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Café mineiro se consagra novamente como o melhor do mundo

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A qualidade do café produzido em Minas Gerais voltou a ganhar destaque mundial. Pelo segundo ano consecutivo, a Fazenda Serra do Boné, localizada em Araponga, na Zona da Mata mineira, foi reconhecida com o prêmio Best of the Best, no Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy. Este reconhecimento reafirma a excelência do café mineiro, resultado de práticas de cultivo cuidadosas e sustentáveis que refletem o compromisso dos produtores da região em entregar uma bebida de alta qualidade.

O prêmio foi concedido por um júri internacional composto por chefs, provadores e jornalistas, que descreveram o café da Serra do Boné como cremoso e encorpado, com notas de caramelo, açúcar mascavo e um final que remete ao chocolate e ao jasmim. A fazenda mineira destacou-se pelo cuidado com a saúde do solo e a biodiversidade, utilizando técnicas como fertilização orgânica, controle biológico de pragas e reaproveitamento de resíduos do café. Segundo Andrea Illy, presidente da illycaffè, a vitória brasileira reforça a importância da agricultura regenerativa na busca por uma produção que alie qualidade e sustentabilidade.

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O reconhecimento da Serra do Boné reflete uma tradição cafeeira que coloca Minas Gerais como referência mundial, com condições climáticas e geográficas ideais para a produção de grãos excepcionais. Além do título principal, o evento promove discussões sobre o papel de técnicas sustentáveis na preservação do meio ambiente, temas de grande importância para o setor cafeeiro mineiro, que se destaca cada vez mais pela inovação e pelo compromisso com a qualidade.

Fonte: Pensar Agro

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Mercado de trigo segue firme no Brasil com oferta restrita, negócios pontuais e atenção à nova safra

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O mercado brasileiro de trigo mantém um cenário de sustentação nos preços neste início de julho, impulsionado principalmente pela oferta restrita da safra disponível e pelo ritmo lento das negociações no mercado físico. Mesmo com os contratos futuros apresentando leves oscilações na Bolsa de Chicago (CBOT), os fundamentos internos seguem favorecendo a firmeza das cotações no país.

Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que os negócios continuam ocorrendo de forma pontual, refletindo uma liquidez reduzida típica desta época do ano. A maior parte das indústrias moageiras já se encontra abastecida e demonstra pouca necessidade de realizar compras expressivas no curto prazo, direcionando sua atenção para contratos da nova safra, com entregas previstas entre setembro e outubro.

Do lado da oferta, produtores que ainda possuem trigo disponível permanecem firmes nas negociações, especialmente em São Paulo, onde os estoques são mais limitados. Essa postura contribui para manter as cotações sustentadas no mercado interno.

Mercado físico segue lento no Sul

Nos estados do Sul, o mercado continua registrando baixo volume de negócios. De acordo com a TF Agroeconômica, a demanda reduzida por farinha mantém a moagem em ritmo moderado, limitando novas aquisições por parte dos moinhos.

No Rio Grande do Sul, aproximadamente 12 mil toneladas foram negociadas na última semana. Os preços do trigo pão recuaram em relação ao fim de junho, refletindo o abastecimento já garantido para julho e a menor necessidade imediata de compras. O produto, que chegou a ser negociado a R$ 1.350 por tonelada, passou para uma faixa entre R$ 1.300 e R$ 1.330 por tonelada, dependendo das condições de entrega.

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Apesar da desaceleração das negociações, produtores demonstram preocupação com a próxima safra. Entre os principais desafios estão os elevados custos de produção, margens reduzidas, riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño e a possibilidade de maior incidência de DON (Deoxinivalenol), micotoxina que compromete a qualidade do cereal.

Cooperativas das regiões Central e Noroeste do estado relatam expectativa de redução significativa da área cultivada, embora os números ainda dependam de confirmação oficial. As estimativas preliminares apontam produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, bem abaixo das quase 4 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

Santa Catarina e Paraná registram negociações pontuais

Em Santa Catarina, o mercado também permanece cauteloso. Os vendedores aguardam uma valorização adicional antes de ampliar as vendas. Houve registro de negociações envolvendo trigo gaúcho, enquanto parte da oferta local continua sem compradores devido aos preços pedidos pelos produtores.

No Paraná, os moinhos seguem realizando compras de oportunidade, com parte do abastecimento sendo complementada por trigo importado do Paraguai, buscando maior disponibilidade e qualidade do produto. Nos Campos Gerais foram negociadas entre 8 mil e 10 mil toneladas durante a última semana.

Já para a safra nova, ainda há poucos negócios efetivados. As indicações de preços permanecem próximas de R$ 1.400 por tonelada para entregas entre agosto e setembro, enquanto compradores e vendedores aguardam uma definição mais clara do cenário produtivo.

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Chicago abre em leve baixa após forte valorização

No mercado internacional, os contratos futuros de trigo iniciaram os negócios desta terça-feira com pequenas oscilações na Bolsa de Chicago, em um movimento técnico após os ganhos registrados na sessão anterior.

No início da manhã, os contratos apresentavam o seguinte comportamento:

  • Julho/2026: US$ 6,09 por bushel;
  • Setembro/2026: US$ 6,12 por bushel;
  • Dezembro/2026: US$ 6,27 por bushel.

Os investidores continuam acompanhando o desenvolvimento das lavouras no Hemisfério Norte, além do comportamento da demanda global, fatores que deverão influenciar a direção dos preços nas próximas semanas.

Oferta limitada continua sustentando os preços

Embora o mercado externo apresente volatilidade diária, os fundamentos internos continuam predominando na formação dos preços brasileiros. A baixa disponibilidade de trigo remanescente da safra anterior, aliada ao comportamento cauteloso de produtores e compradores, mantém o mercado equilibrado e com liquidez reduzida.

Ao mesmo tempo, cresce a expectativa em torno da evolução da safra brasileira de 2026. As condições climáticas nas principais regiões produtoras do Sul permanecem no radar dos agentes do mercado, já que o regime de chuvas nas próximas semanas será determinante tanto para o potencial produtivo quanto para a qualidade do cereal.

Enquanto não há entrada significativa da nova produção, a tendência é de continuidade das negociações pontuais e da sustentação dos preços no mercado doméstico, mesmo diante das oscilações observadas nas bolsas internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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