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Megaleite 2025 começa terça com mais leilões e plataforma digital inédita

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Começa nesta terça-feira (10.06), em Belo Horizonte (MG), a Megaleite 2025, a maior feira da pecuária leiteira da América Latina. Com programação intensa até o dia 14, o evento reúne criadores, técnicos, pesquisadores e investidores de todo o Brasil e de outros países no Parque da Gameleira, com foco na promoção da genética leiteira nacional, inovação tecnológica e geração de negócios.

Neste ano, a feira amplia o número de leilões em relação à edição passada, totalizando 11 oportunidades de comercialização de animais das raças Girolando, Gir Leiteiro e Guzerá, além de shoppings presenciais e virtuais. O lançamento da plataforma “Mercado Girolando” marca um novo passo na digitalização das vendas de genética registrada, oferecendo uma alternativa contínua para criadores que buscam expandir mercados além das arenas tradicionais.

A expectativa da organização é superar o volume de negócios da edição de 2024, que girou em torno de R$ 35 milhões em leilões e parcerias comerciais. Com a ampliação dos canais de venda e a presença de compradores internacionais, a previsão é de crescimento nas transações, especialmente nos segmentos de genética superior e reprodutores certificados.

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Além dos negócios, a programação técnica inclui julgamentos de cerca de 1.500 animais, torneios leiteiros, lançamentos de tecnologias voltadas à produtividade e sanidade animal, cursos e painéis com especialistas. O público geral poderá visitar também espaços interativos como a Fazendinha Kids e o Festival do Queijo Minas Artesanal.

A Megaleite 2025 reforça o papel do setor leiteiro como um dos pilares do agronegócio nacional, tanto na geração de renda para pequenos e médios produtores quanto no fortalecimento da cadeia láctea com base na inovação genética e na profissionalização da produção.

Leilões:

Terça-feira (10/06/2025)
21h – Leilão Top do Girolando | Raça: Girolando Modalidade: Virtual
Quarta-feira (11/06/2025)
20h – Leilão O Fabuloso Gir Leiteiro – Fazendas do Basa | Raça: Gir Leiteiro Modalidade: Presencial
20h – 2º Leilão Virtual Grandes Marcas | Raça: Girolando Modalidade: Virtual
Quinta-feira (12/06/2025)
14h – VII Leilão Núcleo Girolando das Gerais | Raça: Girolando Modalidade: Presencial
18h – Reserva Girolando Rafas | Raça: Girolando Modalidade: Virtual
20h – Leilão Virtual A Nata do Guzerá Leiteiro | Raça: Guzerá Leiteiro Modalidade: Virtual
20h – Leilão Gir Leiteiro Fazenda Brasília 64 Anos | Raça: Gir Leiteiro Modalidade: Presencial
Sexta-feira (13/06/2025)
14h – Leilão Elo de Minas | Raça: Girolando Modalidade: Presencial
20h – 19º Leilão Gir Leiteiro Reserva Especial 2B | Raça: Gir Leiteiro Modalidade: Presencial

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A programação completa está disponível no site oficial do evento: www.megaleite.com.br.

Fonte: Pensar Agro

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Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias

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A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.

“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.

Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz

O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.

Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.

De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.

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Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada

Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:

  • preparo e manejo das lavouras;
  • irrigação e tratos culturais;
  • colheita;
  • secagem;
  • armazenagem;
  • classificação dos grãos;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • transporte e distribuição.

Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.

A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.

Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor

A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.

Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.

Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.

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Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz

A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.

O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.

Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.

Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz

A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.

Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.

O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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