Mato Grosso

Mãe pede apoio em batalhão e bombeiro salva bebê engasgado com leite

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A ação rápida de uma equipe de bombeiros militar evitou que uma tragédia ocorresse com um bebê de poucos meses, nesta quarta-feira (5.2), em Várzea Grande. Um militar salvou a vida da criança, que estava engasgada.

O atendimento a essa ocorrência ocorreu por volta das 10h40, quando a mãe, ao perceber que sua filha não respirava corretamente após a amamentação, procurou o 2º Batalhão Bombeiro Militar (2º BBM) em busca de socorro imediato. A equipe prontamente atendeu à situação.

O 2º sargento BM Alan Gonçalo Fagundes, que recebeu a mãe e o bebê, explicou que assim que iniciou os procedimentos adequados para liberar a via respiratória da criança, ela recobrou a normalidade da respiração.

“O bebê estava engasgado com leite materno. No momento do desespero, a mãe não inclinou a cabeça da criança abaixo da linha do pé, o que é necessário. Então, eu peguei o bebê do braço da mãe, coloquei na posição correta e iniciei o procedimento. Foi quase automático: a criança se desengasgou e começou a chorar”, disse o sargento Fagundes.

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Em poucos minutos, o bebê já se recuperou e foi para os braços da mãe, que recebeu orientações sobre como realizar a manobra de desobstrução das vias aéreas. A prática foi, inclusive, simulada com o próprio bebê. A intenção é que a mãe saiba como agir caso outra situação semelhante ocorra, segundo o sargento.

“O mais importante é que a mãe ou os familiares não se desesperem, para poder realizar a manobra de forma tranquila. Neste caso, a mãe estava tão desesperada que segurava a cabeça da criança apoiada em seu ombro, o que não é o adequado quando um bebê está engasgado. Mas tenho certeza de que agora ela sabe como proceder. Mas se precisar do nosso apoio, estamos aqui para atender a todos”, afirmou o sargento Fagundes.

Orientações

Em razão dos recorrentes casos de engasgos de bebês e crianças pequenas, o Corpo de Bombeiros Militar produziu um vídeo com orientações sobre como agir em situações que exijam manobras para desobstrução de vias aéreas. Confira as recomendações aqui.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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