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Energia limpa e inclusão social chegam a comunidades ribeirinhas do Amazonas

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O Ministério de Minas e Energia (MME) reafirmou, nesta semana, seu compromisso com a inclusão social e o desenvolvimento sustentável ao participar de ações de escuta em comunidades ribeirinhas de Manaus, na Amazônia. A iniciativa, realizada em parceria com a primeira-dama Janja Lula da Silva, integra a preparação do Brasil para sediar a COP30. As contribuições colhidas durante os encontros resultarão em cartas com recomendações sobre promoção da igualdade racial, igualdade de gênero e defesa dos direitos humanos. Os documentos, batizados de “Cartas por Biomas”, serão encaminhados à Presidência da conferência.

Representando o ministro Alexandre Silveira, a coordenadora-geral de Desenvolvimento de Políticas Sociais do MME, Andréa Naritza Silva Marquim de Araújo, destacou a importância dos programas Luz para Todos (LPT) e Luz do Povo. Segundo ela, as iniciativas têm sido fundamentais para que o Governo Federal leve energia elétrica a milhares de brasileiras e brasileiros que vivem em áreas remotas, ampliando a qualidade de vida e criando oportunidades de desenvolvimento.

“Levar energia elétrica a regiões remotas não é apenas uma questão técnica, mas uma política de inclusão social que transforma a vida de milhares de pessoas, gerando oportunidades e dignidade”, afirmou Andréa.

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Nas comunidades de Braga e Betel, no Lago do Piranha, município de Manacapuru, foram instalados sistemas de geração solar com baterias de lítio em 78 unidades consumidoras, fruto de um investimento de R$ 3,7 milhões. Projetados para atender às necessidades básicas de residências e instituições comunitárias, esses sistemas garantem fornecimento contínuo de energia e reduzem a dependência de combustíveis fósseis. Já nas comunidades de Santa Helena e Bela Conquista, em Tefé, foram implementadas soluções híbridas e sistemas mais estáveis, com o objetivo de diminuir as interrupções no abastecimento e ampliar a segurança energética local.

“Depois do programa Luz para Todos, que chegou à nossa comunidade em 2012, nossa vida melhorou cada vez mais. A energia trouxe mais conforto, possibilitou o acesso à internet e o uso de celulares. Com sua chegada, hoje temos pousadas em todas as comunidades”, afirmou Adriana, uma das lideranças da comunidade Santa Helena do Inglês.

Tais iniciativas fazem parte de uma política energética que alia equidade e sustentabilidade, garantindo também mais segurança no fornecimento da energia elétrica para o consumidor. Com a Tarifa Social de Energia Elétrica, que prevê a gratuidade para famílias de baixa renda que consumirem até 80 kWh por mês, o MME incentiva o uso consciente da energia e contribui para a redução da inadimplência e do furto de eletricidade. No estado do Amazonas, mais de 260 mil unidades consumidoras de baixa renda podem ser contempladas com a medida.

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Além da representante do MME e da primeira-dama, participaram da agenda especial as Enviadas Especiais para Direitos Humanos e Transição Justa, Denise Dora, e para Igualdade Racial e Periferias, Jurema Werneck; a chefe do Departamento de Gestão do Fundo Amazônia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Fernanda Garavini.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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MJSP apoia operação contra grupo interestadual especializado em fraudes eletrônicas

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Manaus, 26/5/2026 – A Polícia Civil do Estado do Amazonas (PCAM) deflagrou a Operação Cripsis para desarticular associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas interestaduais. A ofensiva contou com o suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e com apoio operacional da Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PCPE).

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária no Amazonas (AM). Em Pernambuco (PE), a operação resultou no cumprimento simultâneo de cinco mandados de busca em três municípios: Abreu e Lima, Caruaru e Paudalho, além de um mandado de prisão em Igarassu.

Durante as buscas, as equipes apreenderam computadores, aparelhos celulares utilizados nos golpes, cartões bancários e documentos que serão submetidos à perícia técnica para rastrear o fluxo financeiro e identificar novas vítimas.

Golpes com falsa identidade

As investigações foram iniciadas após denúncias de um profissional de notoriedade nacional na área de segurança digital. Os criminosos utilizavam fotografias e o nome empresarial da vítima para conferir credibilidade à fraude.

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O esquema funcionava de forma estruturada nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

* Serviço falso: passando-se pelo especialista, os golpistas ofereciam falsos serviços de recuperação de contas e perfis de redes sociais invadidos.
* Vantagem ilícita: as vítimas eram induzidas ao erro e realizavam pagamentos via Pix.
* Ocultação: para dificultar o rastreamento policial, a quadrilha utilizava e-mails temporários, linhas telefônicas registradas em diferentes estados e contas bancárias de “laranjas”.

O cruzamento de dados, com auxílio do Ciberlab, permitiu à equipe de investigação individualizar e localizar os suspeitos.

“A Operação Cripsis demonstra que o anonimato pretendido pelos criminosos na internet é uma ilusão. Ao tentarem se esconder atrás da reputação e do nome de um renomado especialista em segurança digital, os investigados acreditavam que conseguiriam blindar suas reais identidades de forma impune. Nosso foco agora é a análise do material apreendido, visando identificar o total de pessoas lesadas”, afirmou a delegada da Polícia Civil do Amazonas Débora Barreiros.

Crimes

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato eletrônico (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), falsa identidade (Art. 307 do Código Penal), invasão de dispositivo informático (Art. 154-A do Código Penal) e associação criminosa (Art. 288 do Código Penal). Somadas, as penas podem ultrapassar 13 anos de prisão, além de multa.

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Operação Cripsis

Na biologia, cripsis é a capacidade de um organismo evitar ser detectado por outros seres, por meio de mecanismos que vão além da camuflagem visual, incluindo recursos olfativos e auditivos. O nome da operação faz referência à atuação das polícias civis na desarticulação de um grupo criminoso que utilizava e-mails falsos, IPs mascarados e identidades clonadas para aplicar golpes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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