Cuiabá

Educação mapeia unidades afetadas por temporal e garante aulas na capital

Publicado

A Secretaria Municipal de Educação monitora unidades de ensino afetadas pelo temporal que atingiu a capital no dia (8). Conforme levantamento realizado pelo secretário Amauri Monge e equipe técnica, 12 unidades sofreram danos mais graves, porém, o ano letivo não foi impactado, pois dez dessas unidades já estão com aulas reestabelecidas nesta quinta-feira (10).

O retorno foi determinado após análise da equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação (SME), que realizou vistorias ao longo de toda quarta-feira (9), sob a liderança da secretária-adjunta de Gestão Administrativa, Jessika Nayara Silva Oliveira.

“Tivemos alguns problemas estruturais por conta das chuvas no feriado de aniversário de Cuiabá. Foram 12 escolas no total. Montamos imediatamente um gabinete de crise, visitamos as escolas, fiscalizamos os serviços que estão sendo executados, e 10 escolas já estarão reabertas nesta quinta-feira. ( Duas escolas ) permanecerão fechadas até, no máximo, segunda-feira. Essa medida visa garantir a segurança dos nossos profissionais da educação e, principalmente, dos estudantes”, afirmou Amauri Monge.

Leia mais:  Comissão da Criança e do Adolescente abre os trabalhos nesta terça (21)

Jessika Nayara afirmou que quatro unidades se encontravam em situações mais graves, entre elas o CMEI Regina Pía e o CEIC Lucila Ferreira Fortes, que devem retomar as aulas até a próxima segunda-feira (14). Segundo ela, durante as visitas motivadas pelo alagamento, também foram identificados outros problemas estruturais.

Leonardo Brandão, diretor de Engenharia e Obras da Secretaria de Educação, informou que a vistoria técnica realizada no CEIC Lucila Ferreira após o alagamento identificou diversos problemas.

“Vamos nos reunir com o corpo técnico da infraestrutura para definir um ponto estratégico de reforma. Este CEIC tem 30 anos e demanda diversas intervenções, como na parte elétrica, cobertura, troca de forro – que, em boa parte, é de madeira – e precisa de uma reforma urgente”, afirmou Brandão.

A diretora do CEIC Rosângela Campos, unidade também vistoriada pela Defesa Civil de Cuiabá, relatou que o alagamento causou a perda de acervos literários importantes para as crianças, além de documentos institucionais e da contaminação de espaços essenciais. Esta unidade retoma as aulas nesta quinta-feira (10).

Leia mais:  Professores e TDIs de Cuiabá debaterão prática de documentação pedagógica

“A equipe dessa unidade estava totalmente engajada. Todos os servidores estiveram aqui pela manhã, pegaram rodo, vassoura, produtos de limpeza, e colocamos a mão na massa. Deixamos a nossa creche pronta novamente”, relatou a diretora.

Seguem abaixo as unidades afetadas que tiveram aulas regulares:

EMEB Santa Clara; CMEI José Meirelles; EMEB Antônio Ferreira Valentim; EMEB Alzira Valladares; EMEB Juarez Sodré Farias; CEIC CAIC Eldorado; EMEB São Matheus; EMEB São Sebastião; EMEB Ranulfo Paes de Barros e EMEB Silva Freire.

#PraCegoVer

A imagem mostra a foto da secretária-adjunta de Gestão Administrativa, Jessika Nayara Silva Oliveira e da diretora do CEIC Rosângela Campos, durante vistoria na CEIC Rosângela Campos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Comentários Facebook
publicidade

Cuiabá

Feira da Agricultura Familiar amplia oportunidades de renda e fortalece venda direta na Praça Alencastro

Publicado

A Feira da Agricultura Familiar, Produtiva e Solidária tem consolidado a Praça Alencastro, no Centro de Cuiabá, como ponto de encontro entre produtores rurais e consumidores. Realizada semanalmente às terças-feiras e aos sábados, a iniciativa reúne agricultores de diferentes comunidades da região e amplia as oportunidades de comercialização direta, contribuindo para o aumento da renda das famílias produtoras e para o acesso da população a alimentos frescos, produtos artesanais e opções gastronômicas.

A feira reúne produtores de Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães, Poconé, Acorizal e Santo Antônio de Leverger. Segundo dados da Secretaria Municipal de Agricultura, cerca de 10 produtores rurais participam regularmente do espaço, além de aproximadamente 20 feirantes dos segmentos de artesanato, doces e outros produtos, e cerca de 10 expositores da área gastronômica. A estimativa é de público superior a mil pessoas por edição e movimentação financeira mensal em torno de R$ 100 mil.

De acordo com o coordenador das feiras da Secretaria Municipal de Agricultura, Luís Alberto Rodrigues Leite, o crescimento da procura pelos produtos da agricultura familiar tem refletido diretamente no desempenho dos expositores.

“Estamos sentindo um resultado muito satisfatório. O público tem buscado cada vez mais os produtos da agricultura familiar, como maxixe, quiabo, jiló, abóbora, mandioca e mamão. Toda essa produção vem diretamente dos produtores rurais das comunidades do entorno de Cuiabá e está tendo uma aceitação muito boa entre os consumidores”, afirmou.

Segundo o coordenador, o bom desempenho também alcança outros segmentos da feira.

“O pessoal do artesanato também vem registrando boas vendas. Na gastronomia, os bolos inteiros e em fatias, além das tortas, têm grande aceitação. O comércio está aquecido e os expositores estão conseguindo bons resultados”, destacou.

Leia mais:  Professores e TDIs de Cuiabá debaterão prática de documentação pedagógica

Luís Alberto ressalta ainda que o aumento da participação de feirantes tem gerado a necessidade de ampliar a estrutura disponível na Praça Alencastro.

“Hoje temos uma concentração maior de vendedores e expositores. Estamos buscando mais estrutura para oferecer mais conforto ao público e melhores condições de trabalho para quem participa da feira”, explicou.

Entre os feirantes, a avaliação é de que a mudança da estrutura para a área atual, ao lado da Estação Alencastro, contribuiu para ampliar a visibilidade e o movimento. O produtor José Luís Bueno, que comercializa frutas como banana, ponkan, caqui, manga e goiaba, relata que o novo espaço trouxe resultados positivos.

“Foi uma pequena mudança, mas ampliou bastante. Mudou para mim 100%”, afirmou.

A ampliação da frequência da feira também é apontada como fator importante pelos produtores. João Vicente Rodrigues, que vende temperos, chás, produtos naturais, mel, farinha, café e artesanato produzido pela esposa, destaca que a realização das atividades duas vezes por semana aumentou as oportunidades de venda.

“Antes era uma vez por semana. Agora estamos trabalhando na terça e no sábado, trazendo a mercadoria direto para o consumidor. Está sendo muito bom”, disse.

O produtor Gilson Zarque da Cruz, do Assentamento Pai Joaquim, no Distrito da Guia, também relata impactos positivos. Ele comercializa mandioca, maxixe, jiló, limão, mamão, couve e banana-da-terra.

Leia mais:  Comissão da Criança e do Adolescente abre os trabalhos nesta terça (21)

“Melhorou muito a renda, muito mesmo”, resumiu.

Além de gerar renda para os agricultores, a feira tem atraído consumidores interessados na procedência dos alimentos e na compra direta de quem produz. A servidora pública Alexandra Silva afirma que a busca por produtos mais naturais foi o que chamou sua atenção.

“Vi o pessoal e quis saber se eram eles mesmos que produziam. Procuro produtos mais saudáveis”, relatou.

Frequentadora assídua da feira, a advogada aposentada Brasília Eni Ataíde destaca a qualidade dos alimentos e o atendimento oferecido pelos expositores.

“Os alimentos são mais saudáveis e o atendimento é muito bom. Gosto de vir para comprar e também para consumir os alimentos preparados aqui”, afirmou.

Para o aposentado João Rodrigues dos Santos, a principal diferença está na qualidade e no frescor dos produtos.

“Aqui você compra produtos mais naturais e a mercadoria é fresca. Toda terça-feira estou aqui”, contou.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avalia que a consolidação da feira demonstra a força da agricultura familiar na economia local e a importância da aproximação entre produtores e consumidores.

“A Feira da Agricultura Familiar tem se fortalecido como um importante canal de comercialização para os pequenos produtores rurais. Quando aproximamos quem produz de quem consome, geramos renda no campo, estimulamos a permanência das famílias na atividade rural e oferecemos à população alimentos frescos e de qualidade. O crescimento da feira mostra que esse modelo beneficia tanto os agricultores quanto os consumidores e fortalece a economia regional”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana