A Polícia Militar, por meio do 3º Batalhão de PM, libertou um gerente de uma loja de eletrodomésticos vítima de sequestro, na manhã desta quarta-feira (04.12), em Cuiabá. Na ação, três homens foram presos em flagrante e cerca de 240 celulares e produtos eletrônicos foram recuperados.
As equipes do 3º BPM foram acionadas para atender uma ocorrência de roubo em um estabelecimento, no bairro CPA 2, onde o gerente do local estava sendo mantido refém. Os policiais fizeram cerco e viram um dos criminosos fugindo do comércio, com uma arma de fogo em mãos, em direção ao terminal de ônibus.
O homem tentou fugir pelo ônibus de transporte público. O condutor do veículo notou a movimentação policial e parou o automóvel, onde o suspeito foi detido. Com ele, foi apreendida uma pistola de calibre .40 de numeração raspada com oito munições intactas.
Em depoimento aos militares, o suspeito afirmou que outros dois comparsas estavam no interior do estabelecimento, com a vítima rendida. Os policiais solicitaram apoio e retornaram ao local, onde foi visto os suspeitos deixando a loja em uma Chevrolet Tracker vermelha. O automóvel foi cercado e os criminosos detidos.
Dentro do veículo, foram localizados cerca de 240 celulares de diversas marcas, além de notebooks, tablets e videogames, além da quantia de R$ 3,1 mil em dinheiro. Os homens receberam voz de prisão.
Em seguida, as equipes policiais retornaram novamente para a loja e libertaram o gerente que ainda estava trancado dentro do estabelecimento.
A vítima informou aos policiais que, ao encerrar o expediente, na noite anterior, teria sido rendida pelos criminosos e mantida em cárcere privado em uma residência, que não soube informar a localização.
O gerente ainda relatou que os criminosos o levaram para a loja, no início da manhã, e foi obrigado a desativar os alarmes de monitoramento, para os suspeitos recolherem os produtos que seriam roubados. A vítima também disse que a Chevrolet Tracker seria de sua propriedade.
Diante dos fatos, os suspeitos foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Cuiabá, com todo o material recuperado, para registro da ocorrência e entregues para a Polícia Judiciária Civil.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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