A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na tarde desta quinta-feira (26.6), a Operação “Impetus Osmar Cabral”, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão na residência de suspeitos envolvidos com o tráfico de drogas e associação para o tráfico na região do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá.
Ao todo, foram cumpridas cinco ordens judiciais, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Cinco pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas. Durante o cumprimento dos mandados, foram encontrados entorpecentes em posse dos investigados.
Durante as investigações, verificou-se que diversas residências vinham sendo utilizadas como pontos estratégicos para o armazenamento e a distribuição de entorpecentes, bem como a movimentação típica de traficância, associada à presença de pichações com referências à uma facção criminosa.
Na ação, foram ainda apreendidos sustâncias análogas a drogas, embaladas em trouxinhas e dinheiro em notas de pequeno valor, característicos de comércio de entorpecentes. Todo material apreendido será submetido à análise em continuidade às investigações.
A Operação Impetus Osmar Cabral está dentro da operação Inter Partes e integra o planejamento da Polícia Civil no programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, para o combate à atuação de facções criminosas no Estado.
A ação também é parte integrante da Operação Narke 4, coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Diopi/Senasp/MJSP), em alusão à semana que se celebra o Dia Internacional de Combate às Drogas”, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 26 de junho, para conscientizar a sociedade sobre os impactos das drogas, em parceria com as Denarc dos demais estados brasileiros.
A Polícia Civil reforça a política de repressão ao crime organizado e orienta a população sobre a importância de realizar denúncias, que podem ser feitas via Disque 181 e 197.
A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).
O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.
“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.
A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.
“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.
“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.
Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.
Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.