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Prazo para entrega do Imposto Territorial Rural (DITR 2024) começa em 11 de agosto

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Início do prazo para envio do DITR 2024

O prazo para envio das Declarações do Imposto Territorial Rural (DITR 2024) começa nesta segunda-feira, 11 de agosto, às 8h. Proprietários, titulares de domínio útil e possuidores de imóveis rurais em todo o Brasil têm até as 23h59 do dia 30 de setembro para realizar o envio.

Nova plataforma online facilita o preenchimento

Uma das novidades deste ano é o serviço web desenvolvido pelo Serpro para a Receita Federal, que permite preencher a declaração sem a necessidade de baixar o programa gerador. O preenchimento pode ser feito diretamente no Portal de Serviços da Receita Federal, na opção “Minhas Declarações do ITR”.

A diretora de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro, Ariadne Fonseca, destaca que a declaração pode ser iniciada, pausada e retomada a qualquer momento, de qualquer dispositivo com acesso à internet, utilizando apenas o login do gov.br. Essa inovação torna o processo mais acessível, inclusive para contribuintes com menor familiaridade tecnológica.

Monitoramento e suporte técnico durante o período

O Serpro realizará monitoramento contínuo das entregas por meio de uma sala de acompanhamento, que analisará indicadores e métricas para ajustar a infraestrutura se necessário, garantindo o bom funcionamento do sistema até o fim do prazo.

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Como é feito o cálculo do imposto

O valor do ITR é calculado conforme o tamanho da propriedade e o grau de utilização da terra. Propriedades maiores pagam imposto maior, porém, quanto mais produtiva a área — seja para agricultura ou pecuária — menor será a tributação.

Além disso, áreas com proteção ambiental ou cobertas por florestas estão excluídas do cálculo do imposto. Também estão isentos imóveis rurais pequenos, desde que o proprietário não tenha outras propriedades rurais ou urbanas, e terrenos de instituições sem fins lucrativos de educação e assistência social, desde que usados em suas atividades-fim.

Obrigatoriedade para posse e transferência

A obrigação de declarar o ITR também atinge pessoas físicas e jurídicas que, entre 1º de janeiro de 2025 e a data da entrega da declaração do próximo ano, perderam a posse ou o direito de propriedade em função de transferência ou incorporação do imóvel rural.

Por fim, o pagamento do imposto é condição indispensável para a venda do imóvel rural ou para obtenção de financiamentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño em 2026 deve aumentar pressão de pragas e reforça uso de controle biológico no agronegócio

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O possível retorno do fenômeno El Niño em 2026 já acende alerta no agronegócio brasileiro. O evento climático tende a intensificar a instabilidade das safras, alterando regimes de chuva e temperatura e, consequentemente, elevando a pressão de pragas e doenças nas principais regiões produtoras do país.

Projeções meteorológicas indicam alta probabilidade de formação do fenômeno a partir do segundo semestre de 2026, com impactos distintos entre as regiões produtoras: excesso de chuvas no Sul, estiagens no Norte e Nordeste e variações térmicas no Centro-Oeste e Sudeste.

Condições climáticas favorecem aumento da pressão de pragas agrícolas

Segundo especialistas, o cenário típico do El Niño cria condições favoráveis à rápida multiplicação de insetos-praga, especialmente em sistemas de produção mais intensivos.

De acordo com a doutora em Entomologia pela ESALQ/USP e CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola, o aumento de temperatura e o estresse hídrico aceleram o ciclo biológico de pragas importantes no campo.

Entre os principais riscos estão o avanço da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e da lagarta Spodoptera frugiperda, além do aumento da pressão de outras espécies em diferentes culturas.

Soja e milho devem enfrentar maior risco de pragas no cenário de El Niño

Na cultura da soja, especialistas apontam maior incidência de lagartas desfolhadoras, como falsa-medideira e Helicoverpa, além de mosca-branca e percevejos.

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Em anos de El Niño, o ambiente mais quente e úmido favorece o crescimento populacional desses insetos, ampliando o potencial de danos econômicos e elevando os custos de manejo fitossanitário.

No milho, a combinação entre estresse climático e instabilidade hídrica também tende a intensificar a pressão de pragas-chave, exigindo maior atenção do produtor rural.

Controle biológico ganha protagonismo no Manejo Integrado de Pragas

Diante do cenário de maior risco fitossanitário, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com base em soluções biológicas ganha força como estratégia central nas lavouras brasileiras.

O uso de bioinsumos permite maior seletividade no controle de pragas, preservação de inimigos naturais e redução da dependência de inseticidas químicos, contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Macrobiológicos e baculovírus ampliam eficiência no controle de pragas

Entre as tecnologias biológicas disponíveis, o uso de macrobiológicos tem se destacado no controle de percevejos, especialmente em lavouras de soja.

Soluções como o Defender Soy, desenvolvido com a microvespa Telenomus podisi, atuam no controle de ovos do percevejo-marrom (Euschistus heros), interrompendo o ciclo da praga antes que ela atinja o estágio de maior dano econômico.

No controle de lagartas, bioinseticidas à base de baculovírus vêm ganhando espaço, especialmente em áreas com resistência a inseticidas convencionais. Produtos da linha Destroyer são utilizados no manejo de espécies como Spodoptera frugiperda, falsa-medideira e Helicoverpa.

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Soluções integradas ampliam eficiência operacional no campo

Tecnologias combinadas, como Defender Duo e Defender Triple, permitem o controle simultâneo de diferentes pragas, ampliando o espectro de ação e otimizando operações de manejo.

Esse tipo de estratégia contribui para maior eficiência operacional, redução de aplicações químicas e melhor aproveitamento das áreas produtivas.

Crescimento dos bioinsumos reforça mudança no modelo produtivo

A Life Biological Control destaca que atualmente detém o maior portfólio de produtos à base de baculovírus no mercado brasileiro, acompanhando a expansão do uso de bioinsumos no país.

Com sede em Piracicaba (SP), a empresa registrou crescimento superior a 200% nas vendas nos últimos 12 meses, impulsionado pela adoção crescente de tecnologias biológicas e pelo avanço do Manejo Integrado de Pragas.

Sustentabilidade e resiliência ganham peso na estratégia do produtor

Em um cenário de maior instabilidade climática, especialistas apontam que o controle biológico deve deixar de ser apenas uma alternativa complementar para se tornar parte central da estratégia de manejo nas propriedades rurais.

A tendência é que sistemas produtivos mais resilientes, baseados em tecnologia, monitoramento e bioinsumos, ganhem protagonismo na busca por eficiência produtiva e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio pragas_agro

Fonte: Portal do Agronegócio

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