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Simpósio técnico sobre avicultura reunirá especialistas e produtores

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Entre os dias 5 e 7 de agosto, Florianópolis será o ponto de encontro de profissionais, pesquisadores, empresários e estudantes ligados à cadeia produtiva da avicultura. A capital catarinense sediará o 15º Simpósio Técnico de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição, promovido pela Associação Catarinense de Avicultura, consolidando-se como um dos eventos mais relevantes do setor no Brasil.

O simpósio acontecerá no CentroSul, com uma programação presencial que promete três dias de intensos debates sobre inovação, desafios sanitários, nutrição e gestão na avicultura moderna. O evento tem como objetivo atualizar conhecimentos técnicos e promover a troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

A abertura oficial será no dia 5 de agosto, às 19h30, e contará com uma palestra de destaque nacional sobre as transformações no agronegócio e o papel estratégico da avicultura no cenário brasileiro e global. Em seguida, haverá uma solenidade e um coquetel de confraternização oferecido por uma das patrocinadoras do encontro.

Três grandes eixos técnicos:

A programação foi estruturada em três blocos temáticos distintos, refletindo os principais desafios e tendências da avicultura:

  • Incubação e saúde intestinal (5/08):
    O primeiro dia inclui um pré-simpósio promovido por uma empresa do setor de saúde animal e uma série de palestras voltadas à prevenção de riscos invisíveis no trato intestinal das aves, com destaque para abordagens inovadoras no combate às micotoxinas.

  • Sanidade e biosseguridade (6/08):
    O segundo dia será dedicado ao controle sanitário e à proteção dos plantéis. Estão previstas exposições sobre doenças virais emergentes, atualizações da situação da influenza aviária no mundo, estratégias de biosseguridade e fatores que influenciam a mortalidade embrionária.

  • Manejo e gestão de pessoas (7/08):
    Encerrando a programação, o foco será voltado ao ambiente de produção e à capacitação de equipes. Os temas incluem liderança técnica, modernização de equipamentos para matrizes e uma mesa-redonda técnica com especialistas, reunindo os principais aprendizados do evento.

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A realização do evento em Florianópolis reforça a posição de Santa Catarina como referência na produção avícola, tanto no mercado interno quanto nas exportações. O estado tem papel central na cadeia produtiva nacional e investe continuamente em tecnologia, biosseguridade e qualificação profissional.

As inscrições estão abertas no site www.simposioacav.com.br

Fonte: Pensar Agro

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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