Com o objetivo de capacitar os servidores dos Procons e fortalecer o Sistema Estadual de Defesa do Consumidor, a Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos dos Consumidores (Procon-MT), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania (Setasc), realizou, nesta quarta (04.12) e quinta-feira (05.12), a 17ª Edição do Encontro Estadual de Procons de Mato Grosso.
O evento, que aconteceu no Hotel Hits Pantanal, em Várzea Grande, reuniu mais de 80 pessoas. Durante a abertura, na quarta-feira (04) pela manhã, a secretária adjunta do Procon-MT, Cristiane Vaz, lembrou que os órgãos enfrentam diversos desafios para realizar a rotina de trabalho.
“Nossa intenção, nesse evento, é refletir sobre nossa rotina de trabalho e discutir os principais problemas que os consumidores relatam aos Procons. No nosso dia a dia, atendemos a população, realizamos audiências, fiscalizações, ações de educação para o consumo, entre outras atribuições. O Procon Estadual possui, em seu quadro servidores, que atuam há mais de 20 anos na defesa do consumidor. Essa experiência significa conhecimento na área. Estamos à disposição dos Procons Municipais para repartir esse conhecimento. Trabalhamos de forma integrada e nivelada para que a população de Mato Grosso tenha uma defesa do consumidor sólida”, salientou Cristiane.
Representando os dirigentes dos Procons Municipais, a coordenadora do órgão em Juara, Rita Pereira, falou sobre a importância de os Procons organizarem o Fundo e o Conselho de Defesa do Consumidor.
“É uma honra representar os Procons Municipais no Encontro Estadual de Procons. Hoje, todos os servidores do Procon Juara estão participando do evento. Fechamos as portas para buscar aprimoramento e prestar um atendimento mais qualificado para a população”, enfatizou.
Após a abertura, a capacitação prosseguiu com palestra da presidente do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon) e defensora pública do Estado do Ceará, Amélia Soares da Rocha, que falou sobre “A responsabilidade objetiva na concessão de crédito pelos agentes financeiros”.
De acordo com Amélia, o direito do consumidor é vital para a atividade econômica e atravessa toda a nossa vida. “Ao contrário do que se pensa, a instalação de um Procon municipal é benéfica não só para o consumidor, mas também para o fornecedor. Defesa do consumidor forte significa comércio forte. Entretanto, eu não posso tratar consumidor e fornecedor da mesma forma, porque o consumidor é vulnerável no mercado de consumo”, disse.
A presidente da Brasilcon destacou também que as multas aplicadas pelos Procons são altas, mas elas são proporcionais à capacidade financeira do fornecedor. “As multas são expressivas porque precisam motivar a empresa a cessar a prática infrativa. Existem infrações nas relações de consumo que podem acarretar responsabilidade administrativa, civil e criminal”, enfatizou Amélia.
Na quinta-feira (05), a conciliadora de Defesa do Consumidor do Procon-MT e deputada federal, Gisela Simona, conversou com os servidores dos Procons de Mato Grosso sobre as principais legislações pertinentes à defesa do consumidor que estão sendo discutidas na Câmara dos Deputados. Gisela explicou também o trâmite para a aprovação de uma nova legislação no país.
Uma dessas propostas que estão sendo analisadas pelos deputados é o Drex. “O governo brasileiro prepara a moeda digital para substituir a moeda em papel. Entretanto, nem todos têm acesso à internet no país. Há, portanto, o risco de exclusão financeira. Outros problemas que envolvem essa proposta é a segurança e confiabilidade das transações e o prejuízo à autonomia e controle financeiro, que podem ser prejudicadas. Essas questões precisam ser levadas em conta e discutidas antes da aprovação do Drex”, pontou Gisela Simona.
O Encontro Estadual de Procons contou ainda com atividades práticas de planejamento e de fiscalização simulada, dirigida pelo coordenador de Fiscalização, Controle e Monitoramento de Mercado do Procon-MT, Ivo Vinícius Firmo; apresentação de relatório das ações realizadas pela Coordenação de Relacionamento com os Municípios e Educação para o Consumo e do diagnóstico dos Procons Municipais, com o coordenador Rogério Sena; e estudos de caso com simulação de audiência de conciliação, com a coordenadora de Conciliação e Turma Recursal, Viviane Conte.
Foram discutidos, ainda, temas sugeridos pelos Procons Municipais, como a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadoria (ICMS) retroativo, cobranças na aposentadoria e correspondente bancário.
Para a coordenadora do Procon Municipal de Nova Mutum, Junilsa Costa, o encontro foi fundamental para pensar nas atividades realizadas cotidianamente pelos Procons.
“Fizemos atividades práticas de suma importância para agregar saberes e entender o trabalho dos colegas. Isso é essencial para valorizarmos e conhecermos o trabalho da equipe, mesmo que você não exerça aquela função específica. Agradeço a oportunidade de poder participar de um encontro tão grandioso como esse e parabenizo a todos os envolvidos”, pontuou Junilsa.
O fiscal de Defesa do Consumidor do Procon de Juína, Wisner Moraes, apontou que o encontro possibilita uma maior integração e proximidade entre os Procons do interior com o Procon Estadual.
“É uma oportunidade para discutirmos, de forma ampla e aberta, nossas ideias e podermos melhorar o atendimento que prestamos aos consumidores. Também é essencial para dirimir as dúvidas cotidianas que surgem ao longo do trabalho. O Encontro Estadual é fundamental para o fortalecimento e crescimento dos Procons”, avaliou Wisner.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) reuniu nesta terça e quarta-feira (28 e 29.4), no município de Querência, aproximadamente 300 pequenos produtores para repassar orientações sobre as providências a serem adotadas para regularização ambiental de suas propriedades no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental (Simcar Assentamento). Os encontros, promovidos nos assentamentos Pingos D’Água e Brasil Novo, reuniram moradores de cinco comunidades.
A mobilização foi viabilizada por meio de uma parceria do órgão ambiental com a Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura do município de Querência, Instituto Mato-grossense de Carne (Imac) e Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI).
Com uma área total de 139.178 hectares, os cinco assentamentos localizados em Querência possuem 1.512 propriedades e registram um percentual de 15,81% de vegetação nativa. O restante é composto por áreas de uso consolidado (49,44%), que foram desmatadas e utilizadas antes de 2008, e de uso antropizado do solo (34,18%), qualquer área onde a vegetação nativa foi removida ou modificada após 22 de julho de 2008, marco temporal previsto no Código Florestal.
As cinco comunidades possuem 158 nascentes mapeadas e estão com embargos emitidos pela Ibama e Sema em várias propriedades.
O diagnóstico foi elaborado pelo Imac com base em dados do Sistema de Cadastro Ambiental (Car Digital 2.0) e produtos cartográficos do Geoportal da Sema.
Segundo a secretária-adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto, o primeiro contato com os moradores das comunidades rurais no município de Querência foi positivo e marcou o início da articulação para a regularização fundiária e ambiental dos cinco assentamentos.
“Foram firmadas tratativas para assinatura de um acordo de cooperação técnica com o município, Imac, Incra e associações para viabilizarmos a regularização ambiental dessas propriedades e solução dos embargos. Vamos buscar também o envolvimento do Ibama”, informou a secretária-adjunta de Gestão Ambiental.
Assentamento Brasil Novo
O prefeito municipal de Querência, Gilmar Wentz, ressaltou a importância de a Sema ir até os assentamentos para levar informação e orientação aos pequenos produtores “A regra está imposta no Código Florestal, existe uma metodologia a ser seguida e todos precisam se adequar. Os produtores rurais precisam ser orientados e entender que por mais que Mato Grosso seja grande em soja, milho e algodão, existem culturas alternativas que poderão ser utilizadas para recomposição florestal”, afirmou.
Moradora do assentamento Pingos D´Água, Maria das Graças Lopes Gouveia, 72 anos, conta que mora na comunidade há 27 anos e que o seu maior sonho é conseguir regularizar a sua propriedade. “Depois de tudo que a gente passou aqui, o que ainda está atrapalhando é o embargo do assentamento. O meu sonho é regularizar a minha propriedade para a gente trabalhar em paz”, disse.
Dona de uma área de 62 hectares, Maria das Graças revelou que mantem preservada a área próxima ao rio e sabe da importância de proteger a reserva legal. “Eu nasci na roça e meu pai sempre ensinou que tem que proteger a água, pois precisamos dela para viver. Não tiramos nada de árvore do fundo do nosso lote, onde passa o rio”, assegurou.
Nessa quarta-feira (29), a secretária adjunta de Gestão Ambiental também se reuniu com médio e grandes produtores no Sindicato Rural . O objetivo foi explicar as funcionalidades do CAR Digital 2.0.
Simcar Assentamento
Lançado em novembro do ano passado pelo Governo de Mato Grosso para impulsionar a regularização ambiental, o módulo Simcar Assentamento já tem a adesão de oito municípios.
Além de Querência, também existem articulações para viabilização da regularização ambiental de assentamentos em Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Olímpia, Alto Paraguai, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Várzea Grande. Em todas essas cidades, estão sendo firmados acordos de cooperação técnica com a participação de várias instituições para auxílio aos pequenos produtores.
O módulo Simcar Assentamento possibilita ao Incra e Intermat, órgãos fundiários, efetuar diretamente o cadastro ambiental rural do projeto de assentamento no sistema utilizado pela Sema para análise e aprovação do perímetro.
Após essa análise, é realizada a inclusão da malha de lotes com a individualização de cada beneficiário para que a Sema efetue de forma automatizada o Cadastro Ambiental Rural (CAR) de cada lote.
Com a aprovação do CAR por lote, o imóvel rural que tiver passivo ambiental, seja de área de reserva legal ou de área de preservação permanente, deve assinar o termo de compromisso com o órgão ambiental para recuperação da área degradada em déficit.
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