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MMA discute conservação das zonas úmidas na COP15 da Convenção de Ramsar

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) integrou a delegação brasileira que participou da 15ª Conferência das Partes da Convenção de Ramsar sobre Zonas Úmidas (COP15), realizado entre os dias 23 e 31 de julho, em Victoria Falls, no Zimbábue. A participação no evento reafirmou o compromisso do governo federal com a implementação do tratado, do qual é signatário desde 1993, e destacou o papel estratégico do país na conservação e uso sustentável das áreas úmidas. 

O evento reuniu delegações de mais de 170 países para discutir estratégias globais para a conservação e o uso sustentável das áreas úmidas. Com o tema “Proteger Zonas Úmidas para o Nosso Futuro Comum”, a convenção buscou intensificar a restauração de zonas úmidas e estabelecer um Fundo Global de Restauração de Zonas Úmidas. A comitiva brasileira enfatizou o papel dos povos e comunidades tradicionais e das mulheres na agenda. 

O MMA coordenou a participação do Brasil nas discussões técnicas preparatórias e na conferência. Nas negociações, o país atuou em frentes como o reconhecimento dos golfinhos de rio e espécies migratórias consideradas importantes para a conservação, a interface com outras convenções internacionais e a articulação para o uso sustentável de áreas úmidas na América do Sul, entre outros pontos. 

A delegação brasileira foi composta por seis integrantes. A analista ambiental da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Tânia Maria de Souza, representou a pasta nas discussões. Participaram ainda membros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). 

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Entre os temas abordados nas sessões, estão as mudanças do clima e áreas úmidas; a conservação baseada em áreas (incluindo Sítios Ramsar e OECMs); a integração das zonas úmidas ao Marco Global da Biodiversidade; a valorização de pequenas áreas úmidas (small wetlands); o inventário de áreas úmidas e de carbono; a governança de áreas úmidas; as zonas úmidas e água doce; e as soluções baseadas na natureza para o manejo e a restauração desses ecossistemas. 

Na ocasião, foi aprovado o novo plano estratégico da Convenção para ser executado até a próxima COP da Convenção de Ramsar, que será realizada no Panamá, em 2028.  

Tânia Maria reconhece a importância da participação do país na convenção, tendo em vista a relevância das zonas úmidas para a biodiversidade e a regulação climática. “As áreas úmidas têm um potencial grande de absorção de gás carbônico. Então, são áreas são muito importantes para o equilíbrio climático”, disse. 

Áreas úmidas  

Áreas ou zonas úmidas são ecossistemas na transição entre ambientes terrestres e aquáticos, continentais ou costeiros, naturais ou artificiais, totalmente ou parcialmente alagados. Suas águas — doces, salobras ou salgadas — abrigam uma rica diversidade de espécies vegetais e animais adaptadas à variação do nível hídrico. 

De acordo com o “Inventário das Áreas Úmidas Brasileiras: Distribuição, ecologia, manejo, ameaças e lacunas de conhecimento”, divulgado em 2024, cerca de 20% do território brasileiro é coberto por áreas úmidas. O país reúne aproximadamente 12% da água doce do mundo. Somente o rio Amazonas é responsável por descarregar em torno de 20% de toda a água doce do planeta no oceano. 

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Em junho deste ano, o MMA recriou o Comitê Nacional das Zonas Úmidas, responsável por orientar políticas públicas de conservação de ecossistemas localizados entre ambientes terrestres e aquáticos (saiba mais aqui). Em 2024, o governo federal instituiu o Programa Nacional de Conservação e o Uso Sustentável dos Manguezais do Brasil (ProManguezal), que define diretrizes, eixos de implementação e linhas de ação para conservação, recuperação e uso sustentável dos manguezais. 

Convenção 

Atualmente, a Convenção conta com 172 nações – inclusive o Brasil. São ao todo, 2.544 sítios que somam cerca de 257 milhões de hectares em todo o mundo. O país registra atualmente 27 áreas úmidas, totalizando mais de 26 milhões de hectares. A Bacia do Rio Negro, localizada no Amazonas, é maior área úmida do mundo reconhecida pela Convenção de Ramsar. São 12 milhões de hectares na Amazônia, área corresponde ao tamanho da Corea do Norte.  

O país integra ainda iniciativas regionais da Convenção, como a Iniciativa Regional das Américas, Amazônica, Manguezais e Rio do Prata (confira a lista aqui).

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mapa destaca papel dos selos distintivos na valorização da produção rural durante a Feira Brasil na Mesa

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Os selos distintivos são certificações voltadas para os produtores rurais que objetivam o desenvolvimento, a valorização e a diferenciação na agricultura brasileira. Para tratar do tema, foi realizada a palestra “Chefs de Origem: Estratégia de Valorização dos Produtos de Origem e dos Pequenos Negócios”, durante a Feira Brasil na Mesa.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o coordenador-geral de Fomento à Agroindústria, Nelson Andrade, apresentou os selos distintivos sob a coordenação do Mapa.

“Os selos distintivos são certificações que comprovam origem, qualidade, autenticidade e conformidade com padrões específicos. Eles geram confiança, credibilidade e ajudam o consumidor a fazer escolhas mais conscientes”, explicou Nelson Andrade.

Os principais selos e certificações são: Boas Práticas Agropecuárias; Produção Integrada; Selo Arte; Selo Queijo Artesanal; Indicação Geográfica e Marcas Coletivas.

As Boas Práticas Agropecuárias (BPA) são um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas nas etapas da produção, processamento e transporte de produtos alimentícios e não alimentícios.

Já os selos Arte e Queijo Artesanal buscam trazer agregação de valor para produtos alimentícios artesanais de origem animal com características especiais e diferenciadas.

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As marcas coletivas são sinais distintivos utilizados para identificar produtos ou serviços provenientes de membros de uma entidade coletiva, possibilitando a diferenciação de mercado, a proteção jurídica e a valorização de produtos e serviços, sendo utilizadas por associações, cooperativas, sindicatos e outras entidades.

As Indicações Geográficas (IGs) são sinais que identificam a origem de um produto ou serviço quando determinada qualidade, reputação ou característica está vinculada à sua origem. Protegem a origem, a tipicidade e a reputação do produto. São duas modalidades: indicação de procedência, que considera a região reconhecida como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço; e denominação de origem, quando qualidade e características estão vinculadas a uma indicação geográfica.

São mais de 150 IGs para produtos da agricultura e da agropecuária brasileiras, principalmente de mel, própolis, carnes, pescados e derivados.

Durante a apresentação, Nelson destacou que o impacto dos selos vai além da certificação. “Eles fortalecem a origem, valorizam tradições e impulsionam o desenvolvimento do campo. Valorizam os produtos, evidenciam a cultura local, destacam a qualidade e a singularidade, valorizam a diversidade e fortalecem as agroindústrias”, salientou.

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O coordenador também ressaltou o papel das políticas públicas no apoio aos pequenos produtores. “Essas iniciativas são fundamentais para que o produtor consiga acessar mercados de forma estruturada, manter sua atividade e agregar valor ao que produz”, pontuou.

Ao final, representantes do Sebrae apresentaram o projeto “Chefes de Origem”, que busca a produção, a organização e o fornecimento qualificado por meio da conexão entre produtores locais e restaurantes, promovendo a transformação gastronômica e dando visibilidade aos pequenos produtores.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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