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TCP registra alta de 71% na cabotagem e bate recorde histórico na movimentação de contêineres no primeiro semestre de 2025

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As operações de cabotagem — transporte marítimo costeiro entre portos do mesmo país — tiveram um crescimento expressivo na TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá. No primeiro semestre de 2025, a movimentação atingiu 44.714 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), um aumento de 71% em comparação aos 26.094 TEUs do mesmo período em 2024.

A gerente comercial de armadores e inteligência de mercado da TCP, Carolina Merkle Brown, destaca que “a cabotagem é uma solução logística sustentável, confiável e com custos competitivos. Desde que os serviços foram retomados no início de 2024, temos observado crescente interesse e volumes maiores, o que reforça a eficiência do modal e sua integração na cadeia logística de importadores e exportadores que operam pelo Terminal.”

No acumulado até junho, as importações por cabotagem somaram 21.714 TEUs, os transbordos (transferência de contêineres entre navios) atingiram 17.603 TEUs, e as exportações, 5.227 TEUs. Foram realizadas 20 atracações de navios para cabotagem no semestre, média superior a três por semana, garantindo agilidade e pontualidade para atender exportadores, importadores, indústrias e comércios da região Sul.

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Atualmente, a TCP oferece dois serviços de cabotagem, que vêm reforçando a capacidade operacional do Terminal e o fluxo ágil de cargas no Paraná e estados vizinhos.

TCP bate recorde histórico na movimentação total de contêineres

No geral, o Terminal de Contêineres de Paranaguá alcançou novo recorde no primeiro semestre de 2025, com a movimentação de 803.041 TEUs, um crescimento de 3% em relação aos 780.460 TEUs movimentados em igual período do ano passado.

Destaque para a operação de contêineres refrigerados — ou reefers, utilizados em carnes e produtos congelados — que chegou a 69.290 unidades, crescimento de 7% frente às 64.641 unidades de 2024.

O número de atracações de navios também bateu recorde, com 526 embarcações recebidas, somando operações de longo curso e cabotagem, alta de 3% em relação ao semestre anterior.

Operações ferroviárias seguem em expansão

O balanço do semestre ressalta ainda o aumento nas operações ferroviárias no Terminal. O número de trens que encostaram para carga e descarga cresceu 9%, totalizando 667 chegadas em comparação com 611 no mesmo período do ano anterior.

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A movimentação de contêineres via ferrovia também avançou, atingindo 53.155 unidades, um incremento de 2.753 TEUs em relação a 2024, reforçando a importância da multimodalidade no escoamento das cargas.

Os resultados da TCP no primeiro semestre de 2025 mostram não apenas a consolidação da cabotagem como alternativa logística eficiente e sustentável, mas também o crescimento consistente da movimentação total de contêineres e do transporte ferroviário. Estes números refletem o fortalecimento da infraestrutura portuária e a maior integração das cadeias produtivas regionais e nacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de suco de laranja encerram safra 2025/26 com receita 30% menor apesar de volume estável

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As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/26 com volume praticamente estável, mas registraram forte queda na receita em consequência da retração da demanda global e do recuo dos preços internacionais. Os embarques totalizaram 746,9 mil toneladas de FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice) equivalente, alta de apenas 0,2% em relação às 745,7 mil toneladas exportadas na safra anterior.

Em contrapartida, a receita cambial caiu cerca de 30%, passando de US$ 3,42 bilhões na temporada 2024/25 para US$ 2,38 bilhões na safra 2025/26. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes às exportações realizadas pelo Porto de Santos, compilados pela CitrusBR.

Segundo a entidade, o resultado reflete um cenário de ajuste do mercado internacional após o período de preços elevados registrado nas últimas safras.

Demanda enfraquecida reduz receita das exportações

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, os elevados preços praticados nas últimas temporadas levaram muitos consumidores a substituírem o suco de laranja por bebidas mais acessíveis. Além disso, problemas de qualidade provocados pelas condições climáticas adversas e pelo avanço do greening também influenciaram o comportamento da demanda mundial.

Esse conjunto de fatores provocou uma forte correção nas cotações internacionais, reduzindo significativamente o faturamento do setor exportador brasileiro, mesmo com o volume embarcado praticamente inalterado.

Estados Unidos assumem liderança entre os compradores

A principal mudança na geografia das exportações ocorreu no mercado norte-americano.

Os Estados Unidos ultrapassaram a União Europeia e se consolidaram como o maior destino individual do suco de laranja brasileiro durante a safra 2025/26.

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As importações norte-americanas alcançaram 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, crescimento de 16,3% na comparação com as 305,8 mil toneladas registradas na temporada anterior. Com isso, o país passou a responder por quase 48% de todo o volume exportado pelo Brasil, ante aproximadamente 40% na safra passada.

Apesar do aumento dos embarques, a receita obtida com as vendas aos Estados Unidos recuou 20,6%, totalizando cerca de US$ 1,08 bilhão, reflexo direto da queda dos preços internacionais.

União Europeia perde participação nas exportações

Historicamente principal destino do suco brasileiro, a União Europeia registrou retração tanto em volume quanto em receita.

As exportações para o bloco caíram 10,9%, passando de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente. O faturamento recuou aproximadamente 38%, encerrando a safra em cerca de US$ 1,11 bilhão.

Com esse desempenho, a participação da União Europeia no total exportado diminuiu de aproximadamente 50% para cerca de 45%, abrindo espaço para o avanço dos Estados Unidos e de outros mercados internacionais.

China amplia compras

A China apresentou um dos melhores desempenhos entre os principais destinos do suco brasileiro.

As importações cresceram 26% na safra 2025/26, passando de 20,1 mil para 25,5 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita acompanhou esse avanço de forma mais moderada, registrando alta de 1% e atingindo aproximadamente US$ 70,3 milhões.

O resultado reforça o potencial do mercado chinês como um dos principais vetores de crescimento das exportações brasileiras nos próximos anos.

Japão registra maior queda entre os principais mercados

O mercado japonês apresentou a retração mais significativa da temporada.

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O volume embarcado caiu 28,6%, recuando de 20,1 mil para 14,3 mil toneladas de FCOJ equivalente.

A receita sofreu impacto ainda maior, com queda de 45,9%, totalizando aproximadamente US$ 58,9 milhões. O resultado foi consequência da combinação entre menor demanda e redução dos preços praticados naquele mercado.

Exportações seguem abaixo dos níveis históricos

Os números da safra 2025/26 confirmam que o setor ainda opera abaixo dos volumes registrados na última década.

Entre as safras 2014/15 e 2023/24, o Brasil exportou frequentemente volumes próximos ou superiores a 1 milhão de toneladas de FCOJ equivalente. Nas duas últimas temporadas, porém, os embarques permaneceram abaixo de 750 mil toneladas, refletindo os desafios enfrentados pela citricultura nacional.

Apesar disso, o país mantém a liderança global nas exportações de suco de laranja, abastecendo os principais mercados consumidores do mundo.

Perspectivas para o setor

O desempenho da próxima safra dependerá da recuperação da demanda internacional, da evolução dos preços globais e das condições da produção brasileira.

Além do comportamento do consumo, o setor continuará monitorando os impactos do greening, considerado atualmente o principal desafio fitossanitário da citricultura, e das condições climáticas sobre a produtividade dos pomares.

A expectativa do mercado é que uma combinação entre maior oferta, estabilização dos preços e retomada gradual da demanda internacional contribua para melhorar o desempenho das exportações brasileiras nas próximas temporadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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