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Boletim do Cepea aponta queda nas exportações e instabilidade nos preços do suíno em julho de 2025

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Segundo o Boletim do Suíno divulgado pelo Cepea, apesar da estabilidade observada nos preços do suíno vivo durante a primeira quinzena de julho, quedas na segunda metade do mês resultaram em redução da média mensal em relação a junho. Esse comportamento foi predominante na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea.

Exportações brasileiras de carne suína recuam após desempenho histórico

Após alcançar o segundo melhor resultado histórico em junho, as exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e processados, registraram queda em julho. Esse recuo indica ajustes no mercado externo após o forte desempenho no mês anterior.

Poder de compra do suinocultor paulista melhora com queda nos preços de insumos

O poder de compra do suinocultor em São Paulo frente aos principais insumos da atividade — milho e farelo de soja — apresentou novo aumento em julho. O cereal acumula quatro meses consecutivos de valorização do poder de compra, enquanto o farelo de soja soma três meses em alta. Esse movimento está relacionado à desvalorização mais acentuada desses insumos no período.

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Competitividade da carne suína cai frente à carne bovina e de frango

A competitividade da carne suína em comparação com as carnes bovina e de frango diminuiu em julho, devido às desvalorizações mais significativas das carnes concorrentes. No mercado interno, a queda nos preços do suíno vivo não foi suficiente para estimular a demanda pelos cortes de carne suína.

Boletim do Suíno

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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