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Vespas Trichogramma: Aliadas na proteção de lavouras brasileiras

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O Manejo Integrado de Pragas (MIP) vem fortalecendo soluções sustentáveis no campo, e o controle biológico se destaca como uma ferramenta eficiente. Entre os protagonistas dessa estratégia estão as vespas microscópicas do gênero Trichogramma, capazes de parasitar ovos de pragas agrícolas e impedir o surgimento de lagartas que causam prejuízos significativos às lavouras.

Espécies e pragas-alvo

O Brasil conta com mais de 200 espécies de Trichogramma, com destaque para T. pretiosum, T. galloi e T. atopovirilia, segundo o engenheiro agrônomo Carlos Vinicius B. de Almeida. Cada espécie possui aplicações específicas e exige planejamento técnico e conhecimento ecológico.

As pragas-alvo incluem Spodoptera frugiperda, Helicoverpa armigera, Plutella xylostella, Diatraea saccharalis e Anticarsia gemmatalis, protegendo culturas como milho, soja, algodão, tomate, hortaliças, cana-de-açúcar e frutíferas.

Como funciona o Trichogramma

O mecanismo é simples e eficaz: a fêmea do Trichogramma deposita seus ovos dentro dos ovos das pragas, resultando no nascimento de vespas em vez de lagartas. Esse processo interrompe preventivamente o ciclo das pragas, com eficiência de até 80%, especialmente quando aplicado no momento correto e acompanhado por técnicos especializados.

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Entre os benefícios estão:

  • Redução do uso de defensivos químicos
  • Maior segurança para aplicadores e consumidores
  • Preservação de polinizadores
  • Economia a médio e longo prazo
Inovação e atenção técnica no Brasil

O Brasil é líder no uso de bioinsumos, com empresas como Promip, Koppert, Biotrop e Bug desenvolvendo linhagens comerciais de Trichogramma e sistemas automatizados de liberação. Entre as tecnologias aplicadas estão cartelas biodegradáveis, liberação manual, uso de drones e estratégias inundativas.

Almeida ressalta que, para garantir resultados consistentes, são fundamentais:

  • Monitoramento constante das lavouras
  • Atenção à influência de agroquímicos
  • Condições ambientais adequadas
  • Treinamento técnico das equipes

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa apresenta projeto SIMples AsSim durante a Feira Brasil na Mesa

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Com o objetivo de apresentar o projeto SimplesAssim e a sua importância para os produtores rurais, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participaram da palestra “Projeto SIMples AsSIM – Do pequeno para o Brasil: a atuação conjunta entre o Sebrae e Mapa no fortalecimento dos pequenos negócios rurais”, que ocorreu durante a Feira Brasil na Mesa.

Durante a palestra, a coordenadora-geral do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), Claudia Valéria, destacou os avanços do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), que serviu de base para a criação do projeto. Segundo ela, a modernização dos processos foi essencial para ampliar a adesão ao sistema.

O projeto é uma parceria entre o Mapa e o Sebrae, que busca ampliar o acesso ao mercado nacional para produtos de origem animal por meio da qualificação técnica, modernização da inspeção, apoio a adequação sanitária, entre outros.

A regularização de agroindústrias de pequeno porte é um instrumento essencial para promover a inclusão produtiva, segurança alimentar e o desenvolvimento econômico local. O projeto busca olhar quais são as dificuldades e apoiar a integração no Sisbi-Poa.

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Durante a apresentação, Claúdia também ressaltou a importância de outras iniciativas, como o Projeto ConSIM, que contribuiu para a integração de consórcios públicos ao sistema. “Entre 2020 e 2025, 68 consórcios públicos no Brasil se integraram ao sistema, permitindo que muitos municípios ampliassem a comercialização de seus produtos”, afirmou.

Apesar dos avanços, o número de estabelecimentos ainda não acompanha o crescimento dos serviços de inspeção integrados. “Observamos um grande número de serviços integrados, mas os estabelecimentos não cresceram na mesma proporção. Por isso, surgiu a necessidade de fortalecer esses produtores e capacitá-los para acessar o mercado nacional”, pontuou.

O projeto está estruturado em três eixos: inclusão de agroindústrias no Sisbi-POA; fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal com base em análise de risco; e apoio técnico à estruturação de agroindústrias de pequeno porte.

O projeto piloto será iniciado em Santa Catarina, estado com número grande de agroindústrias e potencial de expansão. A iniciativa prevê diagnósticos in loco e planos de ação personalizados para apoiar a adequação dos estabelecimentos.

“Mais de 80% das agroindústrias demonstraram interesse em expandir seus mercados. Isso mostra que há demanda e que precisamos criar condições para que esses produtores avancem”, concluiu a coordenadora-geral.

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Também foram apresentados pelo analista do Sebrae, Warley Henrique, os resultados iniciais do projeto. Sendo eles, o resultado do diagnóstico on-line, que buscou entender quais são as principais dificuldades relação à estrutura do serviço de inspeção que limitam a integração dos estabelecimentos ao Sisbi na visão dos técnicos dos serviços de inspeção onde houve 217 respondentes. Como também a pesquisa em relação aos técnicos dos estabelecimentos, que houve 114 respondentes sobre quais as dificuldades para ter o selo Sisbi. E o questionamento sobre qual orientação técnica necessária para cada estabelecimento.

Após a fase de levantamento, o projeto avança agora para a estruturação da metodologia de atendimento e implementação das ações em campo, com início previsto para maio de 2026 no estado de Santa Catarina.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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