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Produtores cobram resposta do governo sobre endividamento rural

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Produtores rurais de diferentes regiões do Rio Grande do Sul voltaram às rodovias nesta sexta-feira (06.06) para cobrar agilidade na aprovação de medidas voltadas à renegociação de dívidas agrícolas. A ação é organizada pelo movimento SOS Agro e reúne agricultores afetados por uma sequência de eventos extremos — estiagens severas e, mais recentemente, as enchentes que atingiram o estado.

Ao longo do dia, foram registrados bloqueios parciais em trechos de pelo menos oito rodovias federais, segundo boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgado pela manhã. Ao todo, são 24 pontos com interdições temporárias, que acontecem em intervalos regulares. O movimento, no entanto, afirma que os atos chegam a 25 pontos, em 106 municípios gaúchos.

Em São Miguel das Missões, por exemplo, cerca de 50 produtores participam do ato, distribuindo panfletos e posicionando maquinário agrícola à margem da BR-285. O bloqueio ocorre em ambos os sentidos por intervalos de 10 minutos, de forma intercalada.

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O objetivo dos manifestantes é pressionar o Congresso Nacional para acelerar a tramitação de projetos de lei que tratam da securitização das dívidas do setor agrícola, uma demanda antiga que ganhou novo peso diante dos prejuízos recentes causados por fatores climáticos.

A coordenadora do SOS Agro, Graziela Camargo, reforçou a urgência da pauta. “Precisamos do apoio da sociedade e dos parlamentares para viabilizar a aprovação dos projetos. Muitos produtores estão em situação crítica, em um estado que enfrenta as consequências tanto da seca como da enchente”, declarou.

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) manifestou apoio às manifestações, desde que pacíficas e organizadas. Em nota, a entidade reiterou seu compromisso com ações que respeitem o direito de ir e vir. “Nosso sistema sindical defende a mobilização ordeira, sem obstrução de vias públicas e com respeito à legalidade”, pontuou.

Fonte: Pensar Agro

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MMA e ENAP lançam curso sobre mercados de carbono

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) lançaram, na última quinta-feira (30/4), o curso on-line “Mercados de Carbono do Artigo 6 do Acordo de Paris”. A iniciativa também teve apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A formação é gratuita e tem carga horária de 15 horas, com emissão de certificado. Os três módulos do curso podem ser iniciados a qualquer momento e ficam disponíveis por 30 dias na plataforma da ENAP. 

O conteúdo aborda os principais conceitos, mecanismos e implicações do Artigo 6 do Acordo de Paris, com foco em uma aplicação prática e didática das regras operacionais dos mercados de carbono. 

Além das aulas assíncronas, em junho está prevista uma live com os alunos inscritos no curso para tirar dúvidas. 

Inscreva-se no curso gratuito sobre mercados de carbono aqui 

Durante sessão de lançamento do curso, a diretora do Departamento de Instrumentos de Mercado e REDD+, da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, Beatriz Soares ressaltou a importância do debate para a atualidade.  

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“Os mercados de carbono são instrumentos de política pública poderosos, que vêm ocupando um papel cada vez mais central no enfrentamento das mudanças climáticas”, iniciou. 

“Ao mesmo tempo, esses instrumentos também são altamente complexos em sua operacionalização, o que demanda uma capacidade técnica e institucional robusta. Por isso, identificamos a necessidade de ampliar a compreensão sobre o funcionamento desses mecanismos”, completou. 

O curso foi desenvolvido pela consultora jurídica Juliana Coelho Marcussi. 

Artigo 6 do Acordo de Paris 

O Artigo 6 do Acordo de Paris estabelece mecanismos de cooperação internacional voltados à mitigação das mudanças climáticas, permitindo que países colaborem entre si para cumprir suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), inclusive por meio de projetos desenvolvidos pelo setor privado. 

Na prática, o dispositivo cria diferentes formas de cooperação. Entre elas, estão as abordagens cooperativas entre países (Artigo 6.2), que permitem a transferência internacional de resultados de mitigação; o Mecanismo de Crédito do Acordo de Paris, que oferece estrutura centralizada na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) para geração de créditos de carbono (Artigo 6.4); e as abordagens não baseadas em mercado (Artigo 6.8), voltadas à cooperação por meio de políticas públicas, financiamento e desenvolvimento de capacidades. 

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Esses instrumentos ampliam as possibilidades de implementação das metas climáticas, promovendo maior eficiência econômica, integridade ambiental e colaboração internacional no enfrentamento da mudança do clima. 

Serviço 

Curso on-line “Mercados de Carbono do Artigo 6 do Acordo de Paris 

  • Acesso gratuito no link
  • Carga horária: 15 horas 
  • Assista a sessão de lançamento do curso no link 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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