Agro News

Irrigação eficiente: tudo que o produtor deve saber sobre perda de carga e diferencial de pressão

Publicado

Produtores que buscam alta produtividade e sustentabilidade precisam mais do que um sistema de irrigação moderno: é fundamental manter manutenção e regulagens constantes. Em especial, sistemas de irrigação por gotejamento e aspersão exigem atenção à pressão da água, item crucial para garantir uniformidade na distribuição e desempenho ideal das plantas.

Segundo Matt Clift, Diretor Global de Gestão de Produtos e Marketing da Rivulis, entender conceitos como perda de carga e diferencial de pressão é essencial para otimizar a irrigação e prolongar a vida útil do sistema.

O que é perda de carga e por que importa

A perda de carga é a redução gradual da pressão da água ao longo do sistema, causada pelo atrito em tubulações, filtros, válvulas e gotejadores. Cada componente contribui para essa perda, e o projeto de irrigação deve levar isso em consideração para garantir que a pressão no último emissor esteja dentro da faixa adequada.

Clift orienta que os produtores meçam regularmente a pressão em pontos estratégicos, desde o cabeçal de controle até o último gotejador. Variações inesperadas podem indicar entupimento, vazamentos ou falhas nos componentes.

Leia mais:  Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27 bate recorde e soma R$ 97,3 bilhões em crédito e políticas de segurança alimentar
Diferencial de pressão: indicador de desempenho do sistema

O diferencial de pressão (DP) é a diferença de pressão registrada em um componente, como filtros ou conjuntos de filtragem. É um indicador-chave do funcionamento do sistema.

  • Um aumento no DP pode sinalizar entupimento.
  • Uma queda inesperada pode indicar falha no filtro ou perda de eficiência na filtragem, comum em filtros de areia com caminhos preferenciais ou perda de material.
  • A aferição constante permite que o produtor realize manutenções preventivas antes que o desempenho da irrigação seja comprometido.
Como medir perda de carga e diferencial de pressão

Para a pressão:

  • Meça nos pontos-chave do sistema, do motobomba até o último bloco do ponto crítico.
  • Compare os valores com os dados do projeto e registre as variações. Alterações podem indicar vazamentos ou entupimentos.

Para o diferencial de pressão:

  • Meça a diferença entre entrada e saída de cada componente.
  • Registre valores ao longo da safra.
  • Limpe ou inspecione componentes que apresentarem variações fora dos limites recomendados.
Leia mais:  Simpósio FACTA destaca importância da microbiota intestinal para desempenho avícola
Benefícios do monitoramento regular

Verificar regularmente perda de carga e diferencial de pressão permite:

  • Identificar problemas precocemente;
  • Garantir uniformidade na irrigação;
  • Otimizar o crescimento das plantas;
  • Prolongar a vida útil do sistema de irrigação.

Clift reforça:

“As leituras de pressão são simples de executar e essenciais. Comparando com os dados técnicos do projeto, o produtor consegue tomar decisões assertivas para proteger suas lavouras.”

Ferramenta online para produtores

A Rivulis disponibiliza uma plataforma online completa para orientar sobre perda de carga, diferencial de pressão, manutenção de filtros e soluções práticas para sistemas de gotejamento. A ferramenta pode ser acessada em: Rivulis Knowledge Hub.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma

Publicado

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.

Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.

Leia mais:  Simpósio FACTA destaca importância da microbiota intestinal para desempenho avícola

“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.

“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.

Reuniões bilaterais

Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

Leia mais:  Vittia registra forte geração de caixa e reforça portfólio com lançamentos estratégicos

A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana