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Onda de frio deve trazer temperaturas negativas, geadas e até neve

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Uma forte massa de ar polar deve atingir o Brasil a partir de amanhã (29.05). A previsão é de queda brusca nas temperaturas em boa parte do país, com potencial para geadas, neve nas serras do Sul e impacto direto sobre a produção agropecuária.

Segundo os meteorologistas, o frio começa a ganhar força no dia 29, avançando do Sul em direção ao Sudeste, Centro-Oeste e até partes do Norte. O pico deve ocorrer entre sexta e sábado.

A previsão indica geadas de moderada a forte intensidade no Sul, especialmente em áreas mais altas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Também há risco em partes do sul de Mato Grosso do Sul e do estado de São Paulo — principalmente nas regiões próximas à divisa com o Paraná.

Para o produtor, isso significa atenção redobrada com lavouras de inverno em fase de implantação, hortaliças, café em florada tardia e pastagens que podem sofrer queimadura térmica, reduzindo a oferta de forragem.

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Nas áreas de pecuária leiteira, o frio intenso exige medidas para proteger bezerros e garantir conforto térmico nos currais.

O avanço do ar polar será amplo: até cidades do sul de Rondônia, Acre e Amazonas podem registrar temperaturas em torno dos 10 °C. No sul de Mato Grosso e boa parte do Mato Grosso do Sul, as mínimas devem ficar entre 5 °C e 10 °C — com risco de estresse térmico no rebanho.

No Triângulo Mineiro e no interior paulista, a friagem pode afetar o desempenho de culturas como o milho segunda safra, principalmente nas regiões mais altas, onde a previsão indica temperaturas próximas de 5 °C.

Entre a noite desta quarta (28) e a madrugada de amanhã (29), há chance de neve nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, incluindo municípios como São Joaquim, Canela e Caxias do Sul. A previsão também aponta possibilidade de chuva congelada no sul do Paraná.

Embora o fenômeno seja bonito de ver, para o produtor é sinal de alerta. A combinação de frio úmido e posterior entrada de ar seco e gelado costuma deixar rastro de prejuízos, especialmente em pequenas propriedades.

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Além do frio, o avanço da frente fria deve trazer ventos fortes em áreas do Sudeste e do Sul. Em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, as rajadas podem passar dos 70 km/h, impactando estruturas, lonas de estufas e dificultando colheitas e transportes.

No Sul e no Centro-Oeste, há chance de temporais localizados, com risco de granizo e queda de energia em regiões rurais.

Os meteorologistas alertam: uma nova massa de ar polar está prevista para o início de junho. Isso significa que o frio pode persistir por mais de uma semana no Centro-Sul, exigindo planejamento contínuo no manejo da produção, da irrigação ao transporte.

Fonte: Pensar Agro

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Mapa amplia cooperação agrícola com países africanos em agenda voltada à segurança alimentar

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Desde 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, firmou ao menos 18 instrumentos bilaterais com países africanos. A iniciativa integra a estratégia de ampliação da cooperação agrícola com o continente, com foco em segurança alimentar, desenvolvimento rural, agricultura tropical e sanidade agropecuária.

A relevância dessa relação também se reflete no comércio exterior. Em 2025, os países africanos importaram mais de US$ 12,1 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para carnes, cereais e açúcar. O valor representa crescimento de 30% em relação a 2022, quando as compras somaram US$ 9,3 bilhões.

O fluxo comercial reforça a importância do continente africano para o agro brasileiro e amplia o espaço para uma agenda que combine cooperação técnica, investimentos e novas oportunidades de mercado.

A aproximação faz parte da chamada cooperação Sul-Sul, baseada na troca de conhecimentos, tecnologias e experiências entre países em desenvolvimento. O modelo busca construir soluções conjuntas a partir de desafios comuns enfrentados pelos países parceiros.

No caso da África, a cooperação envolve temas que também marcaram a trajetória brasileira no campo, como produção em clima tropical, correção de solos, manejo de pastagens, assistência técnica, agricultura familiar, crédito rural e estruturação de sistemas de defesa agropecuária. O objetivo é adaptar experiências brasileiras às condições locais de cada país, respeitando diferenças de clima, solo, estrutura produtiva e capacidade institucional.

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Entre as principais iniciativas está o programa Mais Alimentos África, retomado em 2023 em Moçambique e Angola. Inspirada na experiência brasileira de apoio a pequenos produtores, a ação reúne crédito, tecnologia e assistência técnica para ampliar a produção de alimentos.

Outra frente de atuação é o Projeto Cerrado Africano, voltado à adaptação de conhecimentos brasileiros para regiões de savana no continente. A proposta contempla técnicas de correção de solos ácidos, manejo de pastagens tropicais e organização produtiva em áreas com características semelhantes às do Cerrado brasileiro.

A agenda ganhou estrutura permanente em fevereiro de 2026, com a inauguração do Escritório de Cooperação Técnica para a África. Coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com os ministérios da Agricultura do Brasil e da Etiópia, o escritório permite o acompanhamento contínuo dos projetos, sem depender exclusivamente de missões temporárias.

A presença permanente deve ampliar a agilidade das respostas brasileiras e aproximar as equipes técnicas das demandas locais. A iniciativa também abre caminho para projetos de maior duração em áreas como agricultura digital, recuperação de áreas degradadas, sistemas produtivos de baixo carbono, assistência técnica e parcerias com bancos de fomento africanos.

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A aproximação com os países africanos vem sendo fortalecida em diferentes iniciativas. Em 2025, ministros e autoridades do continente participaram do II Diálogo Brasil-África, realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O encontro debateu cooperação agropecuária, segurança alimentar, intercâmbio de experiências, transferência de tecnologias, pesquisa, inovação, financiamento e ações conjuntas de combate à fome.

Apesar dos avanços, a cooperação ainda enfrenta desafios relacionados à logística, diferenças climáticas, idiomas e à necessidade de adaptação contínua das tecnologias às realidades locais.

Para o Mapa, a proposta é consolidar uma agenda de cooperação técnica de longo prazo, capaz de fortalecer a produção de alimentos, apoiar o desenvolvimento rural e ampliar as relações comerciais entre o Brasil e os países africanos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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