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Tarifaço dos EUA ameaça pequenos produtores brasileiros e compromete cadeia produtiva

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A nova política tarifária dos Estados Unidos, que aumenta em até 50% os impostos sobre produtos brasileiros, já começa a impactar diretamente pequenos empresários que dependem da exportação. Mais do que uma questão econômica global, a medida evidencia a vulnerabilidade de quem opera com recursos limitados e margens apertadas.

Pequenos produtores são os primeiros a sentir os efeitos

Em artigo publicado pelo advogado e presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários, Fábio Saraiva, ele alerta que a decisão americana não é apenas um problema diplomático ou macroeconômico. “Na prática, os primeiros a sentir os impactos são os pequenos empresários brasileiros que vivem da exportação”, afirma.

Produtos como carne, café, pescados e frutas, itens estratégicos da balança comercial com os EUA, passam a sofrer tarifas adicionais de até 50%. Para pequenos exportadores, isso significa cancelamento de embarques, queda no faturamento e risco de falência, com reflexos diretos na economia local.

Impacto no Rio Grande do Norte e na cadeia produtiva

No Rio Grande do Norte, um dos principais exportadores de atum e pescados do país, os primeiros sinais da medida já são visíveis. Produtores que perdem competitividade no exterior são obrigados a vender internamente, pressionando preços e elevando o risco de perdas. Setores como transporte, armazenamento, serviços portuários e comércio local também sofrem, evidenciando o efeito dominó da política tarifária.

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Setores como sal marinho e frutas frescas também enfrentam desafios similares, afetando não apenas produtores, mas toda a cadeia logística e comercial que depende do fluxo de exportação.

Fragilidade das relações comerciais e necessidade de apoio à base

Segundo Saraiva, a instabilidade escancara a fragilidade das relações comerciais internacionais quando falta previsibilidade e diálogo institucional. Ele reforça que o Brasil precisa de estratégias claras, articulação diplomática e apoio real aos pequenos negócios.

“Não basta esperar que grandes empresas absorvam o impacto e puxem o setor para cima. É preciso proteger quem está começando, investe sem acesso a crédito abundante e ainda não diversificou mercados”, destaca.

Consequências imediatas para economia e sociedade

Enquanto medidas de reação não são implementadas, os efeitos se espalham pela economia: retração da produção, risco de desabastecimento, oscilação de preços internos, queda da renda, demissões e redução do consumo. O “tarifaço” não é um problema distante, mas uma realidade que já afeta pequenos produtores e a sustentabilidade da cadeia produtiva brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Bicudo-do-algodoeiro continua sendo principal ameaça à produtividade do algodão no Brasil

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Inseto ataca estruturas reprodutivas da planta e segue como um dos maiores desafios fitossanitários da cotonicultura brasileira, exigindo estratégias combinadas de controle e prevenção.

Pressão do bicudo mantém alerta máximo no algodão brasileiro

O bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) permanece como a principal praga da cultura do algodão no Brasil, representando um dos maiores riscos à produtividade e à qualidade da fibra. O inseto ataca diretamente estruturas reprodutivas da planta, como botões florais e maçãs, comprometendo o desenvolvimento da lavoura e podendo provocar perdas que chegam a cerca de 70% do potencial produtivo.

Segundo especialistas do setor, o impacto do bicudo está diretamente ligado à sua ação sobre partes essenciais da planta, o que afeta a formação e o enchimento das estruturas produtivas. Quando o manejo não é eficiente, a queda de botões e frutos se intensifica, reduzindo significativamente o rendimento final da cultura.

Características da praga dificultam controle no campo

De pequeno porte — entre 3 e 6 milímetros — e coloração marrom, o bicudo-do-algodoeiro apresenta alta capacidade de reprodução e grande agressividade no ataque às plantas, o que torna seu controle um desafio constante para os produtores.

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Os primeiros sinais de infestação incluem perfurações em botões florais, queda precoce dessas estruturas e flores com aspecto característico deformado, conhecido como “rosetado”. Em muitos casos, os sintomas iniciais passam despercebidos, mas a evolução da infestação pode ser rápida em condições favoráveis, reduzindo o tempo de resposta no manejo.

Monitoramento e manejo integrado são fundamentais

O controle eficiente do bicudo-do-algodoeiro depende diretamente do monitoramento contínuo da lavoura. A inspeção frequente, especialmente nas estruturas reprodutivas, é essencial para identificar a presença da praga ainda no início da infestação.

Além disso, práticas como destruição de restos culturais, eliminação de plantas voluntárias e uso de armadilhas durante a entressafra são estratégias importantes para reduzir a população do inseto entre os ciclos produtivos.

Especialistas reforçam que o controle não depende de uma única ação, mas sim de um conjunto de medidas integradas e aplicadas no momento correto.

Manejo químico exige rotação e estratégia

O manejo integrado também envolve o uso criterioso de inseticidas e a rotação de mecanismos de ação para evitar resistência da praga. Em áreas de alta pressão do bicudo, soluções com diferentes modos de ação ganham relevância no controle.

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Produtos com ação por contato e ingestão, como aqueles à base de etiprole, são citados como ferramentas importantes dentro de programas de manejo, contribuindo para maior eficiência no controle da praga quando utilizados de forma estratégica.

Conclusão: controle do bicudo depende de planejamento contínuo

O bicudo-do-algodoeiro segue como um dos principais desafios da cotonicultura brasileira e exige uma abordagem técnica, integrada e contínua ao longo de toda a safra.

O sucesso no controle da praga está diretamente ligado ao planejamento, ao monitoramento constante e à combinação de diferentes estratégias de manejo, fatores essenciais para preservar o potencial produtivo do algodão no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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