Agro News

Estado lidera produção de leite na Região Norte e é destaque nacional

Publicado

Rondônia consolidou-se como o maior produtor de leite da Região Norte do Brasil, conforme dados da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron). O aumento na produção leiteira colocou Rondônia como líder do ranking de maior produtor de leite na região Norte e mantendo-se como o 10º maior produtor do Brasil. Em 2024, a produção de leite em Rondônia alcançou 541,2 milhões de litros, representando um crescimento de 4,1% em relação ao ano anterior.

O governador Marcos Rocha destacou que o resultado é fruto de investimentos em programas estaduais que fortalecem a cadeia produtiva. “Acreditamos que um governo comprometido com o fortalecimento do campo gera resultados concretos, capazes de transformar a vida de centenas de produtores rurais”, afirmou.

Entre as ações implementadas, destacam-se o Consultec, que auxilia na gestão de propriedades, e o Rufião Móvel, que utiliza ultrassonografia para diagnósticos reprodutivos nas matrizes leiteiras. Essas tecnologias têm potencial para dobrar ou até triplicar a produtividade, desde que as orientações sejam aplicadas corretamente.

Leia mais:  Como o Clima Pode Redefinir a Sojicultura Brasileira

A Emater-RO, em parceria com médicos-veterinários e extensionistas, realiza acompanhamento diário no campo, identificando dificuldades gestacionais no rebanho e orientando estratégias para melhorar a eficiência reprodutiva. Essas ações têm transformado a realidade de pequenos e médios produtores, garantindo mais renda e desenvolvimento no campo.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Granja mineira é a primeira do Brasil a conquistar certificação de alto padrão em bem-estar animal na suinocultura

Publicado

Certificação inédita marca avanço do bem-estar animal na suinocultura brasileira

A granja de suínos da Auma Agronegócios, localizada em Patos de Minas (MG), tornou-se a primeira do Brasil a receber a certificação de bem-estar animal da Produtor do Bem. O reconhecimento abrange todas as etapas da produção — gestação, maternidade, creche e terminação — e considera critérios técnicos amplos relacionados à ambiência, sanidade, manejo, alimentação e gestão operacional.

O selo possui validade de um ano e representa a primeira certificação concedida pela entidade no setor suinícola brasileiro, estabelecendo um novo marco de exigência técnica no país.

Protocolo mais rigoroso redefine práticas de manejo no país

O diferencial do modelo está no nível de exigência superior aos protocolos tradicionais utilizados no Brasil e em parte dos sistemas internacionais.

Um dos principais destaques é a adoção do sistema “cobre-solta”, em que as matrizes são inseminadas e, na sequência, alojadas em grupo. A prática elimina o período de permanência em gaiolas após a inseminação — etapa que ainda é comum em diversos sistemas, onde as fêmeas podem permanecer confinadas por até 35 dias.

Segundo especialistas, o modelo favorece maior liberdade de movimento e expressão de comportamentos naturais, sendo considerado uma das práticas mais avançadas em bem-estar animal na suinocultura moderna.

Empresa reforça estratégia de produção responsável e sustentável

Para a CEO da Auma Agronegócios, Lucimar Silva, a certificação consolida o posicionamento da empresa em relação à sustentabilidade e à responsabilidade produtiva.

Leia mais:  Balança comercial de Goiás registrou superávit de R$ 24,6 bilhões no primeiro semestre

O bem-estar animal é tratado como pilar estratégico, diretamente ligado à eficiência produtiva, qualidade dos alimentos e sustentabilidade da cadeia. A executiva destaca que o reconhecimento valida práticas já incorporadas à cultura organizacional e fortalece a governança dos processos.

A Auma já possui outras certificações socioambientais em diferentes atividades agrícolas, e a nova conquista reforça o histórico de produção consciente do grupo.

Melhorias operacionais impactam diretamente os indicadores produtivos

De acordo com o gerente de produção do Ecossistema Auma, Baltazar Vieira, o bem-estar animal é tratado como valor estrutural da operação, com implementação iniciada em 2022.

Entre os resultados já observados estão:

Redução da taxa de natimortos de 8% para 3% após três meses de adoção de enriquecimento ambiental

  • Fim do uso de ocitocina há dois anos
  • Eliminação do corte de dentes
  • Redução do corte de cauda sem aumento de canibalismo

Segundo o gestor, as melhorias em nutrição, sanidade, infraestrutura e capacitação das equipes refletem diretamente no desempenho zootécnico e no valor agregado da produção.

Mercado pressiona por padrões mais elevados de bem-estar animal

A certificação ocorre em um cenário de crescente exigência de mercados nacionais e internacionais por padrões mais rigorosos de bem-estar animal, especialmente em cadeias voltadas à exportação e ao varejo institucional.

Leia mais:  Crise global ameaça rentabilidade do arroz e acende alerta para o setor produtivo

Embora o Brasil ainda adote amplamente sistemas híbridos, a transição para modelos com soltura precoce de matrizes vem avançando, em linha com práticas já consolidadas em mercados europeus.

Soluções como alimentação individualizada em sistemas coletivos também têm sido incorporadas para reduzir disputas e melhorar o desempenho produtivo.

Certificação inédita traz modelo técnico e transparente para o setor

Segundo o diretor-executivo da Produtor do Bem, José Ciocca, o modelo de certificação é estruturado em critérios multinível, com avaliação independente, acompanhamento técnico e apoio ao produtor durante a implementação das melhorias.

O sistema busca garantir não apenas a conformidade, mas também a evolução contínua das práticas de manejo.

“A conquista demonstra que é possível conciliar produtividade com manejo tecnicamente fundamentado. O Grupo Auma avançou além do convencional e se torna referência para o setor”, destacou Ciocca.

Suinocultura brasileira entra em nova fase de exigência técnica

A certificação da Auma Agronegócios sinaliza uma mudança relevante na suinocultura nacional, com maior integração entre produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal.

O avanço reforça a tendência de profissionalização do setor e aproxima o Brasil de padrões internacionais cada vez mais exigentes, especialmente em mercados premium e cadeias exportadoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana