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Fundo de Repartição de Benefícios aumenta alcance e valor destinado ao Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou, nesta quinta-feira (15/8), a aprovação da segunda edição do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, instrumento que reconhece e apoiar organizações de base na proteção do conhecimento tradicional associado à biodiversidade, no valor total de R$ 3 milhões. A divulgação ocorreu durante o encerramento do Seminário Nacional de Sociobioeconomia, em Brasília. A inciativa foi deliberada pelo Comitê Gestor do Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios (FNRB).

Para a secretária nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, o prêmio é mais do que um reconhecimento merecido. “É um instrumento de apoio concreto para as ações que os 28 segmentos de povos e comunidades tradicionais desenvolvem para proteger seus modos de vida e a biodiversidade brasileira”.

Após premiar, em sua primeira edição, 20 iniciativas com o valor total de R$ 900 mil, a nova edição amplia de forma expressiva o alcance e os recursos do prêmio. Serão R$ 3 milhões no total, sendo R$ 2,5 milhões destinados diretamente a 50 organizações com iniciativas de proteção do conhecimento tradicional associado, em que cada uma receberá o montante de R$ 50 mil.

Outros R$ 500 mil serão empregados para facilitar o acesso das organizações para inscrição no prêmio, divulgação de informações para os beneficiários e monitoramento e apoio as prestações de contas.

O aumento do alcance e do valor do prêmio foi viabilizado pelo crescimento da arrecadação do Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios que, em 2025, registrou alta de 59% em relação ao ano anterior. Esse resultado, somado à atuação ativa do Comitê Gestor do Fundo, permitiu ampliar o número de organizações beneficiadas e garantir que a premiação contemple a diversidade de povos, comunidades e regiões em todo o Brasil.

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“Ao premiarmos 50 organizações este ano, mais que o dobro da primeira edição, levamos visibilidade à criatividade, à resiliência e ao profundo saber que sustentam a nossa natureza, nossas florestas e nossas águas. Essa diversidade sociocultural é um patrimônio do Brasil e merece ser valorizada e fortalecida”, concluiu Carina.

A distribuição seguirá critérios pactuados com representantes dos segmentos beneficiários, contemplando 13 prêmios para povos indígenas, 13 para povos e comunidades tradicionais, 12 para agricultores familiares e 12 para povos quilombolas.

Novo instrumento de apoio à repartição de benefícios

O Comitê Gestor do FNRB aprovou ainda a elaboração de um novo instrumento de apoio, no valor de R$ 3 milhões, destinado a iniciativas de conservação ex situ — isto é, realizadas fora do ambiente natural —, que abrangem coleções científicas, bancos de sementes, feiras de troca, herbários populares e farmácias vivas.

O objetivo é apoiar ações voltadas à preservação do patrimônio genético, ao intercâmbio de sementes e à manutenção de recursos genéticos essenciais para a conservação da biodiversidade e para a segurança alimentar e nutricional.

A proposta será elaborada pela Secretaria Executiva do FNRB e submetida à apreciação do Comitê Gestor na próxima reunião, prevista para outubro. A expectativa é que este seja o terceiro instrumento de apoio do Fundo, que complementa as duas edições do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade e fortalece a agenda de repartição de benefícios ao nível nacional.

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De acordo com o diretor do Departamento de Patrimônio Genético da Secretaria Nacional de Bioeconomia do MMA, Henry Novion, as novas decisões do Comitê Gestor do FNRB marcam um passo importante para o fortalecimento do Fundo e o alcance de seus propósitos. “O Fundo aumenta sua capacidade de apoiar iniciativas de conservação da biodiversidade e proteção dos conhecimentos tradicionais, alcançando todo o seu público beneficiário, que inclui, além de povos e comunidades, as instituições científicas”.

Sobre o Prêmio

O Prêmio das Organizações Guardiãs da Sociobiodiversidade foi idealizado pelo Comitê Gestor do Fundo Nacional para a Repartição dos Benefícios (CG-FNRB), composto por partes iguais de representantes de governo e de representantes de povos e comunidades tradicionais (PCTs). A iniciativa tem o objetivo de reconhecer o trabalho desenvolvido pelas organizações representativas de detentores de conhecimentos tradicionais associados, guardiãs e guardiões da sociobiodiversidade, destinatárias da repartição de benefícios.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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JBS lucra US$ 221 milhões no 1º trimestre de 2026 e operações no Brasil ajudam a compensar crise nos EUA

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JBS amplia receita global e mantém resiliência operacional

A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 221 milhões, em um período marcado por forte pressão sobre a operação de carne bovina nos Estados Unidos e desempenho positivo das unidades brasileiras.

A receita líquida global da companhia atingiu US$ 21,6 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado principalmente por:

  • Forte demanda global por proteínas
  • Crescimento das exportações brasileiras
  • Desempenho consistente da Seara
  • Diversificação geográfica das operações
Estratégia multiproteína ajudou empresa a enfrentar cenário adverso

A companhia destacou que sua estratégia global multiproteína e multigeográfica foi fundamental para compensar o ambiente desafiador enfrentado pela operação de bovinos na América do Norte.

No trimestre, a JBS registrou:

  • EBITDA ajustado de US$ 1,13 bilhão
  • Margem EBITDA de 5,2%
  • Retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 22,1%

De acordo com Gilberto Tomazoni, a empresa manteve foco rigoroso em eficiência operacional e geração de caixa.

“Entendemos os ciclos naturais de cada proteína e seguimos gerindo o negócio com disciplina e responsabilidade”, afirmou o executivo.

Operação nos EUA enfrenta “tempestade perfeita”

A unidade JBS Beef North America foi o principal ponto de pressão nos resultados.

A operação registrou:

  • Receita líquida de US$ 7,167 bilhões
  • EBITDA negativo de US$ 267 milhões
  • Margem EBITDA de -3,7%

Segundo a companhia, o segmento enfrenta um dos momentos mais críticos do ciclo pecuário norte-americano, com:

  • Menor oferta de gado
  • Forte aumento no custo da matéria-prima
  • Pressão sobre margens industriais
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A empresa informou que vem promovendo ajustes organizacionais e operacionais para aumentar eficiência e capturar sinergias no mercado norte-americano.

Seara mantém forte rentabilidade e crescimento nas vendas

A Seara foi um dos grandes destaques do trimestre.

A unidade registrou:

  • Receita líquida de US$ 2,379 bilhões
  • Margem EBITDA de 15,5%

O desempenho foi sustentado pelo crescimento das vendas no mercado interno e nas exportações, mesmo diante de desafios geopolíticos em mercados estratégicos.

A companhia segue investindo em:

  • Produtos de valor agregado
  • Expansão de portfólio
  • Fortalecimento de marca
  • Inovação industrial
JBS Brasil registra receita recorde para primeiro trimestre

A operação JBS Brasil também apresentou resultados robustos.

A unidade alcançou:

  • Receita líquida recorde de US$ 3,78 bilhões
  • Margem EBITDA de 4,4%

O desempenho foi impulsionado pela forte demanda internacional e pela diversificação dos destinos de exportação da carne bovina brasileira.

No mercado interno, a marca Friboi ampliou parcerias comerciais e reforçou o foco em produtos de maior valor agregado.

Alta do boi gordo pressiona margens no Brasil

Apesar do crescimento da receita, a rentabilidade da operação brasileira foi impactada pelo aumento no custo do gado.

Segundo dados do Cepea/Esalq, o preço médio do boi gordo no trimestre atingiu R$ 338 por arroba, alta de 6% frente ao mesmo período de 2025.

A valorização reflete:

  • Demanda internacional aquecida
  • Oferta mais ajustada de animais
  • Mercado exportador fortalecido
Pilgrim’s Pride e operação de suínos mantêm desempenho positivo

A Pilgrim’s Pride encerrou o trimestre com:

  • Receita líquida de US$ 4,529 bilhões
  • Margem EBITDA de 9,9%
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Mesmo impactada por eventos climáticos extremos de inverno, a operação avançou em modernização industrial e ampliação de produtos.

Já a JBS USA Pork registrou:

  • Receita recorde de US$ 2,032 bilhões
  • Margem EBITDA de 13,5%

Os resultados foram sustentados pela forte demanda por proteínas mais acessíveis no mercado norte-americano.

Austrália mantém crescimento apesar de custos elevados

A operação australiana da JBS Austrália apresentou receita líquida de US$ 2,145 bilhões no trimestre.

A margem EBITDA ficou em 6,2%, sustentada por:

  • Ganhos de produtividade
  • Crescimento dos volumes exportados
  • Bom desempenho nos segmentos de salmão e suínos

Mesmo com aumento de quase 30% nos custos do gado nos últimos 12 meses, a operação manteve forte execução operacional.

Companhia reforça solidez financeira e alonga dívida

A JBS também destacou o fortalecimento da estrutura financeira.

A alavancagem em dólar encerrou o trimestre em 2,77 vezes, dentro da meta de longo prazo da companhia.

Segundo Guilherme Cavalcanti, a estratégia de gestão de passivos permitiu:

  • Alongar prazo médio da dívida para 15,6 anos
  • Reduzir pressão de vencimentos até 2031
  • Manter custo médio atrativo de 5,7% ao ano

A companhia afirma que a posição financeira sólida oferece segurança para atravessar ciclos mais desafiadores e continuar investindo em expansão global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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