Tecnologia

Luciana Santos recebe ministro de Inovação, Ciência e Tecnologia da Nigéria

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O ministro de Inovação, Ciência e Tecnologia da Nigéria, Uche Geoffrey Nnaji, visitou, nesta terça-feira (26), a sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília. O encontro com a ministra do MCTI, Luciana Santos, foi um desdobramento da assinatura do memorando de entendimento em CT&I, na segunda-feira (25), no Palácio do Planalto.

“A assinatura dessa parceria é muito importante, especialmente porque nossos ministérios são tão parecidos em prioridades e visões”, disse a chefe da pasta.

A assinatura do documento ocorreu durante visita de Estado do presidente nigeriano Bola Tinubu, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e ministros do governo federal.

O memorando prevê a parceria no desenvolvimento e transferência de tecnologias nas áreas de biotecnologia e bioeconomia, ciências oceânicas, ecossistemas de inovação, energia, tecnologia espacial e transformação digital.

Antes da reunião com a ministra, o grupo de representantes do país africano visitou a Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao MCTI, onde conheceram os principais projetos desenvolvidos pela unidade. “Nós encontramos algumas possíveis áreas de colaboração, como a de desenvolvimento espacial, aplicações espaciais, projetos e monitoramento de áreas, como a Amazônia”, disse a assessora técnica do ministério nigeriano, Ure Utah.

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O grupo ainda visitou a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organização social também vinculada ao MCTI. Na unidade, os nigerianos conheceram o que há de mais tecnológico, especialmente sobre biotecnologia e bioeconomia. “Nós entendemos que energia é poder e, por isso, queremos ampliar o uso de energia renovável e painéis solares”, afirmou o ministro Uche Geoffrey Nnaji.

Além do ministro nigeriano, estiveram presentes na reunião o diretor-geral da Comissão de Energia, Mustapha Abdullahi, o diretor-geral da Agência Nacional de Desenvolvimento e Pesquisa em Biotecnologia, Abdullahi Mustapha, e o diretor-geral da Agência Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Espacial, Matthew Adejopu.

Brasil e Nigéria

A parceria entre os países começou em 1961 e constitui um importante eixo estratégico entre os continentes. Com a criação do Mecanismo de Diálogo Estratégico Brasil-Nigéria, instância que modernizou as bases da cooperação bilateral em comércio, defesa, energia, agricultura, saúde e inovação tecnológica, em 2013, a relação atingiu seu auge.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil e China avançam nos preparativos para o CBERS-6

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O desenvolvimento do CBERS-6, próximo satélite da cooperação espacial entre Brasil e China, avançou mais uma etapa. Em reuniões no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), especialistas brasileiros e chineses alinharam procedimentos técnicos que vão orientar a operação da missão, considerada um marco para o Programa CBERS por incorporar, pela primeira vez, uma carga útil com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR). 

A missão permitirá a obtenção de imagens independentemente das condições meteorológicas e da cobertura de nuvens, ampliando a capacidade de monitoramento ambiental, territorial e de desastres naturais. 

As equipes do Inpe e do China Centre for Resources Satellite Data and Applications (Cresda) definiram os principais encaminhamentos relacionados ao desenvolvimento do CBERS-6. Entre eles estão a elaboração conjunta dos planos de calibração e validação do satélite, a preparação dos testes de comissionamento e a definição dos níveis de processamento e dos formatos dos dados que serão disponibilizados aos usuários da missão. 

As instituições também avançaram na construção da estratégia operacional da carga útil SAR, incluindo procedimentos para aquisição, processamento e distribuição das imagens produzidas pelo satélite. 

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A Cresda é uma agência chinesa responsável pelo gerenciamento, processamento e distribuição de dados de satélites de observação da Terra. A instituição, vinculada à Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, atua na operação de dezenas de satélites e mantém parceria histórica com o Brasil no Programa CBERS, desenvolvido em conjunto pelo Inpe e pela China desde a década de 1980. 

Cooperação ampliada 

Os resultados das discussões foram consolidados em uma minuta assinada pelo diretor do Inpe, Antonio Miguel Vieira Monteiro, e pelo diretor-geral da Cresda, Chan Ming. O documento formaliza os principais compromissos assumidos pelas duas instituições para o desenvolvimento e futura operação do CBERS-6. 

Além da missão sino-brasileira, o acordo prevê o aprofundamento da cooperação em monitoramento ambiental. A Cresda manifestou interesse em disponibilizar ao Inpe dados dos satélites chineses Gaofen-1 e Gaofen-6 para apoiar sistemas brasileiros de monitoramento ambiental, como o Prodes e o Deter. 

Parceria de longa data 

A visita, que ocorreu em 19 e 20 de maio, também incluiu apresentações sobre plataformas e sistemas desenvolvidos pela instituição nacional para armazenamento, processamento e análise de dados geoespaciais, entre eles o Brazil Data Cube (BDC), a Base de Informações Georreferenciadas (BIG) e os sistemas de monitoramento ambiental utilizados pelo Programa BiomasBR. 

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As equipes também discutiram a campanha de calibração cruzada dos satélites CBERS-4, CBERS-4A e Amazonia-1, prevista para ocorrer no segundo semestre de 2026 no campo de calibração radiométrica de Dunhuang, na China. 

O que é o CBERS-6? 

O CBERS-6 será o primeiro satélite do programa sino-brasileiro equipado com radar de abertura sintética, tecnologia capaz de gerar imagens da superfície terrestre mesmo sob cobertura de nuvens ou durante a noite. A missão deve ampliar a capacidade de monitoramento ambiental e territorial dos dois países. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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