Cuiabá

CPI vai intermediar mesa de negociação entre a CS Mobi e permissionários na próxima semana

Publicado

03/04/2025
CPI vai intermediar mesa de negociação entre a CS Mobi e permissionários na próxima semana

Antoniel Pontes – Assessoria do Vereador Rafael Ranalli

Uma mesa de negociação entre os permissionários e a empresa CS Mobi está marcada para a próxima quinta-feira (10), na Câmara Municipal de Cuiabá. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga a parceria público-privada (PPP) de 30 anos entre a Prefeitura e a empresa, intermediará a conversa, que pretende garantir melhores condições para a empresa e os permissionários. A decisão foi tomada durante a oitiva dos permissionários nesta quinta-feira (3/4).

O presidente da CPI, Rafael Ranalli (PL), informou durante a sessão que recebeu mensagem de Kenon Mendes de Oliveira, gerente geral de Operação do Consórcio CS Mobi Cuiabá, que quer garantir um ponto de equilíbrio no contrato entre a empresa, a prefeitura e os permissionários.

“A empresa nos garantiu que está disposta a sentar para encontrar um ponto de equilíbrio com o município, sempre mantendo os pontos do contrato assinado com o município e os permissionários. Vamos marcar esta mesa redonda para a semana que vem para que possamos traçar o que a CS Mobi propõe de diferencial para os permissionários, para que comecemos a negociação”, explicou o presidente da CPI.

Leia mais:  Prefeitura de Cuiabá convoca 17 novos profissionais para reforçar a rede municipal de saúde

Entre os objetivos da CPI está a repactuação do contrato, a fim de revisar alguns pontos que visem ao bom uso do dinheiro público na concessão de 30 anos firmada entre a gestão anterior e a CS Mobi.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

Comentários Facebook
publicidade

Cuiabá

Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

Publicado

Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

Leia mais:  Consulta pública reúne 70 pessoas para Plano de Aplicação da Política Aldir Blanc

No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

Leia mais:  Saúde abre processo seletivo para contratação de médicos pediatras

A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana