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Mercado de suínos mantém margens históricas e perspectiva positiva para o fim de 2025

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O relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, aponta que a suinocultura brasileira mantém margens históricas, sustentada por custos de produção baixos e preços atrativos do suíno vivo. Mesmo com uma leve acomodação das exportações em julho, o crescimento acumulado nos sete primeiros meses de 2025 foi expressivo, reforçando o bom momento do setor.

Preços do suíno vivo e custos de produção

Em julho, o preço médio ponderado do suíno vivo na Região Sul e em Minas Gerais registrou queda de 1%, sendo cotado a R$ 8,06/kg vivo. Já os custos de produção, medidos pela Embrapa, recuaram 2%, para R$ 5,90/kg. Com isso, o spread da atividade subiu para 27%, muito acima da média histórica de 2% nos últimos 10 anos. O indicador acumula 27 meses consecutivos no campo positivo, com destaque para os últimos 12 meses.

No início de agosto, houve reação nos preços, seguindo o movimento de outras proteínas. A meia carcaça suína no atacado paulista passou de R$ 11,60/kg no fim de julho para R$ 12,60/kg em 8 de agosto, retomando o patamar de 30 dias atrás.

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Exportações e preços internacionais

As exportações de carne suína in natura somaram 113 mil toneladas em julho, volume 7,5% menor que em junho de 2025 e 5,2% inferior a julho de 2024. Apesar da desaceleração, o acumulado do ano segue positivo, com alta de 14,7%.

O preço médio de exportação permaneceu firme, atingindo US$ 2.635 por tonelada, alta de 9,3% frente a um ano atrás. Esse desempenho elevou o spread das exportações para 48%, contra média de 39% desde 2014.

Custos da ração favorecem competitividade

O cenário para o custo do milho segue favorável, com a safrinha americana projetada para grande produção e baixa competitividade do cereal brasileiro no mercado externo, o que deve segurar a oferta no mercado interno e beneficiar setores consumidores. Essa condição tende a manter as margens da suinocultura atrativas, mesmo que não se repita a forte escalada dos preços registrada no ano passado.

Perspectivas para o mercado interno e externo

A tendência para o mercado interno indica suporte adicional vindo da carne bovina, cujo preço deve subir moderadamente, e competitividade maior para o frango, favorecido pela oferta elevada e exportações mais fracas nos últimos meses.

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No mercado externo, a diversificação de destinos garante resiliência ao setor, com destaque para crescimento nas vendas ao Japão, Coreia do Sul, Filipinas, Vietnã, Chile e México, entre outros países.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe Mariangela Hungria e celebra reconhecimento internacional da ciência brasileira

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la por ter sido eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pelo recebimento do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”.

Durante o encontro, o ministro destacou o orgulho do país pela projeção internacional alcançada pela cientista e pela contribuição de sua trajetória para a ciência brasileira e mundial.

“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo. É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, declarou o ministro.

Mariangela Hungria recebeu, em outubro de 2025, nos Estados Unidos, o World Food Prize em reconhecimento a mais de quatro décadas de pesquisas voltadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura. As tecnologias desenvolvidas pela cientista estão presentes hoje em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, reduzindo custos de produção e ampliando a sustentabilidade no campo. A pesquisadora estava acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

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Segundo a pesquisadora, a homenagem internacional representa também o trabalho acumulado ao longo de décadas pela ciência brasileira. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, afirmou.

Mariangela destacou ainda que a base científica construída ao longo de mais de 40 anos foi fundamental para consolidar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, explicou.

Em abril de 2026, Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100, que reúne as cem personalidades mais influentes do mundo. A pesquisadora foi destacada na categoria “Pioneiros”, dedicada a líderes responsáveis por avanços científicos e tecnológicos com impacto global. Seu trabalho com microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo permite reduzir o uso de fertilizantes químicos e gerar economia bilionária anual para a agricultura brasileira.

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Além do World Food Prize, a cientista também recebeu outras homenagens recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2025, e condecorações como a Medalha de Mérito Apolônio Salles, concedida pelo Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.

Há mais de quatro décadas na  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mariangela Hungria é membro da Academia Brasileira de Ciências e reconhecida em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas para uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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