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Governo Federal consulta indígenas e indigenistas para a construção do novo Planad

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Brasília, 14/08/2025 – Lideranças indígenas, representantes de organizações indigenistas e integrantes de diversos órgãos do Governo Federal se reuniram, na terça-feira (12), para consulta interinstitucional sobre as perspectivas dos povos originários na construção do novo Plano Nacional de Políticas sobre Drogas (Planad). O encontro, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), contou com cerca de cem pessoas, parte do grupo participou presencialmente, no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), e parte, on-line.

O encontro foi liderado pela Estratégia Nacional para Mitigação e Reparação dos Impactos do Tráfico de Drogas sobre Territórios e Populações Indígenas, da Senad, e seguiu as diretrizes de participação previstas na Resolução nº 13/2025 do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad). Entre os eixos de discussão priorizados pelos participantes estavam prevenção, redução de danos, acesso ao cuidado e aos sistemas de direitos e governança participativa.

Para a coordenadora da Estratégia Povos Indígenas na Política sobre Drogas da Senad, Lara Montenegro, o momento é histórico, visto que é a primeira vez que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) garante aos povos indígenas o direito à consulta durante o processo participativo de construção do Planad. “Ações eficientes de governo e culturalmente adequadas são concebidas a partir da escuta e do conhecimento das realidades locais, e estamos junto com as lideranças e organizações indígenas construindo esse caminho”, ressaltou.

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Nos debates, os participantes indígenas indicaram a criação de um eixo específico sobre direitos e medicinas naturais originárias e ressaltaram a importância de ampliar o escopo do novo Planad para contemplar os conhecimentos medicinais indígenas. O Cacique Ninawa Inu Hiuni kui reiterou que a “efetiva participação indígena é condição indispensável para que o Brasil construa políticas sobre drogas mais humanas, inclusivas e sustentáveis, que integrem ciência contemporânea e conhecimentos tradicionais para o bem-estar coletivo”.

Nas discussões, foram destacadas as vulnerabilizações a que os territórios estão sujeitos a partir da presença do tráfico e de outras atividades ilícitas, além de preocupações com os problemas associados aos usos prejudiciais de álcool e outras drogas nas comunidades e entre indígenas que vivem nas cidades. Entre as diversas propostas levantadas, foram apontadas a necessidade do reconhecimento das medicinas indígenas como estratégia de cuidado e fortalecimento dos conhecimentos dos povos para promoção do bem-viver.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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