Tribunal de Justiça de MT

Tribunal de Justiça reúne instituições para aprimorar e agilizar julgamentos de crimes contra a vida

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O Grupo de Trabalho para Acompanhamento do Mapa Nacional do Júri realizou nessa quarta-feira (13 de agosto) a primeira reunião de seus membros, na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com o objetivo de dar início às atividades para aprimoramento de todos os processos que envolvem o tratamento de crimes dolosos contra a vida, de competência de julgamento pelo Tribunal do Júri, desde a fase de inquérito policial até o julgamento popular.

O grupo de trabalho interinstitucional foi instituído pela Portaria TJMT/PRES 729/2025 e é composto por representantes da Presidência do TJMT, da Corregedoria-Geral de Justiça, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil, da Polícia Judiciária Civil e da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio da Secretaria Adjunta de Direitos Humanos.

Coordenador do grupo de trabalho, o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), Jorge Alexandre Martins Ferreira, explica quais as primeiras tarefas dos membros do grupo. “Nós chamamos todas essas instituições para que elas, no prazo de 60 dias, tragam o diagnóstico, cada um da sua instituição. Nós vamos identificar o tempo de duração dos processos, tempo de conclusão dos inquéritos. Aliado a esses diagnósticos, nós vamos propor melhorias para atacar os gargalos. Tudo isso para que a gente dê resposta à sociedade em prazos de julgamentos, porque nos crimes dolosos contra a vida nós temos entre as vítimas mulheres, crianças, idosos, pessoas hipervulneráveis. Então nós precisamos dar uma resposta para a sociedade”, assevera.

Auxiliar da Corregedoria-Geral do Ministério Público Estadual, o promotor de justiça Thiago de Souza Afonso da Silva, avalia positivamente o grupo de trabalho, tendo em vista o cenário atual, em que muitos mutirões de Tribunal do Júri são necessários para dar vazão aos processos. “A Corregedoria do Ministério Público fica muito feliz com a criação desse grupo de trabalho, realizando então o mapeamento, oportunizando que as instituições opinem, se manifestem, indicando quais são as dificuldades enfrentadas, quais são os desafios, onde estão os gargalos, porque, a partir desse diagnóstico, vai ser muito mais possível que a gente possa solucionar esses problemas e evitar que, a médio e longo prazo, a realidade e a necessidade dos mutirões deixe de existir”, afirma.

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O defensor público Marcus Vinícius Esbalqueiro, que atua nos Tribunais do Júri da Comarca de Cuiabá, destaca que a Defensoria Pública, assim como o Ministério Público, sempre foi parceira dos mutirões dos Tribunais do Júri realizados pela Corregedoria-Geral da Justiça e que, no grupo de trabalho, a instituição também contribuirá visando agilizar os julgamentos. “Vamos tentar agilizar e descobrir os gargalos que estão gerando a morosidade dos feitos, desde a fase do recebimento da denúncia até o plenário do júri”, diz. Segundo ele, para os réus, a celeridade processual também é importante. “Para o réu, tem que ter um ponto final, seja para cumprir uma pena ou para ser absolvido”.

Essa mesma opinião é compartilhada pelo advogado Dener Felizardo, presidente da Comissão do Tribunal do Júri da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). “Enquanto defesa, eu sempre digo que o Tribunal do Júri não é um tribunal de condenação, é um tribunal de julgamento, onde, em certos casos, a própria Constituição, o ordenamento jurídico, permite que pessoas possam tirar a vida do outro, desde que seja para uma excludente de ilicitude ou estando em legítima defesa, ou sendo um caso de exercício regular do seu direito ou da sua profissão. Então, nesses casos, também são submetidos ao Tribunal do Júri”.

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Segundo ele, a iniciativa do Tribunal de Justiça em criar o grupo de trabalho interinstitucional é de “extrema importância para todo um sistema de justiça”. “Uma vez que tem júris que ocorrem até 20 anos após o fato e qualquer sentença, seja condenando ou absolvendo, já vem com peso de injustiça, porque a demora da própria resolução do processo já é uma pena que o acusado carrega ao longo de todo o processo”, avalia.

O delegado de Polícia Civil, Gianmarco Pacola, destaca que o grupo de trabalho trará resultados importantes para a entrega de justiça à sociedade, no que diz respeito aos crimes contra a vida. “A avaliação que a Polícia Civil faz é das melhores, nós entendemos como brilhante a iniciativa de engajar nesse programa macro de diagnóstico, de fazer o levantamento mais aprimorado dos indicadores, de fluxo de inquéritos, que é o trabalho nosso. Então, nessa primeira fase, nós vamos trabalhar um diagnóstico, vamos trabalhar prioridades de atendimento e de conclusões de inquéritos e isso vai envolver todo o Estado. Então, é um processo de trabalho, um grupo de trabalho que vai trazer grandes resultados para a sociedade”, afirma.

O juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Emerson Cajango participou da reunião.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Campanha ReciclaJud arrecada toneladas de recicláveis e premia unidades da sede do TJMT

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Troféus da premiação ReciclaJud, com símbolo da reciclagem em destaque, organizados sobre uma mesa. Ao fundo, sacolas de presentes entregues aos vencedores.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou nesta terça-feira (09) a premiação da 2ª edição do ReciclaJud – Sede, campanha institucional que mobiliza magistrados, servidores, estagiários e colaboradores para a coleta seletiva e a destinação correta de resíduos recicláveis. A ação resultou na arrecadação de 4.620 quilos de materiais recicláveis, entre papel, plástico e metal, destinados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis Mato Grosso Sustentável (Asmats).

Magistrados, servidores e colaboradores acompanham a cerimônia de premiação do ReciclaJud em área de convivência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.Além da entrega dos troféus às unidades vencedoras, a programação contou com a reinauguração do ecoponto do Tribunal e a distribuição de mudas de espécies frutíferas e nativas do Cerrado pelo programa Verde Novo.

A competição foi dividida em três categorias e o critério de avaliação considerou a arrecadação per capita, calculada pela relação entre o volume de resíduos coletados e o número de integrantes de cada unidade.

Vencedores

Na categoria Gabinetes de Desembargadores, o primeiro lugar ficou com o gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, seguido pelo gabinete da desembargadora Clarice Claudino da Silva e pelo gabinete da desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.

Uma nova fotografia posada em frente ao mesmo painel, agora com um grupo menor, composto por 9 pessoas (cinco homens e quatro mulheres). A formação é lado a lado e todos olham para a foto sorrindo. A maioria usa crachás no pescoço.Entre as áreas administrativas com até 35 pessoas, a Ouvidoria do Poder Judiciário conquistou o primeiro lugar, seguida pela Coordenadoria de Planejamento e pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). O prêmio do Nupemec foi recebido pelo desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo, e sua equipe.

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Já na categoria das áreas administrativas com mais de 35 pessoas, a vencedora foi a Coordenadoria de Gestão de Pessoas, seguida pela Coordenadoria Administrativa e pela Coordenadoria de Comunicação Social.

Compromisso com a Sustentabilidade

Integrantes do gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo posam para foto após receber o troféu de primeiro lugar do ReciclaJud, em frente ao ecoponto revitalizado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.O coordenador do Núcleo de Sustentabilidade e ouvidor-geral do TJMT, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, destacou que a iniciativa fortalece a cultura institucional de responsabilidade socioambiental. “Temos a oportunidade de mobilizar servidores, magistrados e colaboradores para contribuir com a reciclagem, que é tão importante para a sustentabilidade. Essa cultura de proteção ao meio ambiente e de valorização da dignidade humana é reforçada ano após ano pelo Poder Judiciário de Mato Grosso”, afirmou.

Uma fotografia posada de um grupo grande, composto por 11 mulheres e um homem, em frente ao painel do Ecoponto. O clima é de celebração e todos sorriem para a câmera. O grupo está vestido em trajes esporte fino, com roupas coloridas, terninhos, blusas sociais e vestidos.A diretora-geral do TJMT, Andreia Marcondes, ressaltou o engajamento dos participantes e a importância de tornar as práticas sustentáveis permanentes no ambiente institucional. “Tanto os resultados de arrecadação do ReciclaJud, quanto a reinauguração do ecoponto fortalecem o compromisso do Poder Judiciário com a sustentabilidade, ao oferecer um local adequado para o recebimento de resíduos sólidos e materiais de uso doméstico trazidos por servidores e colaboradores, além de contribuir para a geração de renda de dezenas de pessoas da Asmats e para a preservação do meio ambiente”, afirmou.

A gestora administrativa do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Bagão Schoffen comemorou os resultados da campanha e destacou sua expansão para outras comarcas. “Somente nesta edição, arrecadamos quase cinco toneladas de materiais recicláveis na sede do Tribunal. Em 2025, as campanhas realizadas pelo Judiciário mato-grossense somaram cerca de 26 toneladas. Neste primeiro semestre de 2026, já alcançamos aproximadamente 10 toneladas, considerando as ações realizadas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis”, informou.

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Ecoponto revitalizado

Inauguração do Ecoponto do TJMT. Pessoas aplaudem nas laterais de um grande painel verde com nichos de reciclagem para plástico, papel, metal, pilhas e eletrônicos. Um tecido azul está no chão.Durante o evento, o ecoponto da instituição foi reinaugurado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo; acompanhado dos demais integrantes do dispositivo de honra, juiz-auxiliar da Ouvidoria, Bruno D’Oliveira Marques; gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen; e as servidoras Margarida Dower e Eliane Rocha, do Departamento de Saúde do TJ.

O Ecoponto é destinado ao recebimento de resíduos como papel, plástico, metal, eletroeletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas, vidros e óleo de cozinha usado. A iniciativa busca incentivar a coleta seletiva, a logística reversa e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

O ReciclaJud integra as ações permanentes de sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso e reforça o compromisso institucional com a preservação ambiental e a inclusão social.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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