O governador Mauro Mendes se reuniu, nesta quinta-feira (12.6), com a trading global Sumitomo Corporation, que já investe em Mato Grosso e adquiriu a empresa Agro Amazônia, como forma de ampliar seu campo de atuação no Estado.
Yujiro Okuni, um dos CEOs do grupo, informou que há interesse da empresa em expandir suas atividades no Estado, pela capacidade de crescimento de Mato Grosso. De acordo com ele, os números de Mato Grosso são promissores e o investimento no setor de bioenergia já está sendo analisado pelo grupo.
“Estamos estudando essa possibilidade para investir no setor e fundir os projetos já existentes”, afirmou.
Mauro Mendes explicou que o Governo “está aberto para ajudar com informações, para que a empresa possa ampliar suas atividades no estado, seja no setor que já exerce atividade, como também no de biodiesel e bioenergia”.
Durante a reunião, o governador também informou que o Estado recebeu o certificado mundial de livre de aftosa sem vacinação. “Queremos ampliar as nossas exportações de carne bovina e o Japão é um mercado com grande potencial e que pode se beneficiar do que produzimos. Oferecemos uma carne de qualidade e com preço mais acessível do que países como a Austrália, por exemplo, que é um dos mercados do Japão atualmente”, pontuou ele.
Para o governador, as relações comerciais entre Mato Grosso e o Japão podem contribuir para ampliar as exportações a médio e longo prazo.
“Somos um Estado com uma população de cerca de 3,7 milhões de pessoas e temos uma produção de 34 milhões de cabeças de gado. Precisamos ampliar nosso alcance e, com isso, ajudar no desenvolvimento econômico de Mato Grosso”, ressaltou.
Também participaram da reunião os deputados estaduais Beto Dois a Um e Ondanir Bortolini (Nininho), os secretários Fábio Garcia (Casa Civil), Laice Souza (Comunicação), Rogério Gallo (Fazenda), Basílio Bezerra (Planejamento), César Roveri (Segurança Pública) e David Moura (Cultura, Esporte e Lazer). O procurador de Contas Alisson Alencar, também esteve presente na reunião, além do ajudante de ordens Ricardo Mendes e a Diretora Internacional da Ásia, Ariana Guedes.
Sumitomo Corporation
Com presença em 60 países, o grupo tem 70 filiais no Brasil, sendo 30 delas em Mato Grosso. No Estado, o grupo conta com 1.400 funcionários diretos em fábrica de fertilizantes, indústria de beneficiamento de sementes, estação experimental de 52ha e centro de distribuição de 15 mil m2, em Cuiabá.
O foco atual da Sumitomo é em sustentabilidade, inovação tecnológica, governança corporativa e expansão internacional, especialmente no agronegócio e energia limpa
A proposta apresentada pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), de R$ 30 milhões pela aquisição do prédio do Hospital Estadual Santa Casa foi considerada apta pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT). Com isso, a Justiça definiu que esse valor passa a ser a referência mínima para a continuidade do processo.
“A decisão da Justiça de aceitar a proposta do Estado confirma esse caminho de responsabilidade na condução do processo. A Santa Casa é um patrimônio do povo cuiabano e vai continuar sendo. O Estado vai manter a operação, garantir os serviços essenciais e seguir trabalhando para melhorar a gestão e adequar a estrutura para atender melhor à população”, declarou o governador Otaviano Pivetta.
O Governo já havia recebido o aceite formal da Comissão de Credores da antiga Santa Casa para o valor proposto, que permitirá o pagamento das dívidas trabalhistas. Inicialmente, o Estado anunciou uma proposta de R$ 25 milhões à vista, mas, após diálogo com os credores, aumentou a oferta para R$ 30 milhões, também à vista.
“Somando o valor da proposta aos demais recursos já transferidos para a utilização do imóvel desde 2019, o total chega a cerca de R$ 65 milhões. É um esforço do Governo para manter o atendimento no Hospital Estadual Santa Casa, unidade que é tão importante para a nossa população”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
O próximo passo do processo será a publicação de um edital, com prazo de 15 dias, para que outros interessados possam apresentar propostas superiores. Caso não haja oferta superior, a venda poderá seguir com base na proposta já feita pelo Estado.
A decisão da Justiça Trabalhista também esclarece que a venda envolve apenas o imóvel e não inclui equipamentos, móveis ou outros bens existentes no complexo hospitalar. Além disso, foi determinada uma apuração específica para identificar e avaliar eventuais bens móveis de alto valor que ainda pertençam à instituição.
Segundo a decisão, o objetivo é dar andamento ao processo de forma prática e transparente, buscando uma solução mais rápida para o pagamento dos trabalhadores que aguardam, há anos, a quitação de seus créditos.
No dia em que anunciou a primeira proposta, em fevereiro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) disponibilizou um plano operativo para a unidade com seis eixos: home care e desospitalização; cuidados paliativos; central de diagnóstico; ampliação de serviços existentes (oncologia e nefrologia); hospital-dia, cirurgia geral e ambulatórios especializados; e o Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
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