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Bolsas da China e Hong Kong avançam com expectativa de extensão de trégua comercial com os EUA

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As principais bolsas da China e de Hong Kong encerraram o pregão desta segunda-feira (11) em alta, impulsionadas pelo otimismo em torno de uma possível prorrogação da trégua comercial entre Estados Unidos e China. O movimento ocorreu apesar de novos dados econômicos apontarem para pressões deflacionárias persistentes na segunda maior economia do mundo.

Mercados fecham em alta na China

Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,34%, fechando a 3.647 pontos – o maior patamar desde 16 de dezembro de 2021. Já o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,43%, para 4.122 pontos.

O desempenho positivo foi liderado pelo setor de bebidas, que disparou 2,5%, e pelas ações ligadas à inteligência artificial, que registraram alta de 1,8%.

Hong Kong acompanha tendência

O índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,19%, encerrando o dia aos 24.906 pontos, em meio à expectativa de que o prazo de 12 de agosto para a trégua comercial seja novamente prorrogado, após negociações anteriores realizadas em Estocolmo.

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Dados econômicos preocupam

Apesar da alta nas bolsas, o sentimento no mercado ainda é cauteloso. Dados divulgados no fim de semana mostraram que os preços de fábrica caíram mais do que o esperado, reforçando os sinais de que a economia chinesa enfrenta dificuldades para superar as pressões deflacionárias.

Desempenho de outros mercados asiáticos
  • Tóquio: bolsa fechada no dia.
  • Seul (Kospi): queda de 0,10%, a 3.206 pontos.
  • Taiwan (Taiex): alta de 0,48%, a 24.135 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): recuo de 0,17%, a 4.232 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): alta de 0,43%, a 8.844 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo descarta reduzir tarifa do etanol dos EUA em negociação comercial e defende proteção ao setor brasileiro

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O governo federal descartou a possibilidade de reduzir a tarifa de importação do etanol produzido nos Estados Unidos como parte das negociações envolvendo as tarifas de 25% recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para produtos brasileiros.

A informação foi confirmada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias, que afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o tema não faça parte das atuais negociações comerciais entre os dois países.

A declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) sugerir ao governo norte-americano um acordo para zerar, de forma recíproca, as tarifas sobre etanol e açúcar. Questionado sobre essa possibilidade, o ministro reiterou que o assunto está fora da pauta oficial do governo brasileiro.

Etanol é considerado estratégico para o agronegócio brasileiro

Segundo Elias, uma eventual abertura do mercado brasileiro ao etanol norte-americano poderia provocar impactos significativos na cadeia produtiva nacional, especialmente na Região Nordeste, onde a produção do biocombustível possui forte importância econômica e social.

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De acordo com o ministro, qualquer mudança nas tarifas do etanol precisa considerar toda a cadeia sucroenergética, evitando prejuízos à competitividade da produção brasileira.

Além disso, ele destacou que o açúcar brasileiro enfrenta uma sobretaxa próxima de 100% para entrar no mercado dos Estados Unidos, tornando inviável discutir apenas o etanol sem abordar também as barreiras impostas ao açúcar.

Açúcar também entra na pauta das negociações

O governo brasileiro defende que os mercados de etanol e açúcar sejam tratados de forma conjunta, já que ambos pertencem à mesma cadeia produtiva.

Para o MDIC, negociar exclusivamente o etanol poderia criar desequilíbrios comerciais e comprometer setores estratégicos da agroindústria brasileira, principalmente os produtores de cana-de-açúcar e as usinas instaladas nas regiões Norte e Nordeste.

USTR cita fim da reciprocidade tarifária

No documento que recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o USTR mencionou como um dos fatores o encerramento da política de reciprocidade tarifária no comércio de etanol entre Brasil e Estados Unidos.

Desde 2023, o Brasil voltou a cobrar uma tarifa de 18% sobre as importações de etanol norte-americano, encerrando o acordo bilateral que vigorava desde 2010.

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Segundo dados citados pelo governo americano, após a retomada da cobrança da tarifa brasileira, as exportações de etanol dos Estados Unidos para o Brasil registraram queda de aproximadamente 87% em valor na comparação com o pico observado em 2018.

Cenário segue em negociação

Apesar das discussões comerciais entre os dois países, o governo brasileiro reforça que não pretende flexibilizar a política tarifária do etanol de forma isolada. A posição oficial é manter a defesa da cadeia sucroenergética nacional e buscar negociações que contemplem tanto o etanol quanto o açúcar, preservando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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