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MMA divulga novo resultado parcial da transição de projetos do MDL para o Acordo de Paris

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) torna público mais um resultado parcial do processo de aprovação da transição de Projetos e Programas do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para o Mecanismo de Crédito do Acordo de Paris (PACM). A nova publicação complementa os dois primeiros conjuntos de projetos aprovados no âmbito do processo de transição, em maio deste ano.

Criado na esfera do Protocolo de Quioto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), o MDL permitia a implementação de projetos de redução de emissões em países em desenvolvimento para compensar emissões de países desenvolvidos, sendo pioneiro na estruturação de um mercado global de carbono. Com o Acordo de Paris, o PACM (previsto no Artigo 6.4) surgiu como seu sucessor global para apoiar os países a atingirem as suas Contribuição Nacionalmente Determinada (NDCs, na sigla em inglês).

Nesta nova etapa, foi aprovada a solicitação de transição de mais 1 (uma) iniciativa, que recebeu decisão favorável da Autoridade Nacional. Confira abaixo:

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Número do Projeto

Título do Projeto

Link do Projeto MDL

10034

SHPS POÇO FUNDO AND PROVIDÊNCIA CDM PROJECT (JUN1133), BRAZIL

http://cdm.unfccc.int/Projects/DB/ICONTEC1410471206.76/view

Como funciona o processo de transição no Brasil

A UNFCCC permitiu a transição do MDL para o novo mecanismo desde que houvesse o consentimento do país anfitrião. No Brasil, essa análise é coordenada pelo Departamento de Instrumentos de Mercado e REDD+ do MMA, que atua no papel de Autoridade Nacional Designada para o Artigo 6 do Acordo de Paris.

Os procedimentos seguem as regras da Portaria GM/MMA nº 1.479/25. Como etapa final, os responsáveis assinam uma declaração de conformidade com a legislação ambiental, social e trabalhista do país, garantindo aderência às normas atuais

Próximas etapas

Qualquer parte interessada pode apresentar um pedido de reconsideração deste resultado parcial, seja ele favorável ou contrário à transição. A justificativa deve ser enviada para o e-mail [email protected] em até 10 (dez) dias corridos a partir da data desta publicação. Se houver recurso, o desenvolvedor do projeto será notificado para responder em até 10 dias corridos.

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Depois que essa etapa de recursos terminar, a lista final será enviada à UNFCCC. Vale destacar que a decisão da Autoridade Nacional do Brasil é uma etapa obrigatória, mas a aprovação final da transição cabe ao Secretariado da UNFCCC.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA 

(61) 2028-1227/1051 
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Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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