Com auxílio das câmeras de segurança do Programa Vigia Mais MT, policiais militares do 12º Batalhão localizaram e prenderam em flagrante, na manhã desta segunda-feira (30.12), uma quadrilha suspeita por latrocínio, em Sorriso. O crime ocorreu na madrugada desta segunda, no município de Lucas do Rio Verde.
Na ocasião, os suspeitos invadiram uma casa, por volta das 3 horas, renderam e espancaram um casal, sendo um homem identificado como Écio Costenaro, de 79 anos, e sua esposa, de 77 anos. Os suspeitos roubaram um veículo modelo Gol e diversos objetos pessoais das vítimas.
Após a invasão, a mulher conseguiu se soltar e pedir ajuda. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada e socorreu o casal até o Hospital São Lucas, no entanto, Écio não resistiu aos ferimentos e foi à óbito. Ele apresentava diversas escoriações pelo rosto.
Após o crime, militares intensificaram o policiamento em busca dos suspeitos e, com o auxílio das câmeras de segurança do Programa Vigia Mais MT, as equipes localizaram o veículo trafegando no município de Sorriso.
O carro roubado foi encontrado em frente a uma residência, na Rua São Bernardo, no bairro São José. Testemunhas relataram que os suspeitos abandonaram o veículo e estariam escondidos em uma outra casa, ainda na mesma rua.
Diante das informações, os militares solicitaram apoio e abordaram três suspeitos que estavam na área do imóvel, entre eles uma adolescente de 14 anos.
Questionados sobre o caso, os envolvidos confessaram autoria do crime em Lucas do Rio Verde e afirmaram que, assim que chegaram em Sorriso, receberam apoio de outros dois suspeitos. A dupla foi encontrada e presa na casa ao lado.
Com a quadrilha, os policiais encontraram documentos em nome de Écio, uma faca utilizada no crime e outros objetos.
Os suspeitos e o veículo recuperado foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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