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Paraguai lidera ranking dos países mais baratos na América do Sul

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By Night Paraguai. Foto: Arquivo Combo Iguassu
Arquivo Combo Iguassu

By Night Paraguai. Foto: Arquivo Combo Iguassu

O Paraguai foi apontado como o país mais barato para viver na América do Sul em 2025, segundo relatório da plataforma Numbeo divulgado na última quarta-feira (24). O levantamento analisou aspectos como aluguel de moradia, preços de alimentos e prestação de serviços, baseando-se em dados coletados por usuários em milhares de cidades.

O relatório da Numbeo é atualizado periodicamente e é referência para quem avalia mudanças internacionais. A pesquisa comparou informações de mais de 12 mil cidades, com base em cerca de 9 milhões de registros de preços enviados por mais de 800 mil usuários.

O estudo indicou que o Paraguai apresenta o menor índice de custo de vida na região, com pontuação de 23,02. Em contraste, o Uruguai foi classificado como o país mais caro da América do Sul, atingindo 46,33 no índice geral.

No ranking da América Latina, o Brasil aparece em terceiro lugar, com índice de 25,56. O país ficou atrás apenas de Paraguai e Bolívia, que registrou pontuação de 25,22. O relatório considera que a moradia e a alimentação são os fatores que mais influenciam o custo final.  Veja o ranking:

  • Paraguai – 23,02
  • Bolívia – 25,22
  • Brasil – 25,56
  • Colômbia – 25,96
  • Peru – 29,43
  • Equador – 30,01
  • Chile – 35,13
  • Argentina – 35,75
  • Venezuela – 35,87
  • Uruguai – 46,33
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O índice do Paraguai também é o menor em preços de alimentos, com 22,68. Já no aluguel, o país alcançou a marca de 8,60, frente aos 12,49 registrados pelo Uruguai. A diferença amplia a vantagem paraguaia no custo geral para residentes.

Em escala global, o Paraguai figura entre os dez países com menor custo de vida, ocupando a décima posição. Brasil e Colômbia aparecem, respectivamente, nas 21ª e 24ª posições no ranking mundial.

Entre os países mais caros do mundo, o levantamento apontou as Ilhas Virgens dos EUA, com pontuação de 98,43, e a Suíça, com 98,36. Esses destinos exigem um poder aquisitivo muito superior para manter uma vida confortável.

Fonte: Turismo

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Turismo

Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

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Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

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“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

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A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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