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Mato Grosso se antecipa e constrói plano estratégico para inteligência artificial alinhado ao cenário nacional

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Mato Grosso está se posicionando entre os estados pioneiros na formulação de um Plano Estratégico de Inteligência Artificial (IA), iniciativa conduzida pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) em articulação com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), universidades, setor produtivo e órgãos públicos.

O objetivo é assegurar que o estado não apenas acompanhe, mas se insira de forma estratégica e soberana na transformação tecnológica que já atinge áreas como educação, saúde, segurança, meio ambiente, agronegócio, logística, serviços públicos, dentre outros.

A discussão, que já vinha sendo amadurecida desde o ano passado, ganhou força nesta terça-feira (1º.7), durante o Workshop do Plano Estratégico de IA, onde o grupo de trabalho apresentou o andamento das ações e abriu o debate para novas instituições e especialistas. O evento foi realizado nesta hoje (1º), em Cuiabá, na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

A iniciativa está conectada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), com foco na realidade mato-grossense, considerando as vocações regionais e as particularidades locais.

“Não é aceitável que um estado como o Mato Grosso, que tem grandes desafios e também enormes oportunidades no meio ambiente, no agro e na logística, não seja protagonista no uso de IA para resolver ou potencializar essas áreas. Precisamos ter a ousadia de nos posicionar na vanguarda onde somos relevantes”, afirmou durante o workshop Cristiano Torezzan, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que integra a equipe técnica responsável pela elaboração do plano estadual.

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Segundo Rodrigo Bruno Zanin, secretário adjunto de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci, a proposta não é apenas criar um documento, mas construir uma política de Estado. “Essa não é uma política apenas da Secretaria. É do Estado de Mato Grosso, construída de forma coletiva, com quem quiser participar do projeto. A inteligência artificial virou realidade em várias áreas, não é mais tendência. Precisamos evitar ações isoladas e fragmentadas”, destacou.

Até o momento, o grupo de trabalho concluiu três etapas: o mapeamento do cenário estadual, uma análise detalhada de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças (SWOT), além da definição de missão, visão e valores que nortearão as decisões estratégicas.

O plano aponta desafios como a falta de infraestrutura de alto desempenho (incluindo supercomputadores e Graphics Processing Unit, os GPUs) e a escassez de profissionais capacitados na área. Por outro lado, identifica oportunidades como o investimento em um supercomputador já em andamento, a possibilidade de criação de um observatório estadual de IA e o potencial de consolidar centros de excelência em áreas estratégicas para o Estado.

Entre as ações previstas estão investimentos em infraestrutura tecnológica, programas de capacitação e estímulo à pesquisa aplicada, incentivo à inovação no setor privado e a criação de uma política regulatória para o uso ético e seguro da IA. A ideia é organizar esforços para atrair recursos, evitar desperdícios e garantir que Mato Grosso conquiste protagonismo nas áreas em que tem força.

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“Se a gente não se organizar, vai ficar cada um resolvendo os gargalos separadamente. Precisamos ter um plano para não desperdiçar recursos, garantir resultados consistentes e coletivamente”, ressaltou Zanin.

O próximo passo é finalizar o documento-base do Plano Estratégico de IA e disponibilizá-lo para consulta pública antes de enviá-lo à Assembleia Legislativa. A expectativa é que a construção coletiva não apenas qualifique o debate técnico, mas também atraia o interesse do setor privado, fundamental para desenvolver soluções locais, fomentar startups e garantir que a IA seja um instrumento de desenvolvimento sustentável, inclusão digital e justiça social no Estado.

PBIA em números

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) prevê R$ 23,23 bilhões em investimentos entre 2025 e 2029. Até maio deste ano, 31% das ações estavam concluídas ou em andamento, enquanto 48% devem ser lançadas ainda no segundo semestre de 2025. Os recursos nacionais contemplam infraestrutura, formação de profissionais, modernização de serviços públicos e estímulo à inovação. Esses números sinalizam uma janela de oportunidade para Mato Grosso se inserir de forma competitiva no cenário nacional.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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