.
A Terceira Praia, no meio do caminho, é o destino inevitável para quem quer fazer um passeio de lancha para conhecer outros cantos da ilha.
Não perca a “Volta à Ilha”
Para dar uma variada na paisagem, um dos passeios mais famosos para quem vai a Morro de São Paulo é a “Volta à Ilha” – que, como o nome indica, permite contornar inteiramente a ilha de Tinharé em uma lancha. Diferentes empresas oferecem o serviço, como a Bahia Terra ou a Zulu Turismo , por R$ 250. O périplo ao longo do dia sai da Terceira Praia e também dá a chance de curtir parte da outra bela ilha da região, a vizinha Boipeba.
Além de ver as paisagens e parar em praias de Tinharé e Boipeba, outro grande atrativo da “volta” são as piscinas naturais de Garapuá e Moreré, mas é preciso estar atento às condições do mar na época de sua viagem: nas luas cheia e nova as piscinas estão no auge da visibilidade.
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Como chegar
Partindo de Salvador, é possível seguir de carro até Valença, fazer o trajeto direto de catamarã ou optar por um meio-termo – o chamado transfer semi-terrestre , que alterna trechos de ferry boat, ônibus e barco.
Em qualquer cenário, é bom estar preparado: embora Morro de São Paulo fique a apenas 60 km em linha reta da capital baiana, as viagens costumam levar cerca de 3h30min, em função dos trechos por água – mesmo para quem vai carro, é preciso recorrer a uma balsa e o mais perto que você chega da ilha de Tinharé por terra é no terminal de Valença, onde necessariamente terá que deixar seu veículo em um estacionamento e concluir o trajeto de barco.
Barcos são onipresentes, e você vai precisar pegar um para chegar lá Márcio Filho – MTUR/Flickr
Para fazer o trajeto entre Salvador e Morro de São Paulo, o catamarã é a melhor opção para quem não quer fazer várias trocas de transporte pelo caminho. As saídas da capital ocorrem no Terminal Marítimo, próximo ao Mercado Modelo. Para ter uma ideia do preço, empresas como a Biotur fazem esse deslocamento por R$ 151,81 na ida e R$ 138,71 na volta, saindo às 9h de Salvador e às 11h30 de Morro de São Paulo. Ponte de atenção: não é raro ouvir relatos de pessoas que enjoaram muito com o sacolejar das ondas.
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O jeito mais barato é atravessar de ferry boat do Terminal São Joaquim até o Terminal de Bom Despacho (1h), na Ilha de Itaparica, e de lá seguir de ônibus por mais 2h até o Terminal Marítimo de Valença, onde pega-se uma lancha que leva até Morro em 30 minutos.
A alternativa mais descomplicada atualmente para quem chega no aeroporto de Salvador é embarcar no ônibus da Politur que vai direto para Valença sem passar pelo ferry (4h). O ônibus segue direto até o Atracadouro de Bom Jardim, de onde sai a lancha que faz a travessia até Morro em 10 minutos. As saídas do aeroporto de Salvador acontecem às 5h, 9h, 12h e 15h e o trecho sai por R$ 180, incluindo a travessia de lancha. Também há a opção de saídas de hotéis e do Terminal Marítimo. Saiba mais
Atenção à TUPA! No seu orçamento de viagem, vá preparado também para pagar a Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago, cobrada de todos os visitantes ao desembarcar em Morro de São Paulo. A TUPA custa R$ 50 por pessoa, sendo que idosos e crianças de até 5 anos são isentos. É possível pagar em tótens e guichês no terminal, em cartão ou dinheiro. Ou pague pela internet e livre-se da fila.
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A posição geográfica privilegiada e o fortalecimento da conectividade aérea vêm impulsionando o turismo internacional no Ceará. Entre janeiro e agosto de 2026, o estado registrou 86.021 chegadas de turistas estrangeiros, crescimento de 23,6% em relação aos 69.623 visitantes que vieram de outros países no mesmo período do ano passado.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o desempenho representa mais recursos circulando na economia e novas oportunidades para os trabalhadores e empreendedores do estado. “Esse crescimento mostra que o Ceará está transformando sua força turística em resultado. São mais estrangeiros ocupando hotéis, consumindo nos restaurantes, contratando passeios e comprando do pequeno empreendedor”, afirma o ministro.
Ele também ressaltou que os números podem ser ainda melhores até o final do ano por conta do início da temporada dos ventos – um dos maiores ativos do estado, que transforma o litoral cearense na capital mundial dos esportes náuticos nesse período.
Com ‘ventos perfeitos’, destinos como Cumbuco, Jericoacoara e Preá atraem velejadores do mundo inteiro para a prática de kitesurf e windsurf.
“Esse fenômeno natural impulsiona a economia local, lotando a rede hoteleira, movimentando a gastronomia e gerando emprego e renda para as comunidades costeiras”, complementou Feliciano.
A conectividade aérea é um dos fatores decisivos para esse desempenho. Fortaleza vem se consolidando como uma das principais portas de entrada do Nordeste, impulsionada por ligações diretas como a rota Fortaleza-Lisboa. Na alta temporada, a partir de novembro, a operação passará de três para cinco voos semanais, acrescentando milhares de assentos à oferta entre o Ceará e a Europa.
Atualmente, Portugal e França lideram a emissão de turistas estrangeiros para o Ceará, seguidos por Argentina, Itália, Alemanha e Estados Unidos.
Os dados são do Ministério do Turismo, com base em informações da Polícia Federal, e divulgados em parceria com a Embratur.
O crescimento no Ceará acompanha o bom momento do turismo no país. De janeiro a agosto de 2026, o Brasil recebeu 6.451.257 turistas estrangeiros – mesmo patamar do ano passado, que foi recorde.
Apenas em agosto, entraram no país 576.276 visitantes internacionais, o maior número registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2009, e mantendo o patamar de 576 mil visitantes registrados no mesmo período do ano passado.
O país bateu recentemente recorde na movimentação aérea doméstica. De janeiro a julho (último mês divulgado) a Anac contabilizou 59 milhões de passageiros.
Os gastos de turistas internacionais também atingiram o maior valor da história, segundo o Banco Central. Foram R$ 33,6 bilhões de janeiro a julho (último mês divulgado).
Já o turismo corporativo registrou o maior faturamento da história nos sete primeiros meses de 2026: R$ 8,4 bilhões.
Por Natália Moraes Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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