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Soja e milho: preços recuam em julho, mas exportações seguem firmes no Brasil

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O mais recente boletim do RaboResearch Food & Agribusiness aponta que julho foi marcado por oscilações nos preços da soja e do milho no Brasil, influenciadas pela ampla oferta e pelo avanço da colheita da safrinha. Apesar das quedas pontuais, o cenário geral mantém indicadores positivos para o ano.

Preços da soja recuam, mas média anual se mantém positiva

Em julho, os preços da soja no mercado interno caíram 2% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, no acumulado de janeiro a julho, a média recebida pelos produtores está 2% acima do registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Milho sofre pressão com safra recorde

O milho apresentou queda de 4% nos preços pagos ao produtor na comparação com junho. O recuo é atribuído à safra recorde e ao ritmo acelerado da colheita da segunda safra. O RaboResearch estima a produção total brasileira em 139 milhões de toneladas, beneficiada por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras.

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Exportações: soja desacelera e milho dispara

Em junho de 2025, o Brasil exportou 13,4 milhões de toneladas de soja, volume 5% inferior ao de maio e 4% menor que o de junho de 2024. Ainda assim, o acumulado do ano está 1% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

No caso do milho, as exportações atingiram 0,4 milhão de toneladas, um salto de 849% frente ao mês anterior. Apesar desse avanço expressivo, o acumulado do ano ainda é 22% inferior ao de 2024.

Clima favorece a produtividade

Chuvas acima da média ajudaram a compensar preocupações iniciais com o plantio tardio da safrinha. Regiões como Mato Grosso, Goiás, Paraná e Maranhão registraram índices pluviométricos que garantiram bom desenvolvimento das lavouras, elevando a proporção de áreas classificadas como “boas” ou “excelentes”.

Panorama e perspectivas

Com a colheita da safrinha avançando rapidamente e o clima colaborando, as projeções para o restante de 2025 indicam manutenção de alta oferta de grãos no mercado interno. O ritmo de exportações, sobretudo de soja, seguirá como fator-chave para formação de preços no segundo semestre.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo do Brasil reconhece ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação da cultura nacional

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que reconhece o ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação da cultura nacional. O anúncio ocorreu, na última quarta-feira (10/6), em Brasília, durante cerimônia promovida pelo Governo do Brasil em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente. 

A nova legislação reconhece oficialmente a relevância histórica, social, econômica e cultural da atividade desenvolvida por milhares de mulheres nos estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins. A medida reforça a importância da preservação dos saberes tradicionais, das práticas produtivas e das formas de organização social construídas ao longo de gerações pelas quebradeiras de coco babaçu. 

O reconhecimento representa um avanço na valorização dos povos e comunidades tradicionais, além de contribuir para a proteção dos territórios onde a atividade é desenvolvida. O trabalho envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco, além do aproveitamento de seus diversos subprodutos utilizados na alimentação, no artesanato e na produção de óleo, sabão, carvão vegetal, farinha e outros itens que geram renda e fortalecem as economias locais. 

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Para a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Edel Moraes, a sanção da lei representa um marco para a valorização dos conhecimentos tradicionais e para o reconhecimento do papel das mulheres na conservação dos territórios. 

“Ao reconhecer o ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação da cultura nacional, o Brasil reafirma o valor dos saberes tradicionais e da contribuição dessas mulheres para a proteção da sociobiodiversidade. É um reconhecimento da sua história, da sua resistência e do papel fundamental que desempenham na conservação dos territórios e na promoção do desenvolvimento sustentável”, comentou a secretária. 

Edel Moraes destacou ainda que a medida fortalece a atuação das comunidades tradicionais e contribui para garantir a continuidade de práticas transmitidas entre gerações. 

“Preservar os modos de vida das quebradeiras de coco babaçu é também proteger a floresta em pé, a segurança alimentar, a autonomia econômica das mulheres e um patrimônio cultural construído coletivamente ao longo de décadas”, complementou. 

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A nova lei também amplia a visibilidade da contribuição das quebradeiras para a conservação ambiental e para o uso sustentável dos recursos naturais. Ao reconhecer a atividade como patrimônio cultural brasileiro, o Estado fortalece instrumentos de proteção dos babaçuais e incentiva ações voltadas ao manejo sustentável e à garantia dos direitos das comunidades tradicionais. 

O reconhecimento das quebradeiras de coco babaçu integrou um conjunto de medidas socioambientais anunciadas pelo Governo do Brasil durante a cerimônia do Dia Mundial do Meio Ambiente. Entre as ações apresentadas estão iniciativas voltadas à restauração florestal, à ampliação de áreas protegidas, ao fortalecimento de políticas ambientais e à valorização dos povos e comunidades tradicionais. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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