Várzea Grande
Quintais produtivos fortalecem agricultura familiar e aproximam alimentos do campo da mesa dos estudantes em Várzea Grande
Publicado
8 de agosto de 2026, 17:01
No campo, pequenas iniciativas fazem a diferença na rotina das famílias agricultoras. Em Várzea Grande, a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, acompanha projetos de quintais produtivos, uma estratégia que incentiva o aproveitamento das propriedades para a produção de alimentos, melhora a alimentação das famílias e cria novas oportunidades de renda.
Os quintais produtivos são espaços onde o agricultor desenvolve diferentes atividades, como o cultivo de frutas e hortaliças, a criação de pequenos animais e a produção de alimentos para o próprio consumo. A proposta é estimular a diversificação da produção e fortalecer a permanência das famílias no campo.
Durante as visitas técnicas, a equipe acompanhou o trabalho do produtor José Ibraim, no Sadia III, que mantém um tanque de criação de peixes para consumo da própria família. O produtor recebeu alevinos entregues pela Coordenadoria e passou a contar com mais uma alternativa de produção dentro da propriedade.
O coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável, Leandro Luiz da Silva, explica que a criação de peixes representa um reforço importante para a agricultura familiar, garantindo alimento fresco e de qualidade, além de reduzir os custos da família com a compra de proteína. Além do consumo, a atividade também pode contribuir futuramente para a geração de renda com a comercialização do excedente.
A propriedade de José Ibraim também demonstra a força da produção que sai do campo e chega às escolas. Nesta semana, o agricultor colheu 130 quilos de maracujá, destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que abastece a merenda dos alunos da rede municipal de Várzea Grande.
“É uma satisfação ver o resultado do trabalho do produtor chegando até as crianças. Quando o agricultor familiar consegue produzir e vender para programas como o PNAE, ele fortalece sua renda e ajuda a garantir uma alimentação mais saudável para os estudantes”, afirmou Leandro.
Além do acompanhamento das propriedades, a Secretaria recebeu mais de 400 mudas de maracujá da variedade FB 200, vindas de Nova Brasilândia. As mudas serão utilizadas para ampliar e incentivar novos cultivos entre os agricultores familiares do município.
Outra propriedade visitada foi a do produtor Francisco Villas Boas, também no Sadia III. No local, a equipe conheceu uma estrutura de quintal produtivo com estufa de cultivo, tanque de criação de tilápias para consumo da família e produção de ovos por meio da criação de galinhas.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, iniciativas como essas demonstram a importância do apoio técnico e dos programas voltados ao homem e à mulher do campo.
“A agricultura familiar tem uma grande importância para o município. Nosso trabalho é aproximar a Secretaria dos produtores, incentivar a diversificação das propriedades e criar condições para que eles possam produzir mais, melhorar a qualidade de vida e acessar novos mercados”, destacou.
Várzea Grande
Projeto Sacola Viajante incentiva a leitura e fortalece os vínculos entre escola e família
Publicado
8 de agosto de 2026, 09:02
Aproximar a família da rotina escolar e transformar a leitura em um hábito prazeroso. Com esse objetivo, a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Maria das Graças Pinto desenvolve o projeto Sacola Viajante. A iniciativa busca estreitar os laços entre a instituição de ensino e a comunidade escolar, transformando o ambiente doméstico em uma extensão da sala de aula.
“A dinâmica do projeto é simples, mas carrega um impacto profundo. As crianças levam os livros na Sacola Viajante para ler junto com a família, com o objetivo de envolver os pais nas práticas de leitura dos filhos e, a partir daí, criar momentos de união entre todos os participantes da ação”, destacou a diretora da unidade escolar, Belma Lemes.
A diretora ressalta que essa missão não pertence apenas ao estudante. A proposta exige que a família reserve um momento do dia para abrir a sacola e realizar a leitura em conjunto.
“A ação deve ser compartilhada entre o aluno, os pais, os irmãos e os demais responsáveis”, observou.
Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, esse tempo de qualidade dedicado à leitura e à imaginação fortalece o diálogo, a empatia e o suporte emocional entre os familiares.
“A escola cumpre seu papel social de alfabetizar e educar, ao mesmo tempo em que planta, em diversos lares, a semente de uma rotina mais unida, afetuosa e repleta de conhecimento. A participação da família é fundamental nessa jornada”, pontuou.
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