As oportunidades de investimentos em Mato Grosso estão sendo apresentadas durante a Expo Osaka 2025, no Japão, no Pavilhão do Brasil. Os visitantes do espaço de Mato Grosso conhecerão os setores do Estado em que há potencial para investimentos e a diversificação da economia.
O espaço foi projetado para que os visitantes possam compreender melhor as características que permitem que Mato Grosso seja um dos lugares do mundo com mais oportunidades para empresas e setores da economia. Além de ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, preservando 60% de seu território.
A parceria com a Apex Brasil, organizadora do pavilhão, proporcionou ao Governo de Mato Grosso apresentar, aos japoneses, e também para todo o público visitante da exposição, a viabilidade de se investir no Estado. De acordo com os dados dos organizadores do evento, em média, 180 mil pessoas passam diariamente pela feira.
“É fundamental aproveitar todas as oportunidades para mostrar ao mundo quem é Mato Grosso e o que o nosso Estado representa para o cenário mundial, quando estamos falando sobre garantia alimentar. Nosso papel aqui na Expo Osaka é atrair investimentos, prospectar possibilidades e aproximar de possíveis parceiros comerciais, para que nossa economia continue crescendo e gerando emprego e renda para nossa população”, defendeu o governador Mauro Mendes.
Governador e comitiva chegaram em Osaka, no Japão, no domingo, às 18h. A primeira agenda oficial foi nesta segunda-feira (9.6), na Expo Osaka, com visita aos pavilhões da feira para estreitar relações comerciais e culturais com diversos países, incluindo Alemanha, Arábia Saudita e China.
Compõem a comitiva do Governo os deputados estaduais Nininho Bortolini e Beto Dois a Um, os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda), Laice Souza (Comunicação), César Roveri (Segurança Pública) e Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão), e o procurador do Ministério Público de Contas, Alisson Alencar.
Agenda de terça-feira (10): a comitiva terá reunião com integrantes da Prefeitura de Osaka para tratar das cidades inteligentes. Osaka é referência no assunto, e uma das 10 principais cidades inteligentes do mundo, por sua abordagem inovadora e eficiente em mobilidade e transporte, infraestrutura, tecnologia, tudo aliado à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
Mais de 53% das 630 escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso já desenvolvem ações do Projeto Educarte, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O avanço se reflete no tamanho da rede atendida. Em 2025, eram 200 unidades. Agora, são 335 escolas com atividades em andamento. A meta é alcançar 400 unidades ainda em 2026.
O crescimento dá dimensão a uma política adotada pela Seduc: manter investimento contínuo em um projeto que amplia o tempo, o repertório e a presença do estudante na escola.
Desde 2019, o Educarte vem abrindo espaço para oficinas e práticas no contraturno escolar, levando os alunos para além da rotina da sala de aula tradicional, com experiências ligadas à arte, à música, ao teatro, à dança, às artes visuais, à comunicação, às bandas e às fanfarras.
Na escola, esse movimento ganha forma, por exemplo, em um ensaio de fanfarra no fim da tarde, em uma roda de teatro montada depois da última aula, em um estudante que volta no contraturno para pintar, cantar, dançar ou aprender a falar em público. É nesse espaço, fora da grade comum, que o projeto foi se firmando como parte da política educacional da rede.
Oferecido como disciplina optativa, o Educarte organiza ações artístico-pedagógicas nas próprias unidades escolares. A proposta é interdisciplinar, mas o efeito evidencia-se no cotidiano: mais tempo de vínculo com a escola, mais circulação de linguagens, mais oportunidades para que o estudante descubra habilidades, encontre um lugar e siga aprendendo.
Um dos exemplos mais visíveis desse alcance foi o Festival Educarte – Conectando Talentos, realizado em 2024 e 2025. Na edição do ano passado, 56 projetos estudantis foram selecionados em cinco eixos — Música, Fanfarra, Dança, Teatro e Artes Visuais —, com premiação total de R$ 30 mil.
O festival ajudou a dar visibilidade ao que já vinha sendo construído nas escolas e mostrou que o projeto não se resume à atividade complementar: passou a ocupar espaço na vida escolar e na agenda da educação pública estadual.
Segundo a secretária de Estado de Educação, Flavia Emanuelle, a expansão do Educarte acompanha uma linha de trabalho que a Seduc vem sustentando desde a implantação da iniciativa, e os resultados têm sido percebidos ao longo da trajetória dos estudantes na Educação Básica.
“Temos verificado que os estudantes matriculados no Educarte têm apresentado bons resultados ao longo da trajetória na Educação Básica desde a implantação do projeto”, diz.
Para a secretária, o alcance do programa não está apenas na participação dos alunos nas oficinas, mas também no reflexo que esse percurso pode produzir na própria aprendizagem.
“Quando a escola oferece ao estudante outras possibilidades de aprendizado, ele apresenta melhor desempenho em sala de aula. O Educarte respeita a fase e a modalidade em que cada aluno está inserido, mas trabalha para que esse desenvolvimento seja concreto na proficiência e na trajetória escolar”, completa.
Flavia Emanuelle reforça que, ao ampliar o número de escolas atendidas, a Seduc reforça o Educarte como uma política que ganhou corpo na rede. “O projeto cresceu porque houve a decisão de mantê-lo vivo, ampliar o alcance e transformar o contraturno em tempo de formação. Hoje, esse investimento já chega a mais da metade das escolas estaduais de Mato Grosso”, pontua.
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